quarta-feira, 24 de julho de 2013

PARÁBOLAS DA VINDA

PARÁBOLAS DA VINDA


No capítulo 13 de Mateus, há duas parábolas estreitamente relacionadas com a vinda do Senhor Jesus. É bom lembrar que Jesus, ao utilizar parábolas como forma de ensinamento das verdades divinas, buscava trazer a seus interlocutores o pleno entendimento dessas verdades, usando figuras, idéias e atividades com as quais tais interlocutores tinham familiaridade. Ao ler as parábolas, não devemos esquecer que elas foram primeiramente dirigidas aos interlocutores diretos do Senhor há aproximadamente 2.000 anos, usando figuras e referências que nem sempre fazem parte do nosso dia a dia moderno.
 
As parábolas que gostaríamos de destacar são a do joio e do trigo (Mateus 13:24-30 e 13:36-43) e a dos peixes bons e maus (Mateus 13:47-50).

1. O JOIO E O TRIGO

No caso da parábola do joio e do trigo, os discípulos sabiam que para obter o trigo puro, o joio precisa ser retirado através de um processo. Aqui é importante fazer um comentário relevante: a palavra tribulação vem do vocábulo latim tribulum, um aparelho usado pelos romanos para separar o joio do trigo. O termo grego mais usado para tribulação, angústia e aflição no Novo Testamento é thlipsis. Então vemos que o conceito de tribulação que usamos deriva de um instrumento usado para separar o joio do trigo, e isso tem muito a ver com a parábola em questão e com a visão que a Igreja primitiva tinha a respeito do tema, que se mostra mais uma vez diretamente pós-tribulacionista.
 
Jesus deixa claro nesta parábola que tanto o joio quanto o trigo devem crescer juntos até um acontecimento que os separará: a ceifa, feita pelos anjos (Mateus 13:30, 13:39). No Apocalipse, a ceifa feita pelos anjos está relacionada aos momentos culminantes da tribulação (Apocalipse 14:14-20), com uma alusão direta ao Armagedom nos versículos 19 e 20.
 
Levando em consideração as palavras de Jesus, de que o momento da separação seria na ceifa, e o relato apocalíptico, o qual relaciona essa ceifa aos momentos finais da tribulação (derrota do anticristo no Armagedom), a parábola do joio e do trigo nos leva a uma nítida concepção pós-tribulacionista.

2. OS PEIXES BONS E MAUS

Essa é outra parábola na qual Jesus usa uma figura muito corriqueira para seus interlocutores. Muitos daqueles que seguiam a Jesus eram pescadores e entenderam perfeitamente aquilo que o Mestre lhes ensinou. Logo após uma boa pescaria, a rotina dos pescadores era a mesma: sentavam e começavam a separar e jogar fora os peixes que não serviam, deixando apenas aqueles apropriados para o consumo.
 
Nesta parábola, Jesus deixa claro mais uma vez que a separação será feita pelos anjos "no fim do mundo", utilizando-se para "mundo" o termo grego aeon, que siginifica "sistema" ou "era" e não se refere ao planeta Terra em si.
 
O que fica expresso nestas parábolas é a idéia de separação num tempo definido e único e não de uma separação prévia dos elementos bons, deixando na Terra aqueles que são maus. Jesus usa parábolas em que a separação de bons e maus é feita no momento final do processo, sem diferenças de tempo. Em ambas parábolas abordadas, Jesus revela que os anjos executarão essa separação. Ao ler Apocalipse 14:14-20, não há como não relacionar esses eventos aos momentos finais do período tribulacional.

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