O Livro de Enoque
Capítulo 1
1As palavras das bênçãos de Enoque, com as quais ele abençoou os eleitos
e os justos, os quais devem existir nos tempos da tribulação, rejeitando toda
iniquidade e mundanismo. Enoque, um homem justo, o qual estava com Deus,
respondeu e falau com Deus enquanto seus olhos estavam abertos, e enquanto via
uma santa visão dos céus. Isto os anjos me mostraram.
2Deles eu ouvi todas as coisas e entendi o que ví; coisas que não terão
lugar nesta geração, mas numa geração que deve acontecer num tempo distante,
por causa dos eleitos.
3A respeito deles eu falei e conversei com Ele, o qual virá de Sua
habitação, o Santo e Poderoso, o Deus do mundo:
4O qual pisará sobre o Monte Sinai; aparecerá com Suas hostes e se
manifestará com a força do Seu poder dos céus.
5Todos estarão temerosos e as Sentinelas estarão aterrorizados.
6Grande temor e tremor se apoderarão deles, mesmo aos confins da terra.
As alturas das montanhas serão abaladas, e os altos montes serão
abatidos, derretidos como o favo de mel na chama de fogo. A terra será imersa e
todas as coisas que nela estão perecerão; enquanto julgamento virá sobre todos,
mesmo sobre todos os justos:
7Mas a eles será dada paz: Ele preservará os eleitos e para com eles
exercitará clemência.
8Então todos pertencerão a Deus, serão felizes e abençoados, e o
esplendor da Divindade os iluminará.
Capítulo 2
1Eis que Ele vem com dezenas de milhares dos Seus santos para executar
julgamento sobre os pecadores e destruir o iníquo, e reprovar toda coisa carnal
e toda coisa pecaminosa e mundana que foi feita, e cometida contra Ele. (2)
(2) Citado por Judas, vss. 14, 15.
Capítulo 3
1Todos os que estão nos céus sabem o que transcorre lá.
2Eles sabem que as luminárias celestes não mudam seus caminhos;
que cada uma nasce e se põe regularmente, cada uma a seu próprio tempo, sem
transgredir os mandamentos que receberam. A VISÃO da terra, e
entendem o que deve acontecer, desde o princípio até o seu fim.
3Eles vêem que toda obra de Deus é invariável no período de seu aparecimento. Eles
vêem o verão e o inverno: percebendo que toda terra está
repleta de água; e que a nuvem, o orvalho, e a chuva refrescam-na.
Capítulo 4
1Eles consideram e vêem cada árvore, como aparecem para depois murchar, e
toda folha, para depois cair, exceto de quatorze árvores, as quais não são
efêmeras, e esperam pelo aparecimento das folhas novas por dois ou três
invernos.
Capítulo 5
1Novamente eles consideram os dias de verão, que o sol está sobre a terra
desde o princípio; enquanto tu procuras por uma cobertuda e por um lugar
sombreado por causa do sol ardente; enquanto a terra é queimada com calor
fervente, e tu te tornas incapaz de andar sobre a terra ou sobre as rochas em
consequência do calor.
Capítulo 6
1Eles consideram como as árvores, quando elas dão suas folhas verdes,
cobrem-se e produzem frutos; entendendo tudo, e sabendo que Ele, o qual vive
para sempre, faz todas estas coisas por causa de vós:
2Que as obras desde o princípio de todo ano existente, que todas as
suas obras são obedientes a Ele e invariáveis; assim como Deus determinou,
assim todas as coisas acontecem.
3Eles vêem também como os mares e os rios juntos completam suas
respectivas operações:
4Mas tu resistes impacientemente, não cumpres os mandamentos do Senhor,
mas transgrides e calunias a Sua grandiosidade; e malditas são as
palavras em tua boca poluída contra Sua majestade.
5Tu, murcho de coração, a paz não estará contigo!
6Portanto teus dias te amaldiçoarão, e os anos de tua vida perecerão;
execração perpétua se multiplicará, e não obterás misericórdia.
7Nestes dias tu resignas tua paz com a eterna maldição de todos os
justos, e os pecadores perpetuamente te execrarão;
8Eles te execrarão com tudo o que não é divino.
9Os eleitos possuirão luz, alegria e paz; e herdarão a terra.
10Mas tu, que não és santo, serás amaldiçoado.
11Então a sabedoria será dada aos eleitos, todos os que viverão, e não
transgredirão por impiedade ou orguolho, mas humilhar-se-ão, processando
prudência, e não repetirão transgressão.
12Eles não condenarão todo o período das suas vidas, não morrerão em
tormento e indignação; mas a soma dos seus dias se completará, e envelhecerão
em paz; enquanto os anos de sua felicidade se multiplicarão em alegria, e com
paz, para sempre, em toda a duração de sua existência.
Capítulo 7
1E aconteceu depois que os filhos dos homens se multiplicaram naqueles
dias, nasceram-lhe filhas, elegantes e belas.
2E quando os anjos, (3) os filhos dos céus,
viram-nas, enamoraram-se delas, dizendo uns para os outros: Vinde, selecionemos
para nós mesmos esposas da progênie dos homens, e geremos filhos.
(3) No texto aramaico lê-se "Sentinelas" (J.T. Milik, Aramaic
Fragments of Qumran Cave 4 [Oxford: Clarendon Press, 1976], p. 167).
3Então seu líder Samyaza disse-lhes: Eu temo que talvez possais
indispor-vos na realização deste empreendimento;
4E que só eu sofrerei por tão grave crime.
5Mas eles responderam-lhe e disseram: Nós todos juramos;
6 (e amarraram-se por mútuos juramentos), que nós não mudaremos
nossa intenção mas executamos nosso empreendimento projetado.
7Então eles juraram todos juntos, e todos se amarraram (ou uniram) por
mútuo juramento. Todo seu número era duzentos, os quais descendiam de
Ardis, (4) o qual é o topo do monte Armon.
(4) de Ardis. Ou, "nos dias
de Jared" (R.H. Charles, ed. and trans., The Book of Enoch [Oxford:
Clarendon Press, 1893], p. 63).
8Aquele monte portanto foi chamado Armon, porque eles tinham juardo sobre
ele, (5) e amarraram-se por mútuo juramento.
(5) Mt. Armon, ou Monte Hermon deriva seu nome do hebreu herem,
uma maldição (Charles, p. 63).
9Estes são os nomes de seus chefes: Samyaza, que era o seu líder,
Urakabarameel, Akibeel, Tamiel, Ramuel, Danel, Azkeel, Saraknyal, Asael,
Armers, Batraal, Anane, Zavebe, Samsaveel, Ertael, Turel, Yomyael, Arazyal.
Estes eram os prefeitos dos duzentos anjos, e os restantes estavam todos com
eles. (6)
(6) O texto aramaico preserva uma lista anterior dos nomes destes Guardiães
ou Sentinelas: Semihazah; Artqoph; Ramtel; Kokabel; Ramel; Danieal; Zeqiel;
Baraqel; Asael; Hermoni; Matarel; Ananel; Stawel; Samsiel; Sahriel; Tummiel;
Turiel; Yomiel; Yhaddiel (Milik, p. 151).
10Então eles tomaram esposas, cada um escolhendo por si mesmo; as quais
eles começaram a abordar, e com as quais eles coabitaram, ensinando-lhes
sortilégios, encantamentos,e a divisão de raízes e árvores.
11E as mulheres conceberam e geraram gigantes, (7).
(7) O texto grego varia consideravelmente do etíope aqui. Um manuscrito
grego acrescenta a esta secção, "E elas [as mulheres] geraram a eles [as
Sentinelas] três raças: os grandes gigantes. Os gigantes trouxeram [alguns
dizem “mataram"] os Naphelim, e os Naphelim trouxeram [ou "mataram"]
os Elioud. E eles sobreviveram, crescendo em poder de acordo com a sua
grandeza." Veja o registro no Livro dos Jubileus.
12Cuja estarura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o
labor dos homens produzia e tornou-se impossível alimentá-los;
13Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los;
14E começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes, para comer sua
carne, um depois do outro, (8) e para beber seu sangue.
(8) Sua carne, um depois do outro. Ou, "de uma
outra carne". R.H. Charles nota que esta frase pode referir-se à
destruição de uma classe de gigantes por outra. (Charles, p. 65).
15Então a terra reprovou os injustos.
Capítulo 8
1Além disso, Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas, facas, escudos,
armaduras (ou peitorais), a fabricação de espelhos e a manufatura de braceletes
e ornamentos, o uso de pinturas, o
embelezamento das sobrancelhas, o uso de todo tipo
selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de corantes, para que o mundo
fosse alterado.
2A impiedade foi aumentada, a fornicação multiplicada; e eles
transgrediram e corromperam todos os seus caminhos.
3Amazarak ensinou todos os sortilégios, e divisores de raízes:
4Armers ensinou a solução de sortilégios;
5Barkayal ensinou os observadores das estrelas, (9)
(9) Observadores das estrelas. Astrólogos (Charles, p. 67).
6Akibeel ensinou sinais;
7Tamiel ensinou astronomia;
8E Asaradel ensinou o movimento da lua,
9E os homens, sendo destruídos, clamaram, e suas vozes romperam os céus.
Capírulo 9
1Então Miguel e Gabriel, Radael, Suryal, e Uriel, olharam abaixo desde os
céus, e viram a quantidade de sangue que era derramada na terra, e toda a
iniquidade que era praticada sobre ela, e disseram um ao outro; Esta é a vóz de
seus clamores;
2A terra desprovida de seus filhos tem clamado, mesmo
até os portões do céu.
3E agora a ti, ó Santo dos céus, as almas dos homens queixam-se, dizendo:
Obtém justiça para conosco com o Altíssimo(10). Então eles disseram
ao seu Senhor, o Rei: Tu és Senhor dos senhores, Deus dos deuses, Rei dos reis.
O trono de Tua glória é para sempre e sempre, e para sempre seja Teu nome
santificado e glorificado.
(10) Obtém justiça para conosco. Literalmente,
"Traz julgamento para nós do..." (Richard Laurence, ed. and trans., The Book of Enoch the Prophet [London:
Kegan Paul, Trench & Co., 1883], p. 9).
4Tu fizeste todas as coisas; Tu possuis poder sobre todas as coisas; e
todas as coisas estão abertas e manifestas diante de Ti. Tu vês todas as coisas
e nada pode esconder-se de Ti.
5Tu viste o que Azazyel tem feito, como ele tem ensinado toda espécie de
iniquidade sobre a terra, e tem aberto ao mundo todas as coisas secretas que
são feitas nos céus.
6Samyaza também tem ensinado sortilégios, para quem Tu deste autoriadde
sobre aqueles que estão associados Contigo. Eles tem ido juntos às filhas dos
homens, têm-se deitado com elas; têm-se contaminado;
7E têm descoberto crimes a elas. (11)
(11) Discoberto crimes. Ou, "revelado estes
sinais" (Charles, p. 70).
8As mulheres igualmente têm gerado gigantes.
9Assim toda a terra tem se enchido de sangue e iniquidade.
10E agora, vês que as almas daqueles que estão mortos clamam.
11E queixam-se até ao portão do céu.
12Seus gemidos sobem; nem podem eles escapar da injustiça que é cometida
na terra. Tu conheces todas as coisas, antes de elas existirem.
13Tu conheces estas coisas, e o que tem sido feito por eles; já Tu não
falas a nós.
14O que, por conta destas coisas, devemos fazer contra eles?
Capítulo 10
1Então o Altíssimo, o Grande e Santo falou,
2E enviou a Arsayalalyur (12) ao filho de Lamech,
(12) Arsayalalyur. No texto em grego lê-se
"Uriel”.
3Dizendo: Diz a eles em Meu nome: Esconde-te.
4Então explicou-lhe a consumação que está preste a acontecer; pois toda a
terra perecerá; as águas do dilúvio virão sobre toda a terra, e todas os que
estão nela serão destruídos.
5E agora, ensina-o como ele pode escapar, e como sua semente pode
permanecer em toda a terra.
6Novamente o Senhor disse a Rafael: Amarra a Azazyel, mãos e pés; lança-o
na escuridão; e abrindo o deserto que está em Dudael, lança-o nele.
7Arremessa sobre ele pedras agudas, cobrindo-o com escuridão;
8Lá ele permanecerá para sempre; cobre sua face, para que ele não possa
ver a luz.
9E no grande dia do julgamento lança-o ao fogo.
10Restaura a terra, a qual os anjos corromperam; e anuncia vida a ela,
para que Eu possa recebê-la.
11Todos os filhos dos homens, sua descendência, não perecerão em
consequência de todo segredo, pelo qual as Sentinelas têm destruído, e o
que eles ensinaram;
12Toda a terra tem se corrompido pelos efeitos dos ensinamentos de
Azazyel. A ele, portanto, se atribui todo crime.
13A Gabriel também o Senhor disse: Vai aos bastardos, (13) aos
réprobos, aos filhos da fornicação; e destrói os filhos da fornicação, a
descendência das Sentinelas de entre os homens; traz-os e excita-os uns contra
os outros. Faz-os perecer por mútua matança; pois o prolongamento de dias não
será deles.
(13) "bastardos" (Charles, p. 73; Michael
A. Knibb, ed. and trans., The Ethiopic Book of Enoch [Oxford:
Clarendon Press, 1978], p. 88).
14Eles rogarão a ti, mas seus pais não obterão seus desejos com
respeito a eles; pois eles esperaram por vida eterna, e que eles possam viver,
cada um deles, quinhentos anos.
15A Miguel, igualmente o Senhor disse: Vai e anuncia seus próprios
crimes a Samyaza, e aos outros que estão com ele, os quais têm se
associado às mulheres para que se contaminem com toda sua impureza. E quando
todos os seus filhos forem mortos, quando eles virem à perdição dos seus
bem-amados, amarra-os por setenta gerações debaixo da terra, mesmo até o dia do
julgamento, e da consumação, até o julgamento, cujo efeito que
dura para sempre, seja completado.
16Então eles serão levados para as mais baixas profundezas do fogo em
tormentos; lá eles serão encerrados em confinamento para sempre.
17Imediatamente depois disso ele, (14) juntamente com
os outros, queimarão e perecerão; eles serão amarrados até a consumação de
muitas gerações.
(14) Ele. I.e., Samyaza.
18Destrói todas as almas viciadas na luxúria, (15) e
a descendência das Sentinelas, pois eles tiranizam a humanidade.
(15) "luxúria" (Knibb, p. 90; cp. Charles, p. 76).
19Que todo opressor pereça na face da terra;
20Que toda má obra seja destruída;
21A semente da justiça e da retidão apareça, e o que é produtivo torne-se
uma bênção.
22Justiça e retidão serão plantados para sempre com prazer.
23E então todos os santos darão graças, e viverão até terem gerado
milhares de filhos, enquanto todo o período se sua juventude, e seus sábados,
serão completados em paz. Naqueles dias toda a terra será cultivada em retidão;
ela será totalmente cultivada com árvores, e será cheia de bendições; toda
árvore de delícias será plantada nela.
24Vinhas serão plantadas; e a vinha que nela será plantada produzirá
frutos para saciedade; toda semente que nela será semeada produzirá mil por uma
medida; e uma medida de olivas produzirá dez prensas de óleo.
25Purifica a terra de toda opressão, de toda injustiça, de todo crime, de
toda impiedade, e de toda impureza que é cometida sobre ela. Extermina-os da
terra.
26Então todos os filhos dos homens serão justos, e todas as nações me
pagarão divinas honras, e Me abençoarão; e todos Me adorarão.
27A terra será limpa de toda corrupção, de toda punição e de todo
sofrimento; Eu não enviarei novamente dilúvio sobre ela, de geração em geração
para sempre.
28Naqueles dias Eu abrirei tesouros de bênçãos que estão nos céus, para
que Eu possa fazê-las descer sobre a terra, e sobre todos os trabalhos e
labores do homem.
29Paz e eqüidade se associará aos filhos dos homens todos os dias do
mundo, em cada uma de suas gerações.
(Capítulo 11- não tem)
Capítulo 12
1Antes de todas estas coisas acontecerem, Enoque esteve escondido; e
nenhum dos filhos dos homens sabia onde ele estava, onde ele havia estado, e o
que havia acontecido.
2Ele esteve totalmente engajado com os santos, e com as Sentinelas em
seus dias.
3Eu, Enoque, fui abençoado pelo grande Senhor e Rei da paz.
4E eis que as Sentinelas chamaram-me Enoque, o escriba.
5Entao o Senhor disse-me: Enoque, escriba da retidão,
vai e dize às Sentinelas dos céus, os quais desertaram o alto céu e seu santo e
eterno estado, os quais foram contaminados com mulheres.
6E fizeram como os filhos dos homens fazem, tomando para si esposas,
e os quais têm sido grandemente corrompidos na terra;
7Que na terra eles nunca obterão paz e remissão de pecados. Pois eles não
se regozijarão em sua descendência; eles verão a matança dos seus bem-amados;
lamantarão a destruição dos seus filhos e farão petição para sempre; mas não
obterão misericórdia e paz.
Capítulo 13
1Então Enoque, passando ali, disse a Azazyel: Tu não obterás paz. Uma
grande sentença há contra ti. Ele te amarrará;
2Socorro, misericórdia e súplica não estarão contigo por causa da
opressão que tens ensinado;
3E por causa de todo ato de blasfêmia, tirania e pecado que tens
descoberto aos filhos dos homens.
4Então partindo dele, falei a eles todos juntos;
5E eles todos ficaram apavorados, e tremeram;
6Abençoando-me por escrever por eles um memorial de súplica, para que
eles pudessem obter perdão; e que eu fizesse um memorial de suas orações
ascendendo diante do Deus do céu; porque eles, por si mesmos, desde então não
podiam dirigir-se a Ele, nem levantar seus olhos aos céus por causa da infame
ofensa com a qual eles foram julgados.
7Então eu escrevi um memorial de suas orações e súplicas, por seus
espíritos, por tudo o que eles haviam feito, e pelo assunto de sua solicitação,
para que eles obtivessem remissão e descanso.
8Procedendo nisso, eu continuei sobre as águas de Danbadan, (16) as
quais estão da direita para o oeste de Armon, lendo o memorial de suas orações,
até que caí adormecido.
(16) Danbadan. Dan in Dan (Knibb,
p. 94).
9E eis que um sonho veio a mim, e visões apareceram acima de mim. E caí e
vi uma visão de castigos, para que eu pudesse ralatá-la aos filhos dos céus, e
reprová-los. Quando eu acordei fui até eles. Todos estavam reunidos chorando em
Oubelseyael, que está situada entre o Libano e Seneser, (17) com
suas faces escondidas.
(17) Libanos e Seneser. Líbano e Senir (próximo a
Damasco).
10E relatei em sua presença todas as visões que eu havia visto, e meu
sonho;
11E comecei a pronunciar estas palavras de retidão, reprovando as
Sentinelas do céu.
Capítulo 14
1Este é o livro das palavras de retidão, e de reprovação das Sentinelas,
os quais pertencem ao mundo, (18) de acordo com o que Ele,
que é santo e grande, ordenou na visão. Eu percebi em meu sonho que eu estava
então falando com a língua da carne, e com meu fôlego, que o Poderoso colocou
na bôca dos homens, para que eles pudessem conversar com Ele.
(18) Os quais pertencem ao mundo. Ou, "os quais
(são) da eternidade" (Knibb, p. 95).
2Eu entendí com o coração. Assim como Ele havia criado e dado aos
homens o poder de compreender a palavra de entendimento,
assim criou, e deu a mim o poder de reprovar os
Sentinelas, a geração dos céus. E escrevi sua petição; e na minha visão foi-me
mostrado que seu pedido não lhes será atendido enquanto o mundo perdurar.
3Julgamento passou sobre vós: vosso pedido não vos será
atendido.
4De agora em diante, nunca ascendereis ao céu; Ele o disse que na terra
Ele vos amarrará, tanto tempo quanto o mundo existir.
5Mas antes destas coisas tu verás a destruição dos vossos bem-amados
filhos; não os possuireis, mas eles cairão diante de vós pela espada.
6Nem pedireis por eles, nem por vós mesmos;
7Mas chorareis e suplicareis em silêncio. As palavras do livro que eu
escrevi.(19)
(19) Mas chorareis… Eu escrevi. Ou, "Assim também,
a despeito de vossas lágrimas e orações, não recebereis nada, de tudo o que
está contido nos registros que eu tenho escrito" (Charles, p. 80).
8Uma visão então me apareceu.
9Eis que naquela visão, nuvens e névoa convidaram-me; estrelas agitadas e
brilho de relâmpagos impeliram-me e pressionaram-me adiante, enquanto ventos na
visão assistiram meu vôo, acelerando meu progresso.
10Eles elevaram-me no alto ao céu. Eu prossegui, até que cheguei próximo
dum muro construido com pedras de cristal. Uma chama de fogo vibrante (20) rodeou-o,
a qual começou a golpear-me com terror.
(20) Chama de fogo vibrante. Literalmente, "uma
língua de fogo”.
11Nesta chama de fogo vibrante eu entrei;
12E aproximei-me de uma espaçosa habitação, também construída com pedras
de cristal. Seus muros também, bem como o pavimento, eram formados com
pedras de cristal, e de cristal também era o piso. Seu telhado tinha a
aparência de estrelas agitadas e brilhos de relâmpagos; e entre eles haviam
querubins de fogo num céu tempestuoso.(21) Uma chama queimava
ao redor dos muros; e seu portal queimava com fogo. Quando eu entrei nesta
habitação, ela era quente como fogo e frio como o gelo. Nenhum traço de
encanto ou de vida havia lá. O terror sobrepujou-me, e um tremor de medo
apoderou-se de mim.
(21) Num céu tempestuoso. Literalmente, "e seu céu
era água" (Charles, p. 81).
13Violentamente agitado e tremento, eu caí sobre minha face. Na visão eu
olhei.
14E ví que lá havia outra habitação mais espaçosa que a primeira,
cada entrada da qual estava aberta diante de mim, elevada no meio da chama
vibrante.
15Tão grandemente superou em todos os pontos, em glória, em magnificência,
em magnitude, que é impossível descrever-vos o esplendor ou a extensão dela.
16Seus pisos eram de fogo, acima haviam relâmpagos e estrelas agitadas,
enquanto o telhado exibia um fogo ardente.
17Eu examinei-a atentamente e vi que ela continha um trono exaltado;
18A aparência do qual era semelhante à da geada, enquanto que sua circunferência
assemelhava-se à órbita do sol brilhante; e havia a voz de um
querubim.
19Debaixo desse poderoso trono saíam rios de fogo flamejante.
20Olhar para ele foi impossível.
21Alguém grande em glória assentava-se sobre ele,
22Cujo manto era mais brilhante que o sol, e mais branco que a neve.
23Nenhum anjo era capaz de penetrar para olhar a Sua face, o Glorioso e
Efulgente; nem podia algum mortal vê-Lo. Um fogo flamejante rodeava-O.
24Também um fogo de grande extenção continuava a elevar-se diante dEle; de
modo que nenhum daqueles que estavam ao redor dEle eram capazes de aproximar-se
dEle, entre as miríades de miríades(22) que estavam diante
dEle. Para Ele santa consulta era desnecessária. Contudo, o Santificado, que
estava próximo dEle, não apartou-se dEle nem de noite nem de dia; nem eram eles
tirados de diante dEle. Eu também estava tão adiantado, com um véu sobre minha
face, e trêmulo. Então o Senhor com sua própria boca
chamou-me, dizendo: Aproxima-se aqui acima, Enoque, à minha santa palavra.
(22) Miríades de miríades. Dez mil vezes dez mil
(Knibb, p. 99). (=10 milhões)
25E Ele ergueu-me, fazendo aproximar-me, mesmo até à entrada. Meus olhos
estavam dirigidos para o chão.
Capítulo 15
1Então dirigindo-se para mim, Ele falou e disse: Ouve, não se atemorize,
justo Enoque, tu escriba da retidão: aproxima-te para cá, e ouve a minha voz.
Vai, dize às Sentinelas do céu, a quem te enviei para rogar por eles; tu deves
rogar pelos homens, e não os homens por ti.
2Portanto, deves abandonar o sublime e santo céu, o qual permanece para
sempre; deitastes com mulheres; vos corrompestes com as filhas dos homens;
tomaste para ti esposas; agistes igual aos filhos da terra, e gerastes uma
ímpia descendência.(23)
(23) Uma ímpia descendência. Literalmente,
"gigantes" (Charles, p. 82; Knibb, p. 101).
3 Sois espirituais, santos, e possuidores de uma vida que é eterna;
vos contaminastes com mulheres, procriastes em sangue carnal; cobiçastes o
sangue de homens; e fizestes como aqueles que são carne e
sangue fazem.
4Estes, contudo, morrem e perecem.
5Portanto, de agora em diante Eu dou-vos esposas, para que possais
coabitar com elas; para que filhos nasçam delas; e que isto seja negociado
sobre a terra.
6Mas desde o princípio fostes feitos espirituais, possuindo uma vida que
é eterna, e não sujeito à morte para sempre.
7Portanto, eu não fiz esposas para vós, porque, sendo espirituais, vossa
habitação está no céu,
8Agora, os gigantes que têm nascido de espírito e de carne, serão
chamados sobre a terra de maus espíritos, e na terra estará a sua habitação.
Maus espíritos procederão de sua carne, porque eles foram criados de cima; dos
santos Sentinelas foi seu princípio e a sua primeira fundação. Maus
espíritos eles serão sobre a terra, e de espíritos da maldade eles serão
chamados. A habitação dos espíritos do céu será no céu, mas sobre a terra
estará a habitação dos espíritos terrestres, os quais são nascidos na terra.(24)
(24) Note as muitas implicações dos vercículos 3-8 com respeito à
progênie dos maus espíritos.
9Os espíritos dos gigantes serão semelhantes às nuvens, (25) os
quais oprimem, corrompem, caem, contendem e confundem sobre a terra.
(25) A palavra grega para "nuvem" aqui, nephelas,
pode ocultar a mais antiga leitura, Napheleim (Nephilim).
10Eles causarão lamentação. Nenhuma comida eles comerão; e terão sede;
eles se esconderão e não (26) se levantarão contra os
filhos dos homens, e contra as mulheres; pois eles virão durante os dias da
matança e da destruição.
(26) Não. Quase todos os manuscritos contêm esta
negativa, mas Charles, Knibb, e outros acreditam que o “não” deve ser deletado
para que na frase leia-se "levantarão".
Capítulo 16
1E quanto à morte dos gigantes, onde quer que seus espíritos se apartem
de seus corpos; que sua carne, que é perecível, esteja sem julgamento.(27) Assim
eles perecerão, até o dia da grande consumação do mundo. Uma destruição das
Sentinelas e dos ímpios acontecerá.
(27) Que sua carne… esteja sem julgamento. Ou,
"sua carne será destruída antes do julgamento" (Knibb, p. 102).
2E então às Sentinelas, aos quais enviei-te para rogar por eles, os quais
no princípio estavam no céu,
3Dize: No céu tens estado; coisas secretas, entretanto, não têm sido
manifestadas a ti; contudo tens conhecido um reprovável mistério.
4E isto tens relatado às mulheres na dureza do vosso coração, e por
aquele mistério as mulheres e a humanidade têm multiplicado males sobre a
terra.
5Dize a eles: Nunca, portanto, obtereis paz.
Capítulo 17
1Eles levantaram-me a um certo lugar, onde lá havia (28) a
aparência de um fogo fervente; e quando eles se agradaram assumiram a
semelhança de homens.
(28) Onde havia. Ou, "onde eles [os anjos] eram
semelhantes" (Knibb, p. 103).
2Eles levaram-me a um alto lugar, a uma montanha, cujo topo alcançava o
céu.
3E eu ví os receptáculos da luz e do trovão nas extremidades do lugar,
onde ele era profundo. Havia um arco de fogo, e flechas em seu vibrar, uma
espada de fogo, e toda espécie de relâmpagos.
4Então eles levaram-me a um arroio murmurante, (29) e
a um fogo no oeste, o qual recebeu todo pôr-do-sol. Eu vim a um rio de fogo, o
qual fluiu como água, e desaguou no grande mar para o oeste.
(29) A um arroio murmurante. Literalmente, "à água
da vida, a qual fala" (Laurence, p. 23).
5Eu vi todo largo rio, até que cheguei à grande escuridão. Eu fui para
onde toda carne migra; e vi as montanhas da escuridão as quais constituem o
inverno, e o lugar do qual flui a água em cada abismo.
6 Eu vi também as bocas de todos os rios no mundo, e as bocas das
profundezas.
Capítulo 18
1Eu então examinei os receptáculos de todos os ventos, percebendo que
eles contribuem para adornar toda criação, e para preservar a
fundação da terra.
2Eu examinei a pedra que apoia os cantos da terra.
3Também vi os quatro ventos, os quais sustêm a terra, e o firmamento do
céu.
4E eu vi os ventos ocupando o céu exaltado,
5Surgindo no meio do céu e da terra, e constituindo os pilares do céu.
6Eu vi os ventos que giram no céu, os quais ocasionam e determinam a
órbita do sol e de todas as estrelas; e sobre a terra eu vi os ventos que
mantêm as nuvens.
7Eu vi o caminho dos anjos.
8Percebi na extremidade da terra o firmamento do céu acima dele. Então
passei para a direção do sul,
9Onde queimam, tanto de dia quanto de noite, seis montanhas formadas de
gloriosas pedras, três em direção ao leste, e três em direção ao sul.
10Aquelas que estão em direção ao leste eram de pedra multicolorida, uma
das quais era de margarite, e outra de antimônio. Aquelas em direção ao sul
eram de uma pedra vermelha. A do meio aproximava-se do céu como o trono de
Deus; um trono composto de alabastro, o topo do qual era de
safira. Vi também um fogo flamejante suspenso sobre todas as montanhas.
11E lá eu vi um lugar do outro lado de um extenso território, onde águas
foram coletadas.
12Também ví fontes terrestres, profundas em colunas ardentes do céu.
13E nas colunas do céu eu vi fogos, os quais desciam sem número, mas nem
no alto, ou no profundo. Sobre estas fontes também percebi um lugar onde
não havia nem o firmamento do céu acima dele, nem o sólido chão abaixo dele;
nem havia água acima; ou nada no vento; mas o lugar era desolado.
14E lá eu vi sete estrelas, semelhantes a grandes montanhas, e como
espíritos suplicando-me.
15Então o anjo disse: Este lugar, até a consumação do céu e da terra, será
a prisão das estrelas, e das hostes do céu.
16As estrelas que rolam sobre fogo são aquelas que transgrediram o
mandamento de Deus antes que seu tempo chegasse; pois elas não vieram em sua
própria estação. Portanto, Ele ofendeu-se com elas, e amarrou-as até o período
da consumação dos seus crimes no ano secreto.
Capítulo 19
1Então Uriel disse: Eis aqui os anjos que coabitaram com mulheres,
escolheram seus líderes;
2E sendo numerosos em aparência (30) profanaram os
homens e fizeram com que errassem; assim eles sacrificaram aos demônios como
aos deuses. Pois no grande dia haverá um julgamento, no qual
eles serão julgados, até que sejam consumidos; e suas esposas também
serão julgadas, as quais levaram desencaminhadamente os anjos
do céu para que as saudassem.
(30) Sendo numerosos em aparência. Ou, "assumindo muitas
formas" (Knibb, p. 106).
3E eu, Enoque, só vi a aparência do fim de todas as coisas. Não tendo
visto nenhum homem enquanto via as coisas.
Capítulo 20
1Estes são os nomes dos anjos Sentinelas:
2Uriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre o clamor
e o terror.
3Rafael, um dos santos anjos, o qual preside sobre os
espíritos dos homens.
4Raguel, um dos santos anjos, o qual inflige punição ao mundo e às
luminárias.
5Miguel, um dos santos anjos, o qual, presidindo sobre a
virtude humana, comanda as ações.
6Sarakiel, um dos santos anjos, o qual preside sobre os
espíritos dos filhos dos homens que transgridem.
7Gabriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre
Ikisat, (31) sobre o paraiso e sobre o querubim.
(31) Ikisat. As serpentes
(Charles, p. 92; Knibb, p. 107).
Capítulo 21
1Então eu fiz um circuito para um lugar no qual nada estava completo.
2E lá eu não vi nem as tremendas manufaturas do um céu exaltado, nem de
uma terra estabelecida, mas um lugar desolado, preparado e terrível.
3Lá também vi sete estrelas do céu amarradas juntas, semelhantes a
grandes montanhas, e semelhante ao fogo fervente. Eu exclamei: Por que espécie
de crime elas foram amarradas, e por que foram removidas de seu lugar? Então
Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, e o qual conduzia-me, respondeu:
Enoque, por que perguntas; por que arrazoas consigo mesmo, e ansiosamente
indagas? Estas são aquelas estrelas que transgrediram o mandamento do altíssimo
Deus; e estão aqui amarradas, até que o número infinito dos dias dos seus
crimes esteja completo.
4Dali eu passei depois para um outro lugar terrível;
5Onde eu vi a operação de um grande fogo flamejante e resplandecente, no
meio do qual havia uma divisão. Colunas de fogo lutando juntas para o fim do
abismo, e profunda era sua descida. Mas sua medida e magnitude eu não fui capaz
de descobrir, nem pude perceber sua origem. Então exlamei: Quão terrível é este
lugar, e quão difícil explorá-lo!
6Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e disse: Enoque,
por que estás alarmado e maravilhado com este terrível lugar, à vista deste
lugar de sofrimento? Isto, disse ele, é a prisão dos anjos; e aqui eles serão
mantidos para sempre.
Chapter 22
1Dali eu me dirigi para outro lugar, onde vi a oeste uma grande e elevada
montanha, uma forte rocha, e quatro lugares deleitosos.
2Internamente ele era profundo, amplo, e muito polido; tão polido como se
tivesse sido lapidado: ele era profundo e escuro à vista.
3Então Rafael, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e disse:
Estes são os lugares deleitosos onde os espíritos, as almas dos mortos, serão
reunidos; para eles ele foi formado e aqui serão reunidas todas as almas dos
filhos dos homens.
4Estes lugares, nos quais habitam, eles ocuparão até o dia do julgamento,
e até seu período escolhido.
5Seu período escolhido será longo, mesmo até o grande julgamento. E vi os
espíritos dos filhos dos homens que estão mortos; e suas vozes rompem o céu,
enquanto eles são acusados.
6Então inquiri de Rafael, o anjo que estava comigo, e disse: Que espírito
é aquele, a voz do qual alcança o céu, e acusa?
7Ele respondeu, dizendo: Este é o espírito de Abel o qual foi morto por
Caim seu irmão; o qual acusará aquele irmão, até que sua semente seja destruida
da face da terra;
8Até que sua semente desapareça da semente da raça humana.
9 Naquele tempo portanto eu inquiri a respeito dele, e a respeito do
julgamento geral, dizendo: Por que um está separado ou outro? Ele respondeu:
Três separações foram feitas entre os espíritos dos mortos, e
assim os espíritos dos justos foram separados,
10Nomeadamente, por uma fenda na terra, por água,
e por luz acima dela.
11E da mesma maneira os pecadores são separados quando morrem, e são
sepultados na terra; julgamento não os surpreenderá em seu tempo de vida.
12Aqui suas almas estão separadas. Além disso, abundante é seu sofrimento
até o tempo do grande julgamento, o castigo, e o tormento daqueles que
eternamente execraram, cujas almas são munidas e amarradas lá para sempre.
13E assim tem sido desde o princípio do mundo. Assim, existe uma separação
entre as almas daqueles que proferem reclamações, e daqueles que vigiam pela
sua destruição, para sua matança no dia dos pecadores.
14Um receptáculo deste tipo foi formado para as almas dos injustos, e dos
pecadores; daqueles que cometeram crime, e se associaram aos ímpios, com os
quais eles se assemelham. Suas almas não serão aniquiladas naquele dia de
julgamento, nem se levantarão deste lugar. Então eu bendisse a Deus,
15E falei: Abençoado seja o meu Senhor, o Senhor da glória e da retidão,
cujo reino será para sempre e sempre.
Capítulo 23
1Dalí eu fui para outro lugar, em direção ao oeste, até às extremidades
da terra,
2Onde vi um fogo resplandecente correndo ao longo sem cessar, com um
curso não intermitente, nem de dia nem de noite; mas sempre o mesmo,
continuadamente.
3Eu indaquei,dizendo: O que é isto, que nunca cessa?
4Então Raguel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu,
5E disse: Este fogo flamejante que tu vês correndo em direção ao oeste
é aquele de todas as luminárias do céu.
Capítulo 24
1Eu fui dalí para outro lugar, e vi uma montanha de fogo que resplandece
tanto de dia quanto de noite. Fui em direção a ela e percebi sete esplêndidas
montanhas, as quais eram diferentes umas das outras.
2Suas pedras eram brilhantes e belas; todas eram brilhantes e esplêndidas
à vista e formosa era sua superfície. Três mountanhas estavam em
direção ao leste, consolidadas e fortalecidas por estarem colocadas uma
sobre a outra; três estavam em direção ao sul, consolidadas de maneira similar.
Três eram igualmente vales profundos, os quais não se acercavam uma da outra. A
sétima montanha estava no meio delas. Em comprimento elas todas se assemelhavam
ao assento de um trono, e árvores odoríferas rodeavam-nas.
3Entre estas havia uma árvore de um odor incessante; nem daquelas que
estavam no Edem, havia lá alguma, de todas as árvores de fragrância, que
cheirava como esta. Suas folhas, suas flores, nunca ficam murchas, e seu fruto
era belo.
4Seu fruto assemelhava-se ao cacho da palmeira. Eu exclamei: Vê! Esta
árvore é vistosa de aspecto, agradável em suas folhas, e o aspecto de seus
frutos é delicioso à vista. Então Miguel, um dos santos anjos que estava
comigo, e um dos que presidem sobre elas, respondeu,
5E disse: Enoque, por que inquires a respeito do odor desta árvore?
6Por que estás inquisitivo para sabê-lo?
7Então eu, Enoque, respondi-lhe, e disse: Concernente a tudo eu estou
desejoso de instrução, mas particularmente com respeito a esta árvore.
8Ele respondeu-me dizendo: A montanha que tu vês, o prolongamento da qual
assemelha-se ao assento do Senhor, será o assento no qual se assentará o Santo
e grande Senhor da glória, o eterno Rei, quando Ele virá e descerá para visitar
a terra com bondade.
9E aquela árvore de agradável aroma, não de um odor carnal; lá ninguém
terá poder para toca-la até o tempo do grande julgamento. Quando todos serão
punidos e consumidos para sempre; isto será conferido sobre os justos e
humildes. O fruto da árvore será dado ao eleito. Pois em direção ao
norte, vida será plantada no santo lugar, em direção à habitação do eterno Rei.
10Então eles se regozijarão grandemente e exultarão no Santo. O doce odor
entrará em seus ossos; e eles viverão uma longa vida na terra como seus
antepassados; em seus dias não haverá tristeza, angústia, aborrecimento e nem
punição os afligirá.
11E eu abençoei o Senhor da glória, o eterno Rei, porque ele
preparou esta árvore para os santos, formou-a, e declarou que
Ele a daria para eles.
Chapter 25
1Dalí eu fui para o meio da terra, e vi um feliz e fértil lugar, o qual
continha ramos espalhando-se continuamente das árvores que estavam plantadas
nele. Alí eu ví uma santa montanha, e debaixo dela a água do lado de tráz fluía
em direção ao sul. Eu vi no oriente outra montanha tão alta quanto aquela; e
entre elas havia um profundo, mas não largo vale.
2Água corria para a montanha para o ocidente dela; e debaixo dela havia
igualmente outra montanha.
3Lá havia um vale, mas não um vale largo, abaixo; e no meio deles havia
outro profundo e seco vale em direção da extremidade da árvore. Todos esses
vales, que eram profundos, mas não oblíquo, consistia de uma forte rocha, com a
árvore que estava plantada nela. E eu maravilhei-me com a rocha e o vale,
ficando extremamente surpreso.
Capítulo 26
1Então eu disse: O que significa esta terra abençoada, e todas estas
altas árvores, e o vale amaldiçoado entre elas?
2Então Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu: Este vale
é o amaldiçoado dos amaldiçoados para sempre. Aqui serão reunidos todos os que
pronunciaram com suas bocas linguagem imprópria contra Deus, e falaram rudes
coisas da Sua glória. Aqui eles serão reunidos. Aqui será seu território.
3Nos últimos dias um exemplo de julgamento será feito em retidão diante dos
santos, enquanto aqueles que receberam misericórdia, para sempre, todos os
dias, abençoarão a Deus, o eterno Deus.
4E no período do julgamento eles abençoarão a Ele por sua misericórdia,
como Ele distribuiu-a a eles. Então eu abençoei a Deus, dirigingo-me a Ele, e
fazendo menção, como foi reconhecida, Sua grandiosidade.
Capítulo 27
1Dali eu fui à direção do leste para o meio da montanha no deserto, do
qual somente o nível da superfície eu percebi.
2Ele estava cheio de árvores da semente aludida; e água jorrava sobre
ela.
3Alí apareceu uma catarata composta de muitas cachoeiras voltadas tanto
para o oriente quanto para o ocidente. Sobre um lado havia árvores; sobre o
outro água e orvalho.
Capítulo 28
1Então eu fui para outro lugar do deserto; em direção ao leste daquela
montanha da qual eu havia me aproximado.
2Alí eu vi árvores escolhidas, (32) particularlmente aquelas
que produzem o cheiro doce opiato, insenso e mirra; e árvores
diferentes umas das outras.
(32) Árvores escolhidas. Literalmente "árvores de
julgamento" (Laurence, p. 35; Knibb, p. 117).
3E sobre elas havia a elevação da montanha ocidental, a não grande
distância.
Chapter 29
1gualmente vi outro lugar com vales de água que nunca param,
2Onde percebi uma agradável árvore, a qual em odor assemelha-se a
Zasakinon. (33)
(33) Zasakinon. A árvore de mastic (Knibb, p. 118).
3Em direção ao vale eu percebi o cinamomo de doce odor. Sobre eles
avancei em direção ao leste.
Chapter 30
1Então ví outra montanha contendo árvores, da qual água fluía como
Neketro.(34) Seus nomes eram Sarira, e Kalboneba.(35)E
sobre esta montanha eu vi outra montanha, sobre a qual haviam árvores de Alva.(36)
(34) Neketro. O nectar (Knibb, p. 119).
(35) Sarira, e Kalboneba. Styrax e galbanio (Knibb, p.
119).
(36) Alva. Aloé (Knibb, p. 119).
2Estas árvores estavam cheias como amendoeiras, e fortes; e quando elas
produziam frutos eram superiores a toda redolence.
Capítulo 31
1Depois destas coisas, inspecionando as entradas do norte acima das
montanhas, vi montanhas e percebi sete montanhas repletas de puro nardo,
árvores odoríferas e papiro.
2Dalí eu passei acima dos picos daquelas montanhas a alguma distância
para o leste, e fui sobre o mar da Eritréia.(37) E quando eu
havia avançado para longe, além dele, passei ao longo, acima do anjo Zateel, e
cheguei ao jardim da justiça. Neste jardim eu vi outras árvores, as quais eram
numerosas e grandes, e floreciam alí.
(37) Mar da Eritreia. O Mar Vermelho.
3Sua fragrância era agradável e poderosa e sua aparência era tanto agradável
quanto elegante. A árvore do conhecimento também estava alí, do qual se algúem
comesse, tornava-se dotado de grande sabedoria.
4Ela era semelhante às espécies da tamareira, dando frutos semelhantes à
uva extremamente fina, e sua fragrância estendia-se a considerável distância.
Eu exclamei: Que bela é esta árvore e quão deleitável é sua aparência!
5Então o santo Rafael, um anjo que estava comigo, respondeu e disse: Esta
é a árvore do conhecimento, da qual vosso antigo pai e vossa mãe comeram, os quais
foram antes de ti e que obtendo conhecimento, seus olhos sendo abertos, e
descobrindo que estavam nus, foram expulsos do jardim.
Capítulo 32
1Dali eu fui na direção das extremidades da terra, onde vi grandes feras
diferentes umas das outras, e pássaros variados em suas aparências e formas,
bem como com notas de diferentes sons.
2Para a direita destas feras eu percebi as extremidades da terra, onde os
céus cessam. Os portões do céu estavam abertos e vi as estrelas celestiais
vindo. Eu enumeri-as enquanto elas procediam do portão e escrevi-as todas,
enquanto elas saiam uma por uma, de acordo com seu número. Eu
escrevi seus nomes completamente, seus tempos e estações, enquanto o
anjo Uriel, que estava comigo, mostrava-as a mim.
3Ele as mostrou todas a mim, e escrevi uma conta delas.
4Ele também escreveu para mim seus nomes, seus regulamentos, e suas
operações.
Chapter 33
1Dalí eu avancei em direção ao norte, para as extremidades da terra.
2E alí vi a grande e gloriosa maravilha das extremidades de toda terra.
3Vi alí portões celestiais abertos para o céu, três dos quais
distintamente separados. Os ventos do norte procediam deles, soprando frio,
granizo, geada, neve, orvalho e chuva.
4De um dos portões eles sopravam suavemente, mas quando eles sopravam dos
dois outros portões, ele era violento e forte. Eles sopravam sobre
a terra fortemente.
Capítulo 34
1Dalí eu fui para as estremidades do mundo para o oeste;
2Ali percebi três portões abertos, enquanto eu estava olhando no norte;
os portões e passagens através deles era de igual magnitude.
Capítulo 35
1Então eu segui às extremidades da terra ao sul, onde vi três portões
abertos para o sul, do qual provinha orvalho, chuva e vento.
2Dali eu fui para as extremidades do céu oriental, onde vi três portões
celestiais abertos para o leste, os quais tinham portões menores dentro deles.
Através de cada um desses portões menores as estrelas do céu passavam, e
passaram para o oeste por um caminho que foi visto por elas, e todo o
período de seu aparecimento.
3Quando eu as vi, as abençoei cada vez que elas apareceram, e abençoei o
Senhor da glória que tinha feito estes grandes e esplêndidos sinais, para que
eles pudessem mostrar a magnificiência de suas obras aos anjos e às almas dos
homens, e para que estes pudessem glorificar todas as suas obras e operações,
pudessem ver os efeitos do seu poder; pudessem glorificar o grande labor de
suas mãos e abençoá-lo para sempre.
(Capítulo 36 - não)
Chapter 37
1A visão que ele viu, a segunda visão de sabedoria, que Enoque viu, o filho
de Jared, filho de Malaleel, o filho de Canan, filho de Enos, filho de Seth,
filho de Adão. Este é o começo da palavra de sabedoria, a qual eu recebi para
declarar e dizer àqueles que habitam sobre a terra. Ouví desde o princípio, e
entendei até o fim, as santas coisas que eu pronuncio na presença do Senhor dos
espíritos. Aqueles que eram antes de nós pensaram-nas boas para se pronunciar;
2E nós, que viemos depois, obstruimos o princípio da sabedoria. Até ao
presente tempo nunca aconteceu ter sido dado diante do Senhor dos espíritos o
que eu recebi, sabedoria de acordo com a capacidade do meu intelecto, e de
acordo com o prazer do Senhor dos espíritos; o que eu recebi dele, uma porção
da vida eterna.
3E eu obti três parábolas, as quais eu declarei aos habitantes do mundo.
Capítulo 38
1A primeira parábola. Quando a congregação dos justos for manifestada e
os pecadores forem julgados por seus crimes, e forem afligidos à vista do
mundo;
2Quando os justos forem manifestados (38) na
presença dos mesmos justos, os quais serão eleitos por suas boas obras
corretamente pesadas pelo Senhor dos espíritos, e quando a luz dos justos e dos
eleitos, o quais habitam na terra for manifestada; onde será a habitação dos
pecadores? E qual será o lugar de descanso daqueles que rejeitaram o Senhor dos
espíritos? Seria melhor para eles se nunca tivessem nascido.
(38) Quando os justos forem manifestados. Ou,
"quando o Justo aparcer" (Knibb, p. 125; cp. Charles, p. 112).
3Quando os segredos dos justos também forem revelados, então os pecadores
serão julgados e os ímpios serão afligidos na presença dos justos e eleitos.
4Daquele tempo, aqueles que possuírem a terra deixarão de ser poderosos e
exaltados. Nem serão capazes de olhar para o semblante do santo, pois a luz dos
semblantes dos santos, dos justos, e dos eleitos, terá sido visto pelo Senhor
dos espíritos.(39)
(39) Pois a luz… Senhor dos espíritos. Ou, "pois a
luz do Senhor dos espíritos terá aparecido na face dos santos, dos juntos, e
dos escolhidos" (Knibb, p. 126).
5Então os reis poderosos daquele tempo serão destruídos, mas serão
entregues nas mãos dos retos e santos.
6Desde então ninguém obterá compaixão do Senhor dos espíritos, porque
suas vidas neste mundo terá sido completada.
Chapter 39
1Naqueles dias a raça eleita e santa descerá do céu e sua semente estará
com os filhos dos homens. Enoque recebeu livros de indignação e ira, e livros
de pressa e agitação.
2Nunca obterão misericórdia, diz o Senhor dos espíritos.
3Uma nuvem então me arrebatou, e o vento elevou-me acima da superfície da
terra, colocando-me na extremidade dos céus.
4Lá eu vi outra visão, e vi as habitações e os lugares de descanso dos
santos. Meus olhos viram suas habitações com os anjos, e seus lugares de descanso
com os santos. Eles estavam entrando, suplicando e orando pelos filhos dos
homens; enquanto a justiça fluía como a água diante deles, e a misericórdia se
espalhava sobre a terra como o orvalho. E assim será para com eles
para sempre e sempre.
5Naquele tempo os meus olhos viram a habitação do eleito, da verdade, fé
e retidão.
6Sem conta será o número dos santos e eleitos na presença de Yah para
sempre e sempre.
7Sua residência eu ví sob as asas do Senhor dos espíritos. Todos os
santos e eleitos cantavam diante dele, com a aparência semelhante à chama de
fogo; suas bocas estavam cheias de bênçãos e seus lábios glorificavam o nome do
Senhor dos Espíritos. E retidão incessantemente habitava diante dele.
8Eu quiz permanecer ali, e minha alma desejou aquela habitação. Ali
estava minha antecedente herança, pois deste modo eu prevaleci diante do Senhor
dos espíritos.
9Neste momento eu glorifiquei e exaltei o nome do Senhor dos espíritos
com louvor e exaltação, pois Ele o tem estabelecido com bênção e com exaltação,
de acordo com Sua própria boa vontade.
10Meus olhos contemplaram aquele espaçoso lugar. Eu o bendisse e falei:
Abençoado seja, abençoado desde o princípio e para sempre. No princípio, antes
que o mundo fosse criado, e sem fim é seu conhecimento.
11Qual é este mundo? De toda geração existente, eles abençoarão aquele que
não dorme espiritualmente, mas permanece diante da Tua glória,
abençoando, glorificando, exaltando-te, e dizendo: Santo, santo, o Senhor dos
espíritos encheu o mundo todo de espíritos.
12Ali meus olhos viram a todos que, sem dormir, permanecem diante dele e
abençoam-no dizendo: Abençoado sejas, e abençoado seja o nome de Deus para
sempre e sempre. Então meu semblante ficou mudado, até que fiquei incapaz de
continuar vendo.
Capítulo 40
1Depois disto eu vi milhares de milhares e miríades de miríades, e um
número infinito de pessoas, em pé, diante do Senhor dos espíritos.
2Igualmente, nas quatro asas do Senhor dos espíritos, nos quatro lados,
percebi outros, ao lado daqueles que estavam em pé diante dele. Seus nomes
também eu sei porque o anjo que estava comigo declarou-os a mim, revelando-me
toda coisa secreta.
3Então ouvi as vozes daqueles sobre os quatro lados, magnificando o
Senhor da glória.
4A primeira voz abençoou o Senhor dos espíritos para sempre e sempre.
5A segunda voz ouvi abençoando ao Eleito e aos eleitos que sofrem pela
causa do Senhor dos espíritos.
6A terceira voz eu ouvi pedindo e orando em favor daqueles que habitam
sobre a terra, e suplicam no nome do Senhor dos espíritos.
7A quarta voz eu ouvi expulsando os anjos ímpios, (40) e
proibindo-os de entrarem na presença do Senhor dos espíritos para proferirem
acusações contra(41) os habitantes da terra.
(40) Anjos ímpios. Literalmente "os Satãs"
(Laurence, p. 45; Knibb, p. 128). Ha-satan em Hebreu ("o adversário") foi
originalmente o título de um ofício, não o nome de um anjo.
(41) Proferir acusações contra. Ou, "para
acusar" (Charles, p. 119).
8Depois disso eu pedi ao anjo da paz, que prosseguia comigo, para
explicar tudo o que estava escondido. Eu disse-lhe: Quem são aqueles que eu
havia visto nos quatro lados e que palavras eram aquelas que eu havia ouvido e
escrito? Ele respondeu: O primeiro é o misericordioso, o paciente, o santo
Miguel.
9O segundo é aquele que preside sobre todo sofrimento e
toda aflição dos filhos dos homens, o santo Rafael. O terceiro, o qual preside sobre
tudo o que é poderoso é Gabriel. E o quarto, o qual preside sobre
o arrependimento e a esperança daqueles que herdarão a vida eterna, é Fanuel.
Estes são os quatro anjos do Altíssimo Deus e suas quatro vozes, as quais
naquele momento eu ouvi.
Capítulo 41
1Depois disso eu vi os segredos do céu e do paraíso, de acordo com suas
divisões, e das ações humanas enquanto eles pesavam-nas em balanças. Vi as habitações
dos eleitos e as habitações dos santos. E ali meus olhos viram todos os
pecadores que haviam negado o Senhor da glória e como eles foram expelidos
dali, e arrastados para fora, como eles estiveram ali; nenhuma punição procedeu
contra eles vinda do Senhor dos espíritos.
2Ali também meus olhos viram os segredos do raio e do trovão e os
segredos dos ventos, como eles são distribuídos quando eles sopram sobre a
terra: os segredos dos ventos, do orvalho, e das nuvens. Ali eu vi o lugar de
onde eles saem e tornam-se saturados com o pó da terra.
3Ali eu vi os receptáculos de madeira nos quais os ventos são separados,
o receptáculo do granizo, o receptáculo da neve, o receptáculo das nuvens, e a
própria nuvem, a qual continuava sobre a terra antes da
criação do mundo.
4Eu vi também os receptáculos da lua, de onde elas vêm, para onde elas
vão, seus gloriosos retornos e como uma se torma mais esplêndida do que a
outra. Eu marquei seu rico progresso, seu imutável progresso,
sua divisão e não diminuído progresso; sua observância de uma fidelidade mútua
por um juramento estável; seu procedimento diante do sol e sua aderência ao
caminho que lhes foi distriuido, (42) em
obediência ao comando do Senhor dos espíritos. Potente é seu nome para sempre e
sempre.
(42) Seu procedimento... caminho distribuído . Ou,
"o sol vai primeiro e completa sua jornada" (Knibb, p. 129; cp.
Charles, p. 122).
5Depois eu vi que o caminho da lua, tanto oculto quanto manifesto; e
também o progresso dessa trajetória foram completados dia a dia, e à noite;
enquanto cada uma, junto com a outra, olhou para o Senhor dos espíritos,
magnificando-O e exaltando-O sem cessar, já que exaltá-lO, para eles, é
repouso; pois no esplêndido sol há uma frequente alteração para bênção e para
maldição.
6O curso do caminho da lua para com os retos é luz, mas para os pecadores
é escuridão; no nome do Senhor dos espíritos, o qual criou uma divisão entre
luz e escuridão, e separando os espíritos dos homens, fortalecendo os espíritos
dos justos em nome de sua própria retidão.
7O anjo não previne isto, nem é ele dotado de poder para preveni-lo, pois
o Juiz vê a todos, e julga-os a todos na própria presença deles.
Capítulo 42
1A sabedoria não encontrou um lugar na terra onde
pudesse habitar; sua habitação, portanto está no céu.
2A sabedoria saiu para habitar entre os filhos dos homens, mas ela não
obteve habitação. A sabedoria retornou ao seu lugar e assentou-se no meio dos
anjos. Mas a iniquidade saiu depois do seu retorno, a qual de má vontade
encontrou uma habitação e residiu entre eles como chuva no deserto,
e como o orvalho na terra seca.
Capítulo 43
1Eu vi outro esplendor, e as estrelas do céu. Eu observei que ele
chamou-as todas por seus respectivos nomes, e que elas ouviram. Vi que ele
pesou-as numa justa balança por sua luz e amplitude de seus lugares, o dia de
seu aparecimento, e suas conversões. Esplendor produziu esplendor; e sua
conversão foi o número dos anjos, e dos fiéis.
2Então eu perguntei ao anjo, que prosseguia comigo, e ele explicou-me
coisas secretas, e quais eram seus nomes. Ele respondeu: O Senhor
dos espíritos mostrou a ti uma similaridade disto. Eles são nomes dos justos
que habitaram na terra, os quais acreditam no nome do Senhor dos espíritos para
sempre e sempre.
Capítulo 44
1Outra coisa também vi com respeito ao esplendor; que ele sobe por causa
das estrelas e torna-se esplendor, sendo incapaz de abandoná-las.
Capítulo 45
1A segunda parábola, a respeito daqueles que negam o nome da habitação
dos santos e do Senhor dos espíritos.
2Aos céus eles não ascenderão nem virão sobre a terra. Esta será a porção
dos pecadores que negam o nome do Senhor dos espíritos e que estão assim
reservados para o dia da punição e da aflição.
3Naquele dia o Eleito se assentará sobre um trono de glória e escolherá
suas condições e suas incontáveis habitações, enquanto seus espíritos neles
serão fortalecidos quando eles virem meu Eleito, pois esses fugiram por
proteção para meu santo e glorioso nome.
4Naquele dia eu farei com que meu Eleito habite no meio deles; mudarei a face do céu; o
abençoarei e o iluminarei para sempre.
5Eu também mudarei a face da terra, a abençoarei; e
farei com que aqueles a quem elegi habitem sobre ela. Mas aqueles que cometeram pecado e iniquidade não habitarão nela,
pois Eu marquei seus procedimentos. Meus justos Eu satisfarei com paz,
colocando-os diante de Mim; mas a
condenação dos pecadores se aproximará, para que Eu possa destrui-los da face
da terra.
Capítulo 46
1Ali eu vi o Ancião de dias, cuja cabeça era igual à branca lã, e com ele
outro, cujo semblante assemelhava-se àquele do homem. Seu semblante era cheio
de graça, igual àquele dos santos anjos. Então eu inquiri dos anjos que estavam
comigo, e que me mostravam toda coisa secreta concernente a este Filho do
homem, o qual foi; de onde Ele era e porque Ele acompanhou o Ancião de dias.
2Ele respondeu-me e disse: Este é o Filho do homem, ao qual a justiça
pertence, com o qual a retidão tem habitado e o qual revelou todos os tesouros
do que é escondido: pois o Senhor dos espíritos o tem escolhido e sua porção
tem excedido a tudo diante do Senhor dos espíritos em eterna ascensão.
3Este Filho do homem, que tu vês, levantará reis e poderosos de seus
lugares de habitação, e os poderosos de seus tronos; soltará as rédeas do
poderoso, e quebrará em pedaços os dentes dos pecadores.
4Ele lançará reis dos seus tronos e de seus domínios porque eles não O
exaltarão, O louvarão, nem se humilham diante dEle, pelo Qual seus
reinos lhes foram dados. Igualmente o semblante do poderoso Ele lançará abaixo,
enchendo-os de confusão. Escura será sua habitação e vermes serão sua cama;
deste seu leito eles não esperam levantar-se novamente porque eles não exaltam
o nome do Senhor dos espíritos.
5Eles condenarão as estrelas do céu, elevarão suas mãos contra o
Altíssino, caminham e habitam sobre a terra, exibindo todos os seus atos de
iniquidade, mesmo suas obras de iniquidade. Sua força estará em suas riquezas e
sua fé nos bens que têm formado com suas próprias mãos. Eles negarão o nome do
Senhor dos espíritos e o expulsarão de seus templos, nos quais eles se reúnem;
6E com Ele o fiel, (43) o qual
sofre em nome do Senhor dos espíritos.
(43) O expulçarão… o fiel. Ou, "expulçarão das
causas de sua congregação e do fiel" (Knibb, p. 132; cp. Charles, p. 131).
1Naquele dia a oração dos santos e dos justos e o sangue dos íntegros
ascenderá da terra até a presença do Senhor dos espíritos.
2Naquele dia os santos se reunirão, os quais habitam nos céus, e com
vozes unidas de petição, suplica, oração, louvor e bênção ao nome do Senhor dos
espíritos, por conta do sangue dos justos que tem sido derramado, para que a
oração dos justos não seja descontinuada diante do Senhor dos espíritos, para
que por eles se execute julgamento; e para que sua paciência possa perdurar
para sempre.(44)
(44) Para que sua paciência… perdure para sempre. Ou,
"(para que) sua paciência possa não ter que durar para sempre"
(Knibb, p. 133).
3Naquele tempo eu vi o Ancião de dias enquanto ele se assentava sobre o
trono da sua glória, enquanto o livro dos vivos foi aberto na
sua presença e enquanto todos os poderes que estão acima dos
céus permanecem ao redor e diante dele.
4Então os corações dos santos estavam cheios de alegria, por causa da
consumação da justiça que havia chegado, a súplica dos santos foi ouvida e o
sangue dos justos apreciado pelo Senhor dos espíritos.
Capítulo 48
1Naquele lugar eu vi uma fonte de retidão, a qual nunca falha, envolta em
muitas fontes de sabedoria. Delas todos os sedentos beberam e foram cheios de
sabedoria tendo sua habitação com os retos, eleitos e santos.
2Naquela hora o Filho do homem foi invocado diante do Senhor dos
espíritos e seu nome na presença do Ancião de dias.
3Antes que o sol e os sinais fossem criados, antes que as estrelas do céu
tivessem sido formadas, seu nome era invocado na presença do Senhor dos
espírito. Ele será um apoio para os justos e santos se encostarem, sem falhar;
e ele será a luz das nações.
4Ele será a esperança daqueles cujos corações estão temerosos. Todos os
que habitam na terra cairão diante dEle; O abençoarão e glorificarão, e
cantarão orações ao nome do Senhor dos espíritos.
5Portanto o Eleito e Escondido subsistiu em sua presença, antes que o
mundo fosse formado, e para sempre.
6Na Sua presença Ele existiu, e revelou aos santos e aos
justos a sabedoria do Senhor dos espíritos; pois Ele preservou o lugar dos
retos, porque eles iraram e rejeitaram este mundo de iniquidade, e detestaram
todas as suas obras e caminhos, no nome do Senhor dos espíritos.
7Pois em seu nome eles serão preservados e sua será a vida. Naqueles dias
os reis da terra e os homens poderosos, os quais ganharam o mundo por suas
realizações, se tornarão humildes em seus semblantes.
8Pois no dia de sua ansiedade e angústia, suas almas não serão salvas,
e eles estarão em sujeição daquele a quem eu escolhi.
9Eu os lançarei como a palha ao fogo e como chumbo, na água. Assim eles
queimarão na presença dos justos e afundarão na presença dos santos; nem a
décima parte deles será encontrada.
10Mas no dia da tribulação o mundo ganhará tranquilidade.
11Em sua presença eles falharão e não serão levantados novamente; nem
haverá alguém para tomá-los por suas mãos e levantá-los; pois eles negaram o
Senhor dos espíritos e seu Messias. O nome do Senhor será abençoado.
Capítulo 48A
(45)
(45) Dois capítulos consecutivos são enumerados "48"
1Sabedoria verteu como água e glória não falta diante dEle para sempre e
sempre, pois potente é Ele em todos os segredos de retidão.
2Mas a iniquidade passa como uma sombra e não possui uma estação fixa,
pois o Eleito permanece diante do Senhor dos espíritos e Sua glória é para
sempre e sempre, e Seu poder de geração em geração.
3Com Ele habitam os espíritos da sabedoria intelectual, o espírito da
instrução e do poder e o espíritos dos que dormem em retidão; Ele julgará
coisas secretas.
4Ninguém será capaz de pronunciar uma única palavra diante dEle, pois o
Eleito está na presença do Senhor dos espíritos de acordo com Seu próprio
prazer.
Capítulo 49
1Naqueles dias os santos e os escolhidos sofrerão uma mudança. A luz do
dia descansará sobre eles e o esplendor e a glória dos santos será
transformada.
2Naquele dia de tribulação o mal será amontoado sobre os pecadores, mas
os justos triunfarão no nome do Senhor dos espíritos.
3Outros serão levados a ver que devem arrepender-se e desistir das obras
das suas mãos, e que a glória não os espera na presença do Senhor dos espíritos
já que por Seu nome eles podem ser salvos. O Senhor dos espíritos terá
compaixão deles, pois grande é a Sua misericórdia e a justiça está em Seu
julgamento; na presença de Sua glória, em seu julgamento a iniquidade não
permanecerá. Aquele que não se arrepende perecerá em Sua presença.
4Daqui em diante Eu não terei misericórdia deles, diz o Senhor dos
espíritos.
Chapter 50
1Naqueles dias a terra entregará de seu ventre e o inferno entregará de
si aqueles a quem recebeu, e a destruição restaurará àqueles a quem ela deve.
2Ele selecionará os justos e santos de entre eles, pois o dia de sua
salvação se tem aproximado.
3E naqueles dias o Eleito se assentará sobre seu trono, enquanto todo
segredo de sabedoria intelectual procederá da sua boca, pois o Senhor dos espíritos
lhe concedeu e glorificou.
4Naqueles dias as montanhas saltarão como as rãs e os montes pularão como
jovens ovelhas (46) saciadas com leite; e todos os
justos se tornarão iguais aos anjos nos céu.
(46) Cp. Salmos 114:4
5Seu semblante se iluminará de alegria, pois naqueles dias o Eleito será
exaltado. A terra se regozijará; os justos habitarão nela e a possuirão.
Capítulo 51
1Depois desse tempo, no lugar onde eu havia visto toda visão secreta, fui
arrebatado em um redemoinho de vento e transportado para o oeste.
2Lá meus olhos viram os segredos do céu e tudo o que existe na terra; uma
montanha de fogo, uma montanha de cobre, uma montanha de prata, uma montanha de
ouro, uma montanha de metal fulído, e uma montalha de chumbo.
3E eu perguntei ao anjo que foi comigo, dizendo: O que são estas coisas,
que em segrego eu vi?
4Ele disse: Todas as coisas que tu viste serão para o domínio do Messias,
para que ele possa comandar e ser poderoso sobre a terra.
5E aquele anjo de paz respondeu-me dizendo: Espera um pouco de tempo e
entenderás, e cada coisa secreta te será revelada, o que o Senhor dos espíritos
tem decretado. Aquelas montanhas que tu viste, a montanha de ferro, a montanha
de cobre, a montanha de prata, a montanha de ouro, a montanha de metal fluido e
a montanha de chumbo, todas estas na presença do Eleito serão como o favo de
mel diante do fogo, e como a água descendo de cima sobre estas montanhas, e se
tornarão debilitadas diante de seus pés.
6Naqueles dias os homens não serão salvos por ouro e por prata.
7Nem eles o terão em seu poder para assegurar-se, e voar.
8Lá não haverá nem ferro, nem casaco de malha para o peito.
9Cobre será inútil; inútil também será o que não enferruja nem se
consome; e levar não será desejado.
10Todas estas coisas serão rejeitadas, e perecem na terra, quando o Eleito
aparecer na presença do Senhor dos espíritos.
Chapter 52
1Ali meus olhos viram um profundo vale, e larga era sua entrada.
2Todos os que habitam na terra, no mar, e nas ilhas, trarão para ele
dons, presentes e oferendas; contudo aquele profundo vale não se encherá. Suas
mãos cometerão iniquidade. Tudo quanto eles produzirem por labor será devorado
pelos pecadores por crime. Mas eles perecerão de diante da face do Senhor dos
espíritos e da face de sua terra. Eles se levantarão, e não falharão para
sempre.
3Eu vi anjos de punição, os quais estavam habitando ali, e
preparando todos os instrumentos de Satan.
4Então perguntei ao anjo da paz que continuava comigo, para quem aqueles
instrumentos eram preparados.
5Ele disse: Estes são preparados para os reis e poderosos da terra, para
que assim eles pereçam.
6Depois que os justos e a casa escolhida de sua congregação aparecerão, e
desde então serão imutáveis no nome do Senhor dos espíritos.
7Nem aquelas montanhas existirão na sua presença como a terra e os
montes, como as fontes de água existem. E os justos serão aliviados
da vexação dos pecadores.
Chapter 53
1Então eu olhei e me virei para outra parte da terra, onde vi um profundo
vale de fogo ardente.
2Para esse vale, eles levaram os monarcas e os poderosos.
3Ali meus olhos viram os instrumentos que eles fizeram, correntes de
ferro sem peso.(47)
(47) Sem peso. Ou, "de imensurável peso"
(Knibb, p. 138).
4Então eu perguntei ao anjo da paz que estava comigo, dizendo: Para quem
essas correntes são preparadas?
5Ele respondeu: Estas são preparadas para as hostes de Azazeel, para que
eles sejam entregues e julgados a uma menor condenação, e para que seus anjos
sejam subjulgados com pedras arremessadas, como o Senhor dos espíritos ordenou.
6Miguel e Gabriel, Rafael e Fanuel serão fortalecidos naquele dia, e
então os lançarão numa fornalha de fogo ardente para que o Senhor dos espíritos
possa ser vingado pelos crimes que eles cometeram; porque eles se tornaram
ministro de Satan, e seduziram aqueles que habitam sobre a terra.
7Naqueles dias punição virá do Senhor dos espíritos, e os receptáculos de
água que estão acima nos céus serão abertos, e igualmente as fontes que estão
sob a terra.
8Todas as águas, que estão nos céus e abaixo deles, serão reunidas e se
misturarão.
9A água que está acima no céu será o agente; (48)
(48) Agente. Literalmente, "macho" (Laurence,
p. 61).
10E a água que está sob a terra será o recipiente, (49) e
todos os que habitam sobre a terra serão destruídos e os que habitam sob as
extremidades do céu.
(49) Recipiente. Literalmente, "fêmea"
(Laurence, p. 61).
11Por esses meios eles entenderão a iniquidade que cometeram na terra, e
por esses meios perecerão.
Chapter 54
1Depois disso o Ancião de dias arrependeu-se, e disse: Em vão eu destrui
todos os habitantes da terra.
2E ele jurou por seu grande nome, dizendo: De agora em diante
eu não agirei mais assim para com todos aqueles que habitam sobre a terra.
3Mas eu colocarei um sinal nos céus; (50) e ele será
uma fiel testemunha entre mim e eles para sempre, tantos quantos os dias do céu
durarem sobre a terra.
(50) Cp. Gen. 9:13, "Eu colocarei meu arco na nuvem, e ele será um
sinal do convênio entre mim e a terra".
4Eepois disso, de acordo com esse meu decreto, quando eu estiver disposto
a prende-los antecipadamente, pela instrumentalidade dos anjos, no dia da
aflição e da perturbação, minha ira e minha punição permanecerá sobre eles,
minha punição e minha ira, diz Deus, o Senhor dos espíritos.
5Ó vós reis, ó vós poderosos, que habitam o mundo, vereis meu Eleito, assentado
sobre o trono da minha glória. E Ele julgará Azazeel, todos seus associados, em
nome do Senhor dos espíritos.
6Ali igualmente eu vi as hostes dos anjos que estavam se movendo em
punição, confinadas numa rede de ferro e bronze. Então eu perguntei ao anjo da
paz, que estava comigo: Para quem estes sob confinamento estão indo.
7Ele disse: Para todos os seus eleitos e seus amados, (51) para
que eles possam ser lançados nas fontes e profundas fendas do abismo.
(51) Para cada um dos… seus amados. Ou, "Para cada
um de seus escolhidos e para os seus amados" (Knibb, p. 139).
8E aquele vale será cheio com seus eleitos e amados; os dias cuja vida
serão consumados, mas os dias de seus erros serão inumeráveis.
9Então príncipes (52) se combinarão e juntos
conspirarão. Os chefes do leste, entre os Partos e Medos, removerão reis, nos
quais um espírito de perturbação entrará. Ele os lançará de seus tronos,
saltando como leões de seus esconderijos, e como lobos famintos no meio do
rebanho.
(52) Príncipes. Ou, "anjos" (Cha0rles, p.
149; Knibb, p. 140).
10Eles subirão e pisarão na terra de seus eleitos. A terra de seus eleitos
estará diante deles. The threshing-floor, o caminho, e a cidade do meu povo justo
imperirá o progresso de seus cavalos. Eles se levantarão para
destruir uns aos outros; sua mão direita se estenderá; o homem não conhecerá
seu amigo ou seu irmão;
11Nem o filho de seu pai ou de sua mãe; até que o número dos corpos de
seus mortos sejam completados, pela sua morte e punição. Nem isto
acontecerá sem causa.
12Naqueles dias a boca do inferno será aberta, na qual eles serão imersos;
o inferno destruirá e tragará os pegadores da face dos eleitos.
Capítulo 55
1Depois disto eu vi outro exército de carruagens com homens
dirigindo-as.
2E eles vieram sobre o vento do leste, desde o oeste, e do sul.(53)
(53) Desde o sul. Literalmente "do meio do
dia". (Laurence, p. 63).
3O som do barulho de suas carruagens foi ouvido.
4E quando aquela agitação aconteceu os santos fora do céu perceberam-na;
o pilar da terra abalou-se desde a sua fundação e o som foi oubido desde as
extremidades da terra até às extremidades do céu ao
mesmo tempo. 5Então eles cairam e adoraram o Senhor dos
espíritos.
6Este é o fim da segunda parábola.
Capítulo 56
1Então eu comecei a proferir a terceira parábola, concernente aos santos
e aos eleitos.
2Abençoados sois vós, ó santos e eleitos, pois glorioso é o vosso lugar.
3Os santos existirão na luz do sol e os eleitos na luz da vida eterna,
cujos dias de vida nunca terminarão nem os dias dos santos serão enumerados, os
quais procuram pela luz e obtêm retidão com o Senhor dos espíritos.
4Paz seja aos santos com o Senhor do mundo.
5Daqui em diante aos santos seja dito que procurem nos céu os segredos da
retidão, a porção da fé; semelhante ao sol nascido sobre a terra, enquanto a
escuridão se vai. Alí haverá luz interminável; eles não entrarão em contagem de
tempo, pois a escuridão será previamente destruída e a luz aumentará diante do Senhor
dos espíritos; diante do Senhor dos espíritos a luz da honradez aumentará para
sempre.
Capítulo 57
1Naqueles dias meus olhos viram os segredos dos relâmpagos e seu
esplendor, e o julgamento a eles pertencente.
2Eles iluminam por bênção e por maldição, de acordo com a vontade do
Senhor dos espíritos.
3Ali eu vi os segredos do trovão quando ele agita-se acima no céu e seu
som é ouvido.
4As habitações da terra também foram mostradas a mim. O som do
trovão é para paz e para bênção, tanto para o bem quanto para maldição, de
acordo com a palavra do Senhor dos espíritos.
5Depois disso, todo secredo dos esplendores e dos trovões foram vistos
por mim. Para bênção e para fertilidade eles iluminam.
Capítulo 58
1No qüinqüagésimo ano, no sétimo mês, no décimo quarto dia da vida
de Enoque, naquela parábola eu vi o céu dos céus tremer, que ele tremeu
violantemente e que os poderes do Altíssimo e dos anjos, milhares de milhares,
e miríades de miríades, ficaram agitados com grande agitação. E quando eu olhei
o Ancião de dias estava assentado no trono de sua glória enquanto os anjos e
santos estavam em pé ao redor dele. Um grande tremor veio sobre mim. Meus
lombos foram curvados e soltos, meus rins foram dissolvidos; e eu cai sobre
minha face. O santo Miguel, outro santo anjo, um dos santos, foi enviado, o
qual levantou-me.
2E quando ele levantou-me, meu espírito retornou, pois eu fui incapaz de
suportar essa visão de violência, sua agitação e o choque do céu.
3Então o santo Miguel disse-me: Por que estás perturbado com essa visão?
4Desde então tem existido o dia da misericórdia; Ele tem sido
misericordioso e logânimo com todos os que habitam sobre a terra.
5Mas quando o termpo vier, então o poder, a punição, e o julgamento tomarão
lugar, o qual o Senhor dos espíritos preparou para aqueles que se
prostrarem para o julgamento da retidão, para aqueles que renunciarem àquele
julgamento, e para aqueles que tomam seu nome em vão.
6Aquele dia foi preparado para os eleitos como um dia de covênio
e para os pecadores como um dia de inquisição.
7Naquele dia dois monstros serão distribuidos como alimento (54),
um monstro fêmea, cujo nome é Leviathan, habitando nas profundezas do mar,
acima das fontes de águas;
(54) Distribuidos como alimento. Ou,
"separados um do outro" (Knibb, p. 143).
8E um monstro macho, cujo nome é Behemoth, o qual possui, movendo-se em
seu ventre, o deserto invisível.
9Seu nome era Dendayen. A leste do jardim, onde os eleitos e os justos
habitarão, onde ele recebeu-o de meu ancestral, desde Adão o primeiro dos
homens, (55) cujo homem o Senhor dos espíritos fêz.
(55) Ele recebeu-o… primeiro dos homens. Ou, "meu
bisavô foi tomado, o sétimo desde Adão" (Charles, p. 155). Isto implica
que esta seção do livro foi escrita por Noé, descendente de Enoque. Os estudiosos
têm especulado que esta parte do livro pode conter fragmentos do perdido
Apocalipse de Noé.
10Então eu pedi a outro anjo que me mostrasse o poder daqueles monstros,
como eles se separaram naquele mesmo dia, um estando nas profundezas do mar, e
o outro no sêco deserto.
11E ele disse: Tu, filho do homem, estás aqui desejozo de entendimento das
coisas secretas.
12E o anjo da paz, o qual estava comigo disse: Estes dois montros estão
preparados pelo poder de Deus para tornarem-se alimento, para que a punição de
Deus não seja em vão.
13Então crianças serão mortas com suas mães, e os filhos com seus pais.
14E quando a punição do Senhor dos espíritos continuar, sobre eles ela
continuará, para que a punição do Senhor dos espíritos não aconteça em vão. Depois
do quê, o julgamento existirá com misericórdia e longanimidade.
Capítulo 59
1Então outro anjo, o qual estava comigo, me falou,
2E mostrou-me o primeiro e o último dos segredos em cima no céu, e nas
profundezas da terra:
3Nas extremidades do céu e nas fundações dela, e no receptáculo dos céus.
4Ele mostrou-me como seus espíritos foram divididos; como eles
foram balançados e como ambas as fontes e os ventos foram contados de acordo
com a força de seu espírito.
5Ele me mostrou o poder da luz da lua, que seu poder é justo; bem como as divisões
das estrelas, de acordo com seus respectivos nomes;
6Que cada divisão é separada; que os relâmpagos iluminam;
7Que suas tropas imediatamente obedecem e que uma cessação toma lugar
durante o trovão em continuação de seu som. Não são separados o trovão e o
raio; nem eles se movem com um espírito, já que eles não são separados.
8Pois quando os raios iluminam, o trovão soa e o espírito a um próprio
período faz pausa, fazendo uma igual divisão entre eles, pois o receptáculo
sobre o qual seus períodos dependem é solto como a areia. Cada um deles à sua
própria estação é restringido com uma rédea e virado pelo poder do espírito,
que assim impele-os de acordo com a espaçosa extensão da terra.
9O espírito do mar é igualmente potente e forte, e um poder tão forte o
faz vazar; assim ele é dirigido adiante e espalha-se contra as montanhas da
terra. O espírito da geada tem seu anjo; no espírito do granizo ele é um bom
anjo; o espírito da neve cessa em sua força e um espírito solitário está nele,
o qual ascende dele como vapor, e é chamado refrigeração.
10O espírito da névoa também habita com eles em seu receptáculo, mas ele
tem um receptáculo para si mesmo, pois seu progresso está no esplendor,
11Na luz e na escuridão, no inverno e no verão. Seu receptáculo é brilho,
e um anjo esta nele.
12O espírito do orvalho tem seu domicílio nas extremidades do céu, em
conexão com o receptáculo da chuva e seu progresso está no inverno e no verão.
A nuvem produzida por ele e a nuvem do meio se tornam unidos, um dá ao outro; e
quando o espírito da chuva está em movimento de seu receptáculo, anjos vêm e,
abrindo seu receptáculo, o traz adiante.
13Quando igualmente ele é borrifado sobre toda a terra ele forma uma união
com todo tipo de água no chão; pois as águas ficam na terra, porque eles
fornecem nutrição para a terra desde o Altíssimo, o qual está no céu.
14Sobre este informe, portanto há uma regulamentação na qualidade da chuva
que os anjos recebem.
15Estas coisas eu ví, todas elas, até o paraíso.
Capítulo 60
1Naqueles dias eu vi que longos mantos foram dados àqueles anjos, os
quais tomaram suas asas e fugiram em direção ao norte.
2Eu perguntei ao anjo, dizendo: Para onde eles levaram aqueles longos
mantos e para onde se foram? Ele disse: Eles foram medir.
3O anjo, o qual continuava comigo, disse: Estas são as medidas dos jutos
e cordas serão trazidas para que eles possam confiar no nome do Senhor dos
espíritos para sempre e sempre.
4O eleito começará a habitar com o eleito.
5Estas são as medidas que serão dadas pela fé, as quais fortalecerão as
palavras de retidão.
6Estas medidas revelarão todos os segredos nas profundezas da terra.
7E acontecerá que aqueles que foram destruidos no deserto e os que foram
devorados pelos peixes do mar e pelas bestas do campo, retornarão e confiarão
no dia do Eleito, pois ninguém perecerá na presença do Senhor dos espíritos,
nem ninguém será capaz de perecer.
8Então eles receberam o mandamento, todos os quais estavam nos céus
acima, para quem foi dado um poder combinado, voz e esplendor, semelhante ao
fogo.
9E primeiro, com suas vozes eles abençoaram-no, exaltaram-no,
glorificaram-no com sabedoria e atribuiram a Ele sabedoria com a palavra e com
o sopro da vida.
10Então o Senhor dos espíritos assentado sobre o trono de sua glória, o
Eleito,
11O qual julgará todas as obras do Santo acima no céu, e numa balança Ele
pesará suas ações. E quando Ele levantar Seu semblante para julgar seus
caminhos secretos na palavra do nome do Senhor dos espíritos, e seu progresso
no caminho do julsto julgamento do altíssimo Deus;
12Eles falarão com vozes unidas; abençoarão, glorificarão, exaltarão, e
orarão em nome do Senhor dos espíritos.
13Ele chamará a todo poder dos céus, a todo santo acima, e ao poder de
Deus. O Querubim, o Serafim, o Ofanim, todos os anjos de poder e todos os anjos
dos Senhores, a saber, do Eleito, e do outro Poder, o qual estava sobre a água
naquele dia.
14E levarão suas vozes unidas; abençoarão, glorificarão, orarão, e
exaltarão com o espírito da fé, com o espírito da sabedoria e da paciência, com
o espírito da misericórdia, com o espírito do julgamento e da paz, e com o
espírito da benevolência; todos dirão com vozes unidas: Abençoado é Ele; e o
nome do Senhor dos espíritos será abençoado para sempre e sempre; todos, os
quais não dormem, o abençoarão acima no céu.
15Todo santo no céu o abençoará; todo o eleito que habita no jardim da
vida e todo espírito de luz que é capaz de abençoar, glorificar, exaltar, e
orar em seu santo nome e todo homem mortal, (56) mais do que
os poderes do céu, glorificará e abençoará seu nome para sempre e sempre.
(56) Todo homem mortal Literalmente, "toda
carne" (Laurence, p. 73).
16Pois grande é a misericórdia do Senhor dos espíritos; logânimo Ele é; e
todas as suas obras, todo o seu porder, grande como são as coisas que Ele tem
feito, tem revelado aos santos e eleitos, em nome do Senhor dos espíritos.
Capítulo 61
1Então o Senhor ordenou os reis, os príncipes, os exaltados e aqueles que
habitam na terra dizendo: Abri vossos olhos, e elevai vossas buzinas se sois
capazes de compreender o Eleito.
2O Senhor dos espíritos assentou-se sobre o trono de sua glória.
3E o espírito de retidão foi colocado sobre ele.
4A palavra de sua boca destruirá todos os pecadores e todos os mundanos,
os quais perecerão na sua presença.
5Naquele dia todos os reis, os príncipes, os exaltados e todos os que
possuem a terra se colocarão em pé, verão e perceberão Aquele que está
assentado no trono da sua glória, que diante dEle os santos serão julgados em
retidão,
6E que nada que será falado diante dEle, será falado em vão.
7Inquietação virá sobre eles, como sobre uma mulher em trabalho de parto,
cujo labor é severo, quando seu filho vem à boca do ventre e ela
encontra-se em dificuldade de dar a luz.
8Uma porção deles olhará para a outra. Eles ficarão atônitos e baixarão
seu semblante,
9E aflição os prenderá quando eles virem o Filho da mulher assentado
sobre o seu trono de glória.
10Então os reis, os príncipes e todos os que possuem a terra glorificarão
Aquele que tem domínio sobre todas as coisas, Aquele que esteve em conselho;
pois desde o princípio o Filho do homem existiu em segredo, o qual o Altíssimo
preservou na presença do Seu poder e foi revelado aos eleitos.
11Ele semeará a congregação dos santos e dos eleitos, e todo eleito ficará
diante dEle naquele dia.
12Todos os reis, príncipes, o exaltado e aqueles que governam sobre toda a
terra cairão sobre suas faces diante dEle, e O adorão.
13Eles colocarão suas esperanças neste Filho do homem orarão a Ele e implorarão
por misericórdia.
14Então o Senhor dos espíritos se apressará em expeli-los da Sua presença.
Suas faces ficarão cheias de confusão e suas faces se cobrirão de escuridão. Os
anjos os tomarão para castigo, aquela vingança poderá ser infligita naqueles
que têm oprimido Seus filhos e Seus eleitos. E eles se tornarão como um exemplo
aos santos aos Seus eleitos. Através deles estes serão feitos jubilosos, pois a
ira do Senhor dos espíritos descançará sobre eles.
15Então a espada do Senhor dos espíritos se embebedará com seu sangue, mas
os santos e eleitos serão salvos naquele dia; a face dos pecadores e dos
mundanos daquele tempo em diante eles não verão.
16O Senhor dos espíritos permanecerá sobre eles:
17E com este Filho do homem eles habitarão, comerão, deitarão e
levantarão, para sempre e sempre.
18Os santos e eleitos têm se levantado da terra. Têm deixado de deprimir
seus semblantes e terão sido vestidos com a vestimenta da vida. Aqueles
vestidos da vida estão com o Senhor dos espíritos, em cuja presença suas
vestimentes não envelhecerão nem será diminuída sua glória.
Capítulo 62
1Naqueles dias os reis que possuíram a terra serão punidos pelos anjos de
Sua ira, onde quer que eles lhes sejam entregues, para que Ele possa dar
descanço por um curto período de tempo; e para que eles prostem-se diante dEle
e adorem o Senhor dos espíritos, confessanto seus pecados diante dEle.
2Eles abençoarão e glorificarão o Senhor dos espíritos dizendo: Abençoado
é o Senhor dos espíritos, o Senhor dos reis, o Senhor dos espíritos, o Senhor
dos ricos, o Senhor da glória, e o Senhor da sabedoria.
3Ele iluminará toda coisa secreta.
4Seu poder é de geração a geração e Sua glória para sempre e sempre.
5Profundos são todos os Seus segredos e incontáveis; sua retidão não pode
ser calculada.
6Agora nós sabemos que devemos glorificar e abençoar o Senhor dos reis o
qual é Rei sobre todas as coisas.
7Eles também dirão: Quem nos tem permitido ficar para glorificar, louvar,
abençoar, e confessar na presença da Sua glória?
8E agora pequeno é o repouso que nós desejamos, mas nós não o
encontramos; nós rejeitamos e não o possuimos. Luz passou diante de nós e
escuridão tem cobrido nossos tronos para sempre.
9 Pois nós não confessamos diante dEle; não temos glorificado o nome
do Senhor dos reis; não temos glorificado o Senhor em todas as Suas obras, mas
temos confiado no cetro do nosso próprio domínio e da nossa glória.
10Naquele dia do nosso sofrimento e da nossa angústia Ele não nos salvará,
nem encontraremos descanço. Confessamos que nosso Senhor é fiel em todas as
Suas obras, em todos os Seus julgamentos e em Sua retidão.
11Em Seus julgamentos ele não paga nenhum respeito a pessoas; e nós
devemos apartar-nos de sua presença por causa de nossos maus atos.
12Todos os nossos pecados são verdadeiramente sem número.
13Então eles dirão a si mesmos: Nossas almas estão saciadas com os
instrumentos de crime;
14Mas que não nos impede de descer ao ventre flamejante do inferno.
15Daí em diante seus semblantes se encherão de escuridão e confusão diante
do Filho do homem, de cuja presença eles serão expulços e diante do qual a
espada permanecerá expelindo-os.
16Assim diz o Senhor dos espíritos: Este decreto e o julgamento contra os
príncipes, os reis, os exaltados, e aqueles que possuem a terra, na presença do
Senhor dos espíritos.
Capítulo 63
1Eu vi outros semblantes naquele lugar secreto. Ouvi a voz de um anjo,
dizendo: Estes são os anjos que desceram do céu à terra, revelaram segredos aos
filhos dos homens e seduziram os filhos dos homens para cometerem de pecado.
Capítulo 64
(57)
(57) Os capítulos 64, 65, 66 e o primeiro versículo do 67 evidentemente
contêm a versão de Noé e não de Enoque (Laurence, p. 78).
1Naqueles dias Noé viu que a terra inclinou-se, e que destruição
aproximava-se.
2Então ele levantou seus pés e foi para os confins da terra, para a
habitação do seu bisavô Enoque.
3E Noé clamou com uma amarga vóz: Ouví-me, ouví-me, ouví-me, três vezes.
E ele disse: Dize-me o que está ocorrendo sobre a terra, pois a terra trabalha
e é violentamente abalada. Certamente eu perecerei com ela.
4Depois disso houve uma grande perturbação na terra e uma vóz foi ouvida
desde o céu. Eu caí sob re minha face, então meu bisavô Enoque veio e
colocou-se ao meu lado.
5Ele disse-me: Por que clamas a mim com um amargo clamor e lamentação?
6Um mandamento partiu do Senhor contra aqueles que habitam na terra para
que eles sejam destruidos, pois eles conhecem todo segredo dos anjos, toda obra
opressiva, o poder secreto dos demônios (58) e todo poder
daqueles que cometem sortilégios, tanto quanto daqueles que fazem imagens fundidas
em toda a terra.
(58) Os demônios. Literalmente, "os Satãns"
(Laurence, p. 78).
7Eles sabem como a prata é produzida do pó da terra e como na
terra a gota metálica existe, pois o chumbo e o estanho não
são produzidos da terra como fonte primária de sua produção.
8Há um anjo colocado sobre ela, e o anjo luta para prevalecer.
9Depois disso meu bisavô Enoque agarrou-me com sua mão, levantando-me e
disse-me: Vai, pois eu pedí ao Senhor dos espíritos a respeito desta
perturbação da terra; o qual respondeu: Por conta da impiedade deles seus
inumeráveis julgamentos foram consumados diante de mim. Com respeito às luas
eles inquiriram, e têm conhecimento de que a terra perecerá com aqueles que
habitam sobre ela,(59) e que estes não terão lugar
de refúgio para sempre.
(59) Com respeito às luas… habitam sobre ela. Ou,
"Por causa dos sortilégios que eles procuraram e aprenderam a terra e
aqueles que habitam sobre ela serão destruídos" (Knibb, p. 155).
10Eles descobriram segredos, e eles são aqueles que têm
sido julgados; mas não você, meu filho. O Senhor dos espíritos sabe que tu és
puro e bom, livre da reprovação do descobrimento de
segredos.
11Ele, o Santo, estabelecerá Seu nome no meio dos santos e te preservará
daqueles que habitam sobre a terra. Ele estabelecerá tua semente em retidão com
domínio e grande glória, (60) e da tua semente se
espalhará retidão, e homens santos sem número para sempre.
(60) Com domínio… gloria. Literalmente,
"para reis, e para grande glória" (Laurence, p. 79).
Capítulo 65
1Depois disso ele mostrou-me os anjos de punição, os quais estão
preparados para vir e abrir todas as águas poderosas sob a terra:
2Que elas podem ser para julgamento e para destruição de todos aqueles
que permanecem e habitam sobre a terra.
3O Senhor dos espíritos ordenou os anjos que saíram, para não tomar
os homens, e preservá-los,
4pois aqueles anjos presidem sobre todas as poderosas
águas. Então eu saí da presença de Enoque.
Capítulo 66
1Naqueles dias a palavra de Deus veio a mim, e disse: Vê Noé, tua sorte
ascendeu a Mim, uma sorte imune de crime, uma sorte amada e superior.
2Agora então os anjos trabalharão as árvores, (61), mas
enquanto eles procedem nisto eu colocarei minha mão sobre elas e as preservarei.
(61) Trabalharão nas árvores. Ou, "estão fazendo
uma (estrutura de) madeira" (Knibb, p. 156).
3A semente da vida se erguerá dela e uma mudança tomará lugar para que a
terra seca não seja deixada vazia. Eu estabelecerei tua semente diante de mim
para sempre e sempre, e a semente daqueles que habitarem contigo na superfície
da terra. Ela será abençoada e multiplicada na presença da terra, em nome do
Senhor.
4Eles confinarão aqueles anjos que descrobriram impiedade. Naquele vale
ardente é que eles serão confinados, o qual a princípio meu bisavô monstrou-me
no oeste, onde há montanhas de ouro e prata, de ferro, de metal fluído, e de
estanho.
5Eu vi aquele vale no qual há uma grande perturbação e onde as
águas são agitadas.
6E quando tudo isto foi executado, da massa fluída de fogo e na
perturbação que prevaleceu (62) naquele lugar, levantou-se
um forte cheiro de enxofre que se misturou com as águas; e o vale dos anjos que
haviam sido culpados de sedução, queimou-se debaixo da terra.
(62) A perturbação que prevaleceu. Literalmente,
"perturbou-os" (Laurence, p. 81).
7Através daquele vale rios de fogo também estavam fluindo, para os quais
aqueles anjos serão condenados, os quas seduziram os habitantes da terra.
8E naqueles dias estas águas serão para os reis, aos príncipes, aos
exaltados e para os habitantes da terra, para a cura da alma e do corpo e para
o julgamento do espírito. 9Seus espíritos serão cheios de
festa (63) para que eles possam ser julgados em seus
corpos; porque eles negaram o Senhor dos espíritos, e apesar de eles perceberem
sua condenação dia após dia, não acreditaram em seu nome.
(63) Festa. Ou, "luxúria" (Knibb, p. 157).
10E como a inflamação de seus corpos será grande, assim seus espíritos
sofrerão uma transformação para sempre.
11Pois nenhuma palavra que é pronunciada diante do Senhor dos espíritos
será em vão.
12Julgamento veio sobre eles porque eles confiaram em sua luxúria carnal,
e negaram o Senhor dos espíritos.
13Naqueles dias as águas daquele vale serão transformadas, pois enquanto os
anjos forem julgados, o calor daquelas fontes de água sofrem uma alteração.
14E enquanto os anjos ascenderem, a água das fontes novamente sofrem
uma alteração e congelam. Então eu ouvi o santo Miguel respondendo e dizendo:
Este julgamento, com o qual os anjos serão julgados, dará testemunho contra os
reis, príncipes e aqueles que possuem a terra.
15Pois estas águas de julgamento serão para sua cura e para a morte (64) de
seus corpos. Mas eles não perceberão e não acreditarão que as águas serão trasnformadas
e tornadas como fogo, que arderá para sempre.
(64) Morte. Ou, "luxúria" (Charles, p. 176;
Knibb, p. 158).
Capítulo 67
1Depois disto ele deu-me as marcas características (65) de
todas as coisas secretas do livro do meu bisavô Enoque, e nas parábolas que
haviam sido dadas a ele; inserindo-as para mim entre as palavras do livro das
parábolas.
(65) Marcas características. Literalmente, "os
sinais" (Laurence, p. 83).
2Naquele momento o santo Miguel respondeu e disse a Rafael: O poder do
espírito precipita-me daqui e impele-me para fora. A severidade do julgamento,
do secreto jultamento dos anjos, quem é capaz de observar-a resistência daquele
severo julgamento que aconteceu e se tornou permanente-sem ser dissolvido no
seu lugar? Novamente o santo Miguel respondeu e disse ao santo Rafael: Quem
está lá, cujo coração não se abrandou por isto, e cujos rins não se afligiram
com esta coisa?
3Julgamento saiu contra eles por aqueles que assim arrastaram-nos para
fora; e que se foram, quando eles estavam na presença do Senhor dos espíritos.
4De igual maneira também o santo Rakael disse a Rafael: Eles não estarão
diante do olho do Senhor (66) já que o Senhor dos
espíritos foi ofendido por eles, pois como Senhores (67) eles
têm-se conduzido. Portanto Ele traz sobre eles um secreto julgamento para
sempre e sempre.
(66) Eles não... olho do Senhor. Ou, "Eu não
tomarei parte sob o olho do Senhor" (Knibb,p.159).
(67) Pois como Senhores. Ou, "pois eles agiram como se fossem o Senhor" (Knibb, p. 159).
(67) Pois como Senhores. Ou, "pois eles agiram como se fossem o Senhor" (Knibb, p. 159).
5Pois nem o anjo, nem o homem recebe uma porção dele, mas eles só
receberão seu próprio julgamento para sempre e sempre.
Capítulo 68
1Depois deste julgamento eles estarão assombrados e irritados, pois serão
exibidos aos habitantes da terra.
2Eis os nomes destes anjos. Estes são seus nomes: O primeiro deles é
Samyaza; o segundo é Arstikapha; o terceiro é Armen; o quarto, Kakabael; o
quinto, Turel; o sexto, Rumyel; o sétimo, Danyal; o oitavo, Kael; o nono,
Barakel; o décimo, Azazel; o décimo primeiro, Armers; o décimo segundo,
Bataryal; o décimo terceiro, Basasael; o décimo quarto, Ananel; o décimo
quinto, Turyal; o décimo sexto, Simapiseel; o décimo sétimo, Yetarel; o décimo
oitavo, Tumael; o décimo nono, Tarel; o vigésimo, Rumel; o vigésimo primeiro,
Azazyel.
3Estes são os principais (chefes) dos anjos, e os nomes dos líderes de
suas centenas, e seus líderes de cinqüenta, e os líderes de suas dezenas.
4O nome do primeiro é Yekun: (68) ele foi quem
seduziu todos os filhos dos santos anjos e fêz com que descessem à terra,
conduzindo desencaminhadamente a descendência dos homens.
(68) Yekun pode simplesmente significar "o
rebelde" (Knibb, p. 160).
5O nome do segundo é Kesabel, o qual apontou mau conselho aos filhos dos
santos anjos e conduziu-os a corromperem seus corpos gerando humanos.
6O nome do terceiro é Gadrel: ele descobriu todo golpe de morte aos
filhos dos homens.
7Ele seduziu Eva e descobriu aos filhos dos homens os instrumentos de
morte, o casaco de malha, o escudo, e a espada para matança; todo instrumento
de morte para os filhos dos homens.
8Estas coisas derivaram de suas mãos para os que habitam sobre a
terra daquele período para sempre.
9O nome do quarto é Penemue: ele descobriu aos filhos dos homens o
amargor e a doçura,
10E mostrou a eles todo segredo de sua sabedoria.
11Ele ensinou os homens a entenderem o escrito e o uso de tinta
e papel.
12Portanto, numerosos têem sido aqueles que têm se estraviado em todo
período do mundo, mesmo até este dia.
13Os homens não nasceram para isto, assim com pena e tinta, para confirmar
sua fé;
14Desde então eles não criaram, exceto que, como os anjos, eles podem
permanecer retos e puros.
15Nem poderiam morrer, o que destrói tudo, tem afetado-os;
16Mas por este seu conhecimento eles perecem, e por isto também seu poder
os consome.
17 O nome do quinto é Kasyade: ele descobriu aos filhos dos homens
todo iníquo golpe de espíritos e de demônios:
18O golpe do embrião no ventre, para diminuí-lo; (69) o
golpe do espírito pela mordida da serpente, e o golpe que
é dado ao meio-dia pelo filho da serpente,
cujo nome é Tabaet. (70)
(69) O golpe…para diminuí-lo. Ou, "o soco (com
ataque, agressão) ao embrião no ventre para que seja abortado" (Knibb, p.
162).
(70) Tabaet. Literalmente, "macho" ou
"forte" (Knibb, p. 162).
19Este é o número de Kasbel; a parte principal do juramento que o
Altíssimo, habitanto em glória, revelou aos santos.
20Seu nome é Beka. Ele falou ao santo Miguel para que revelasse a
eles o nome sagrado, para que eles pudessem entender o sagrado nome e assim
lembrar do juramento; e para que aqueles que apontaram toda coisa secreta aos
filhos dos homens possam tremer sob aquele nome e juramento.
21Este é o poder do juramento; pois poderoso ele é, e forte.
22E estabelecido este juramanto de Akae pela instrumentalidade do santo
Miguel.
23Estes são os segredos deste juramento, e por ele eles foram confirmados.
24Os céus estiveram em suspenso por ele antes que o mundo fosse feito,
para sempre.
25Por ele a terra foi inundada no dilúvio enquanto das partes escondidas
dos montes as águas agitadas as águas saíram desde a criação até o fim do
mundo.
26Por este juramento o mar foi formado e a sua fundação.
27Durante o período desta fúria ele estabeleceu a areia contra ele, a qual
continua imutável para sempre, e por este juramento o abismo foi feito forte; e
não é removível de sua estação para sempre e sempre.
28Por este juramento o sol e a lua completam seu progresso nunca se
desviando do comando que lhes foi dado para sempre e sempre.
29Por este juramento as estrelas completam seu progresso,
30E quando seus nomes forem chamados eles retornarão em resposta, para
sempre e sempre.
31Então nos céus tomam lugar os sopros
dos ventos: todos eles têm respiração (71) e efetuam uma
completa combinação de respirações.
(71) Respiração. Ou, "espiritos" (Laurence,
p. 87).
32Ali os terouros do trovão são mantidos e o esplendor do relâmpago.
33Alí são guardados os terouros do granizo e da neblina, os tesouros da
neve, os tesouros da chuva e do orvalho.
34Todos estes confessam e louvam diante do Senhor dos espíritos.
35Eles glorificam com todo seu poder de súplica; e Ele os sustém em todo
aquele ato de agradecimento enquanto eles louvam,
glorificam e exaltam o nome do Senhor dos espíritos para sempre e sempre.
36E com eles ele estabelece este juramento, pelo qual eles e seus caminhos
são preservados, e seus progressos não perecem.
37Grande foi sua alegria.
38Eles abençoaram, glorificaram, e exaltaram porque o nome do Filho do
homem lhes foi revelado.
39Ele assentou-se sobre o trono de Sua glória, e a parte principal do
julgamento foi designada e Ele, o Filho do homem. Os pecadores perecerão e
desaparecerão da face da terra, enquanto aqueles que os seduziram serão
amarrados com correntes para sempre.
40De acordo com seus graus de corrupção eles serão aprisionados, e todas
as suas obras desaparecerão da face da terra; desde então alí não haverá
ninguém para corromper, pois o Filho do homem foi visto assentado sobre Seu
trono de glória.
41Toda iniquidade desaparecerá e se apartará de diante de Sua face; a
palavra do Filho do homem se tornará poderosa na presença do Senhor dos
espíritos.
42Esta é a terceira parábola de Enoque.
Capítulo 69
1Depois disto o nome do Filho do homem, vivendo com o Senhor dos
espíritos, foi exaltado pelos habitantes da terra.
2Ele foi exaltado nas carruagens do Espírito e o seu nome estava no meio
deles.
3Desde aquele tempo eu não fui arrancado do meio deles; mas Ele
assentou-se entre dois espíritos, entre o norte e o oeste, onde os anjos
receberam seus cordões, para medir o lugar para os eleitos e os justos.
4Alí eu vi os pais dos primeiros homens e os santos que habitam naquele
lugar para sempre.
Capítulo 70
1Depois disso meu espírito foi ocultado, ascendendo aos céus. Eu ví os
filhos dos santos anjos andando em chamas de fogo, cujas vestimentas e mantos
eram brancos e cujos semblantes eram transparentes como cristal.
2Eu vi dois rios de fogo brilhando como o jacinto.
3Então caí sobre minha face diante do Senhor dos espíritos.
4E Miguel, um dos arcanjos, tomou-me pela mão direita e levantou-me, e
trouxe-me para onde estava todo segredo de misericórdia e retidão.
5Ele me mostrou todas as coisas ocultas das extremidades do céu, todos os
receptáculos das estrelas e o seu esplendor, desde quando elas saíram de diante
da face do Santo.
6Ele escondeu o espírito de Enoque no céu dos céus.
7Alí eu vi no meio daquela luz uma construção levantada com pedras de
gelo,
8E no meio destas pedras vi vibrações de (72) de
fogo vivo. Meu espírito viu ao redor o círculo desta habitação flamejante em
uma de suas extremidades; que alí havia rios cheios de fogo
vivo, o qual cercava-a.
(72) Vibrações. Literalmente, "línguas"
(Laurence, p. 90).
9Então o Serafim, o Querubim, e o Ophanin (73) rodearam-na:
estes são aqueles que nunca adormecem, mas vigiam o trono de Sua glória.
(73) Ophanin. As "rodas"
Ezequiel 1:15-21 (Charles, p. 162).
10Eu vi inumeráveis anjos, milhares de milhares, e miríades de miríades,
as quais rodeavam aquela habitação.
11Miguel, Rafael, Gabriel, Phanuel e os santos anjos que estavam acima nos
céus foram e sairam dele. Miguel, Rafael, e Gabriel sairam daquela habitação, e
santos anjos inumeráveis.
12Estava com eles o Ancião de dias, cuja cabeça era branca
como o algodão, e pura, e seu manto era indescritível.
13Então eu caí sobre minha face enquanto toda minha carne era dissolvida,
e meu espírito tornou-se transformado.
14Eu clamei com alta vóz com um poderoso espírito, abençoando,
glorificando, e exaltando.
15E aquelas bênçãos que procediam da minha bôca tornaram-se aceitáveis na
presença do Ancião de dias.
16O Ancião de dias veio com Miguel e Gabriel, e Rafal e Phanuel, com
milhares de milhares, e miríades de miríades, que não podiam ser enumerados.
17Então aquele anjo veio a mim, com sua vóz saudou-me, dizendo: Tu és o
Filho do homem, (74) o qual é nascido para retidão, e
retidão descançou sobre ti.
(74) Filho do homem. A tradução original de
Laurence muda essa fraze "descendência do homem", Knibb (p. 166) e
Charles (p. 185) indicam que deve ser "Filho do homem" consistente
com outras ocorrências daquele termo no livro de Enoque.
18A retidão do ancião de dias não te esquecerá.
19Ele disse: Em ti Ele conferirá paz em nome do mundo existente; por isso
a paz tem existido desde que o mundo foi criado.
20E assim acontecerá a ti para sempre e sempre.
21Todos os que existirão e caminharão em seus caminhos de retidão, não te
esquecerão para sempre.
22Contigo estarão suas habitações, contigo seu destino; de ti eles não
serão separados para sempre e sempre.
23E assim o prolongamento dos dias estará com o Filho do homem.(75)
(75) Filho do homem. Literalmente, "descendência
do homem", ou "o Cristo que vem da descendência do homem”.
24A paz será para os justos e os retos possuirão o caminho da integridade,
em nome do Senhor dos espíritos, para sempre e sempre.
Capítulo 71
1O livro das revoluções das luminárias dos céus, de acordo com suas
respectivas classes, seus respectivos poderes, seus respectivos períodos, seus
respectivos nomes, os lugares conde elas começam seu progresso e seus
respectivos meses, que Uriel, o santo anjo que estava comigo, explicou-me;
aquele que as administra. Toda a conta delas de acordo com o exato ano do mundo
para sempre, até que um novo trabalho seja efetuado, o qual será eterno.
2Esta é a primeira lei das luminárias. O sol e a luz
chegam aos portões que estão ao leste, ao oeste e no oeste dele, nos portões
ocidentais do céu.
3Eu vi os portões onde o sol sai e os portões onde o sol se põe,
4Em cujos portões também a lua nasce e se põe; Eu vi os
condutores das estrelas, entre aqueles que precedem-nas; seisportões
estão no nascente, e seis no poente do sol.
5Todos estes, respectivamente, um depois do outro, estão em nível; e
numerosas janelas estão ao lado direito e ao lado esquerdo destes portões.
6Primeiro avança aquela grande luminária, a qual é chamada sól, cuja
órbita é a órbita do céu, toda ela está repleta com esplêndido e flamejante
fogo.
7Sua carruagem, onde ela ascende, o vento sopra.
8O sól se põe no céu e retornando pelo norte, para seguir em direção ao
leste, é conduzido assim enquanto entra por aquele portão e ilumina a face do
céu.
9Da mesma maneira ele sai no primeiro mês pelo grande portão.
10Ele sai através do quarto daqueles seis portões, que estão ao nascente
do sól.
11E no quarto portão, através do qual o sól com a lua prosseguem, na
primeira parte dele, (76) lá existem doze janelas abertas
das quais sai uma chama quando elas estão abertas em seus próprios períodos.
(76) Através do qual… parte dele. Ou, "do qual o
sol se levanta no primeiro mês" (Knibb, p. 168).
12Quando o sol se levanta no céu ele sai através deste quarto portão por
três dias, e pelo quarto portão ao oeste do céu no nível em que ele descende.
13Durante aquele período o dia é prolongado durante o dia, e a noite
encurtado durante a noite por trinta dias. E então o dia é mais longo que a
noite por duas partes.
14O dia é precisamente, dez partes, e a noite é oito.
15O sól sai através deste quarto portão, se põe nele e volta para o quinto
portão durante trinta dias, depois do quê ele prossegue e se põe nele, o quinto
portão.
16Então o dia se torna prolongado por uma segunda porção de modo que ele é
doze partes, enquanto a noite se torna encurtada, e é apenas sete partes.
17O sol então retorna para o leste, entrando no sexto
portão, e nasce e se põe no sexto portão trinta e um dias, na contagem de seus
sinais.
18Naquele período o dia é mais longo que a noite, sendo duas vezes tão
longo quanto a noite, e chega a ser de doze partes;
19Mas a noite é encurtada e se torna em seis partes. Então o sol nasce
para que o dia possa ser encurtado e a noite prolongada.
20E o sol retorna para o leste entrando pelo sexto portão, onde ele nasce
e se põe por trinta dias.
21Quando aquele período é completado o dia chega a ser encurtado
precisamente uma parte, de modo que ele é de doze partes, enquanto que a noite
é de sete partes.
22Então o sól vai do oeste, daquele sexto portão, e prosegue em direção ao
leste nascento no quinto portão por trinta dias e se pondo novamente ao oeste
no quinto portão do oeste.
23Naquele período o dia chega a ser encurtado duas partes, e é de dez
partes, enquanto que a noite é de oito partes.
24Então o sól vai do quinto portão, enquanto se põe no sexto portão do
oeste e nasce no quarto portão por trinta e um dias, na conta de seus sinais,
se pondo a oeste.
25Naquele período o dia é feito igual à noite e, sendo igual a ela, a
noite torna-se a nove partes, e o dia nove partes.
26Então o sól vai daquele portão enquanto ele se põe no oeste, e
retornando pelo leste prossegue pelo terceiro portão por trinta dias, se pondo
no oeste no terceiro portão.
27Naquele período a noite é prolongado desde o dia durante trinta manhãs,
e o dia é encurtado desde o dia durante trinta dias; a noite sendo precisamente
de dez partes, e o dia oito partes
28O sól então sai do terceiro portão, enquanto ele se põe no terceiro
portão no oeste; mas retornando para o leste. Ele prossegue pelo segundo portão
do leste por trinta dias.
29De igual maneira ele também se põe no segundo portão na direção oeste do
céu.
30Naquele período a noite é onze partes, e o dia sete partes.
31Então o sol sai naquele tempo pelo segundo portão, enquanto se põe no
segundo portão no oeste, mas retorna para o leste,proceguindo pelo
primeiro portão, por trinta e um dias.
32E se pões no oeste no primeiro portão.
33Naquele período a noite é novamente prolongada tanto quanto o dia.
34Ela é precisamente de doze partes, enquanto que o dia é seis partes.
35O sól tem assim completado seus começos, e uma segunda
vêz de volta desde estes começos.
36Naquele primeiro portão ele entra por trinta dias, e se
põe no oeste, defronte do céu.
37Naeuele período a noite é contraida em seu comprimento uma quarta parte,
que é, uma porção, e se torna onze partes.
38O dia é de sete partes.
39Então o sol retorna, e entra no segundo portão ao leste.
40ele retorna por estes começos trinta dias, nascendo e se pondo.
41Naquele período, a noite é encurtado em seu comprimento. Ela se torna
dez partes, e o dia oito partes. Então o sól sai do segundo portão, e se põe a
oeste; mas retorna pelo leste, e nasce no leste, no terceiro portão, trinta e
um dias, se pondo no oeste do céu.
42Naquele período a noite se torna encortada, Ela é nove partes. E a noite
é igual ao dia. O ano é precisamente trezentos e sessenta e quatro dias
43Prolongamento do dia e da noite, e a contração do dia e da noite, são
feitos diferentes um do outro pelo progresso do sól.
44Por meio deste progresso o dia é diariamente prolongado, e a noite
grandemente encurtada.
45Esta é a lei e o progresso do sól, e suas voltas, quando ele retorna,
voltando durante sessenta dias, (77) e seguindo em frente.
Esta é a grande perpétua luminária, aquela que ele chama o sól para sempre e
sempre.
(77) O que é, ele está sessenta dias nos mesmos portões, viz. Trinta
dias duas vezes cada ano. (Laurence, p. 97).
46Este também é aquele que goes forth uma grande luminária, e a qual é
chamada segundo seu tipo peculiar, como Deus ordenou.
47E assim ele entra e sai, nem afrouxando nem descançando; mas correndo em
sua carruagem de dia e de noite. Ele brilha com uma sétima porção da luz da
lua; (78) mas as dimensões de ambos são iguais.
(78) ele brilha com…da lua. Ou, "Sua luz é sete
vezes mais brilhante que a da lua" (Knibb, p. 171). O texto aramaico
descreve mais claramente como a luz da lua aumenta e diminui pela metade de uma
sétima parte cada dia. Aqui na verção etíope, a lua é considerada como duas
metades, cada metade sendo dividida em sete partes. Por isso, “quatorze
porções" of 72:9-10 (Knibb, p. 171).
Capítulo 72
1Depois disso eu vi outra lei fe uma luminária inferior, o nome da qual é
a lua, e a órbita da qual é como a órbita do céu.
2Sua carruagem, a qual secretamente ascende, o vento sopra; e luz é dada
a ela por medida.
3Cada mês em sua saída e entrada ela torna-se transformada; e seus
períodos são como os períodos do sól. E quando de igual maneira sua luz é para
existir, (79) sua luz é uma sétima porção da luz do sol.
(79) E quando de… é para existir. Isto é, quando a lua
está cheia (Knibb, p. 171).
4Assim ela nasce, e seu começo em direção ao leste sai por trinta dias.
5Naquele tempo ela aparece, e torna-se para você o começo do mês. Trinta
dias ela está com o sól no portão do qual o sól nasce.
6Metade dela está em prolongamento sete porções, uma metade;
e o total de sua órbita é sem luz, exceto uma sétima porção de quatorze porções
de sua luz. E de dia ela recebe uma sétima porção, ou a metade daquela
porção, de sua luz. Sua luz é por sete, por uma porção, e pela metade de
uma porção. Seus crepúsculos com o sól.
7E quando o sol nasce, a lua nasce com ele; e recebe metade de uma porção
de luz.
8Nesta noite, quando ela começa seu período, previamente para o dia do
mêz, a lua se põe com o sól.
9E naquela noite ela é escura em suas décimas quartas porções, que
é, em cada metade; mas ela nasce naquele dia com uma
sétima porção prexidamente, e em seu progresso declina do nascer do sól.
10Durante o restante de seu período sua luz aumenta em quatorze porções.
Chapter 73
1Então eu vi outro progresso e regulações que Ele efetuou na lei da lua.
O progresso das luas, e tudo o que se relaciona com ela, Uriel
mostrou-me, o santo anjo que administra a todos.
2Suas estações eu escrevi enquanto ele mostrava-os a mim.
3Eu escrevi teus meses, como eles ocorrem, e a aparência de sua luz, até
que ela é completada em quinze dias.
4Em cada um de seus dois sétimos de porções ela completa toda sua luz ao
nascer e se pôr.
5Em determinados meses ela muda seus crepúsculos; e em
determinados meses ela faz seu progresso através de cada portão.
Em dois portões a lua se põe com o sól , viz.
Naqueles dois portões que estão no meio, no terceiro e no quarto portão. Do
terceiro portão ela sai por sete dias, e faz seu circuito.
6Novamente ela retorna para o portão do qual o sól nasce, e naquele ela
completa toda a sua luz. Então ela decluna do sól, e entra por oito dias no
sexto portão, e retorna em sete dias para o terceiro portão, no
qual o sól nasce.
7Quando o sól prossegue para o quarto portão, a lua sai
por sete dias, até ela passar do quinto portão.
8Novamente ela retorna em sete dias para o quarto portão, e completando
toda a sua luz, declina, e passa pelo primeiro portão em oito dias;
9E retorna em sete dias para o quarto portão, do qual o sól nascel.
10Assim eu vi suas estações, como de acordo com a ordem fixada dos meses o
sól nasce e se põe.
11Nesses tempos há um excesso de trinta dias pertencentes ao sól em cinco
anos; todos os dias pertencentes a cada ano de cinco anos, quendo completados,
somam trezentos e sessenta e quatro dias; e ao sól e às estrelas; belys em cada
um dos cinco anos; assim trinta dias pertencem a eles;
12De modo que a lua tem trinta dias a menos que o sól e as estrelas.
13A lua traz em todos os anos exatamente, para que suas estações possam
vir nem tão adiante nem tão para traz um simples dia; mas que os anos possam
ser mudados com correta precisão nos trzentos e sessenta e quatro dias. Em três
anos os dias são mil e noventa e dois; em cinco anos eles são mil oitocentos e
vinte; e em oito anos dois mil novecentos e vinte dias.
14Para a lua só corresponde em três anos mil e sessenta e dois dias; em
cinco anos ela tem cinqüenta dias menos que o sól, pois uma adição
sendo feita a mil e sessenta e dois dias, em cinco anos há mil
setecentos e setenta dias; e os dias da lua em oito anos são dois mil
oitocentos e trinta e dois dias
15Pois os seus dias em oito anos são menos que aqueles do sol por oitenta
dias, cujos oitenta dias são sua diminuição em oito anos.
16O ano então se torna verdadeiramente completo de acordo com a estação da
lua, e a estaão do sol; o qual nasce emdiferentes portões; o qual
nasce e se pões neles por trinta dias.
Capítulo 74
1Estes são os líderes dos chefes dos milhares, os quais presidem sobre
toda criação, e sobre todas as estrelas; com os quatro dias que
são adicionados e nunca se separam do lugar a eles determinados, de acordo com
o cálculo completo do ano.
2E estes sersvem quatro dias, os quais não são contados no cálculo do
ano.
3Com respeito a eles, os homens erram grandemente, pois estas luminárias
verdadeiramente servem, no lugar de habitação do mundo, um dia no
primeiro portão, um dia no terceiro portão, um dia no quarto portão, e um dia
no sexto portão.
4E a harmonia do mundo torna-se completo a cada trezentos e sessenta e
quatro estados dele. Para os sinais.
5As estações,
6Os anos,
7E Uriel me mostrou os dias; o anjo que o Senhor da gória escolheu sobre
todas as luminárias.
8Do céu no céu, e no mundo; para que possa governar na face do céu, e
aparecendo sobre a terra, se tornam
9Condutores dos dias e noites: o sól, a lua, as estrelas, e todas as
luminárias do céu, que fazem seu circuito com todas as carruagens do céu.
10Então Uriel me mostrou doze portões abertos para o circuito das
carruagens do sól no céu, no qual os raios do sól batem.
11Deles procede calor sobre a terra, quando eles são abertos em suas
determinadas estações. Eles são estão para os ventos, e o espírito da neblina,
quando em suas estações eles são abertos; abertos no céu nas suas extremidades.
12Doze portões eu vi no céu, nas extremidades da terra, atraves do qual o
sól, a lua e estrelas, e todas as obras do céu, procedem no seu nascer e no seu
crepúsculo.
13Muitas janelas também são abertas à direita e à esquerda.
14Uma janela numa certa estação se torna extremamente
quente. Assim também estão portões dos quais as estrelas saem quando são
comandadas, e nos quais se põem de acordo com seu número.
15Eu vi igualmente as carruagens do céu, correndo no mundo acima daqueles
portões nos quais as estrelas turn, which never set. Um deles é maior de todos,
que vai ao redor de todo o mundo.
Capítulo 75
1E nas estremidades da terra eu vi doze portões abertos para todos os
ventos, dos quais eles saem e sopram sobre a terra.
2Três deles estão abertos em frente do céu, três no oeste, três no lado
direito do céu, e tres no lado esquerdo. Os tres primeiros são aqueles que
estão virados para o leste, tres estão virados para o norte, tres atrás
daqueles que estão sobre a esquerda, vidados para o sul, e tres para o oeste.
3De quatro deles saem ventos de bênção, e de cura; e de oito vêm ventos
de punição ou castigo; quando eles são enviados para destruir a terra, e o céu
acima dela, todos os seus habitantes, e e tudo o que está nas águas, ou
na terra sêca.
4O primeiro destes ventos procede do portão termed the eastern, através
do primeiro portão ao leste, o qual se inclina para o sul. Deste portão
sai destruição, drought, heat, and perdition.
5Do segundo portão, o do meio, procede igualmente equity. There issue da
chuva, frugalidade, saúde e orvalho; e do terceiro portão ao norte, vêm o frio
e a seca.
6Depois destes procedem os ventos do sul através de três principais
portões; através do seu primeiro portão, que inclina-se para o leste, vem um
vento quente.
7Mas do portão do meio vem um agradável odor, orvalho, chuva, saúde e
vida.
8Do terceiro portão, que está ao oeste, vem orvalho, chuva, ruína e
destruição.
9Depois After these estão os ventos do norte, que é chamado mar. Eles
vêm dos tres portões. O primeiro (80) portão é
aquele que está ao leste, inclinando-se ao sul; deste vem orvalho,
chuva, ruína e destuição. Direto do portão do meio vem chuva, orvalho, vida e
saúde. E fo terceiro portáo, que está ao leste, inclinando-se ao sul, vem
névoa, geada, neve, chuva, orbalho e destruição.
(80) Primeiro. Ou, "sétimo" (Knibb, p. 178).
10Depois destes, no quarto quadrante estão os ventos do
oeste. Do primeiro portão, inclinando-se ao norte, vem orvalho, chuva, geada,
fruim neve e frio; do portão do meio vem chuva, saúde e bênção;
11E do último portão, que está ao sul, vem seca, destruição, queima e
perdição.
12O informe dos doze portões dos quatro quadrantes do céi
está terminada.
13Todas as suas leis, todas as suas imposições de
punição, e a saúde produzida por eles, eu expliquei a ti, meu
filho Matusalém. (81)
(81) Matusalém. Filho de Enoque, Cp. Gen. 5:21.
Capítulo 76
1O primeiro vento é chamado oriental, porque é o primeiro.
2O segundo é chamado do sul, porque o Altíssimo desce, e freqüentemente
alí desce aquele que é abençoado para sempre.
3O vento ocidental tem o nome de diminuição, porque ali todas as
luminárias do céuestão diminuídas, e descem.
4O quarto portáo, cujo nome é do norte, é dividido em três pártes; uma
das quais é para a habitação do homem; outra parte para mares de águas, com
vales, bosques, rios, lugares sombrios, e neve, e a terceira parte contém
o paradise.
5Sete altas montanhas eu vi, mais altas do que todas as montanhas da
terra, de onde o congelamento procede; enquanto os dias, estações, e anos
apartan-se e passam.
6Sete rios eu vi sobre a terra, maiores que todos os rios, um dos quais
toma seu curso do oeste; para um grande mar suas águas fluem.
7Dois vêm do norte para o mar, suas águas fluem para o Mar da
Eritréia, (82) no leste. E com respeito aos outros quatro,
eles tomam seu curso na cavidade do norte, dois para seu mar, o mar
da Eritréia, e dois são derramados num grande mar, onde também é dito que é um
deserto.
(82) O Mar Vermelho.
8Sete grandes ilhas eu vi no mar da terra. Sete no grande mar.
Capítulo 77
1Os nome so sól são estes: um é Aryares, o outro Tomas.
2A lua tem quatro nomes. O primeiro é Asonya; o segundo, Ebla; o
terceiro, Benase; e o quarto, Erae.
3Estes são as duas grandes luminárias, cujas órbitas são como as órbitas
do céu; e as dimenções de ambos são iguais.
4Na órbita do sól há uma sétima porção de luz, a qual é adicionada àquela
que vem da lua. (83) Por medida y measure it is put in,
até a sétima porção da luz do sól é passada. Eles se põem,
entram no portão ocidentão, circulam pelo norte, e através do portão oriental
passam pela face do céu.
(83) Uma sétima porção… da lua. Ou, "sete partes
da luz que são adicionadas e ele mais do que à lua" (Knibb, p. 182).
5Quando a lua nasce, ela aparece no céu; e a metade da sétima porção de
luz é tudo o que está nela.
6Em quarenta dias toda a sua luz é completada.
7Por três quíntuplos de luz são colocados nela, até que em quinze dias sua
luz é completada, de acordo com os sinais do ano; ela tem três quíntuplos.
8A lua tem a metade de uma sétima porção.
9Durante sua diminuição no primeiro dia sua luz decresce uma décima
quarta parte; no segundo dia é diminuída uma décima terceira parte; no terceiro
dia uma décima segunda parte; no quarto dia uma décima primeira parte; no
quinto dia uma décima parte; no sexto dia uma nona parte; no sétimo dia ela
decresce uma oitava parte; no oitavo dia ela decresce uma sétima parte; no nono
dia ela decresce uma sexta parte; no décimo dia ela decresce uma quinta parte;
no décimo primeiro dia ela decresce uma quarta parte; no décimo segundo dia ela
decresce uma terceira parte; no décimo terceiro dia ela decresce uma segunda
parte; no décimo quarto dia ela decresce a metade de uma sétima parte; e no
décimo quinto dia todo o restante da sua luz é consumido.
10Nos meses declarados a lua tem vinte e nove dias.
11Ela também tem um período de vinte e oito dias.
12Uriel igualmente mostrou-me outro regulamento, quando a luz é derramada
nela vinda do sól.
13Todo o tempo em que a lua está em progresso com a sua luz, it is
poured into it na presença do sól, até que sua luz em quatorze
dias seja completada no céu.
14E quando é totalmente extinta, sua luz é consumida no céu; e no primeiro
dia ela é chamada lua nova, pois naquele dia luz é recebida nela.
15Ela torna-se precisamente completa no dia em que o sól desce no oeste,
enquanto a lua sobe à noite do leste.
16A lua então brilha toda a noite, até que o sól se levante diante dela;
quando a lua desaparece diante do sól
17De onde a luz vem para a lua, alí novamente ela decresce, até que
toda sua luz sema extinguida, e os dias da lua passam.
18Então sua órbita permanece solitária sem luz.
19Durante três meses ela efetua em trinta dias, a cada mês seu
período; e durante mais tres meses ela efetua-o em vinte e nove dias. Estes
são os tempos nos quais ela efetua seu decrécimo em seu primeiro
período, e no primeiro portão, nomeadamente, e, cento e setenta e
sete dias.
20E no tempo de seu andamento durante tres meses ela aprece trinta dias
cada, e durante mais tres meses ela aparece vinte e nove dias cada.
21À noite ela aparece a cada vinte dias como a
face de um homem, e no dia como o céu; pois ela não é nada além de sua
luz.
Capítulo 78
1E então, meu filho Matusalém, eu te mostrei tudo; e o relato de
toda ordenança das estrelas do céu está terminado.
2Ele mostrou-me todo decreto com respeito a elas, o que toma
lugar em todos os tempos e em todas as estações sob cada influência,
em todos os anos, na chegada e sob a regra de cada, durante cada mês e a
cada semana. Ele mostrou-me e tambpem o decréscimo da
lua, que é efetuada no sexto portão; pois naquele sexto portão sua luz é
consumida.
3From this é o começo do mês; e seu decréscimo é efetuado no sexto portáo
em seu período, até cento e setenta e sete dias são completados; de acordo com
o modo do cálculo pelas semanas, vinte e cinco semanas e dois dias.
4Seus períodos são menos que os do sól, de acordo com a regra das
estrelas, por cinco dias em meio ano (84) precisamente.
(84) Em meio ano. Literalmente "em um tempo"
(Laurence, p. 110).
5Quando aquela sua visível situação é completada. Assim é o aparecimento
e a semelhança de toda luminária, que Uriel, o grande anjo que as conduz,
mostrou-me.
Capítulo 79
1Naqueles dias Urieu respondeu-me e disse: Eus, eu mostrei-te todas as
coisas, óh Enoque;
2E todas as coisas eu te revelei. Você viu o sól, a lua, e aqueles que
conduzem as estrelas do céu, que ocasionam todas as suas operações, estações, e
chegadas para retorno.
3Nos dias dos pecadores os anos serão encurtados.
4Sua semente será retroagida em seu prolífico solo; e tudo o que é feito
na terra será subvertido, e desaparecem em suas estações. A chuva será
restringida, e o céu ainda permanecerá.
5Naqueles dias os frutos da terra serão tardios, e não florecerão na sua
estação; e en sua estação os frutos das árvores serão retidos.
6A lua mudará suas leis, e não será vista em seu período. Mas naqueles
dias o céu será vista; e esterilidade tomará lugar nas fornteiras das grandes
carruagens no oeste. O céu brilhará mais do que quando
iluminado por ordem da luz; enquanto muitos chefes entre as estrelas
de autoridade errarão, pervertendo seus caminhos e obras.
7Elas não aparecerão na sua estação, que lhes foi ordenada, e todas as
classes de estrelas serão fechadas contra os pecadores.
8Os pensamentos daqueles que habitam na terra transgredirão dentro deles;
e eles se perverterão em todos so seus caminhos.
9Eles transgredirão, e considerarão a si mesmos (85) deuses;
enquanto que o mal se multiplicará entre eles.
(85) A si mesmos. Ou, "eles” i.e., os chefes
entre as estrelas (vs. 6) (Knibb, p. 186).
10E castigo virá sobre eles, para que todos eles sejam destruidos.
Capítulo 80
1ele disse: Óh, Enoque, olha no livro que o céu tem gradualmente
derramado; (86) e, lendo o que está escrito nele, entenda
toda parte dele.
(86) O livro que… derramado. Ou, "o livro das
tablets do céu" (Knibb, p. 186).
2Então eu olhei em tudo o que está escrito, e entendi tudo, lendo o livro
e todas as coisas escritas nele, e entendi tudo, todas as obras do homem;
3E de todos os filhos da carne sobre a terra, durante as gerações do
mundo.
4Imediatamente depois ei vi o Senhor, o Rei da glória, o qual tem assim
para sempre formado toda a workmanship do mundo.
5E eu glorifiquei o Senhor, por conta de sua longanimidade e bênçãos para
com os filhos do mundo.
6Naquele tempo eu disse: Abençoado é o homem que morre justo e bom,
contra quem nenhuma relação de crime foi escrito, e em quem iniquidade não é
encontrada.
7Então aqueles três santos fizeram com que eu me aproximasse, e
colocaram-me na terra, diante da porta da minha casa.
8E eles disseram-me: Explica tudo a Matusalém, teu filho; e informa a
todos os teus filhos, que nenhuma carne será justificada diante do Senhor; pois
Ele é seu Criador.
9Durante um ano nós te deixaremos com teus filhos, até que tenhas novamente
retomado suas forças, para que possas instruir tua família, escreve estas
coisas e explica-as aos teus filhos. Mas em outro ano tu serás
tomado do meio deles; e seus corações serão fortalecidos; pois os eleitos shall
point out retidão para os leleitos; os justos com os justos se regozijarão,
congratulando-se uns cons ou outros, mas os pecadores com os pecadores
morrerão,
10E os pervertidos com os pervertidos serão afogados.
11Aqueles que também agiram retamente morrerão por conta das obras dos homens,
e serão reunidos por causa das obras dos iníquos.
12Naqueles dias eles terminaram de converçar comigo.
13E eu retornei para meus companheiros, abençoando o Senhor dos mundos.
Capítulo 81
1Agora, meu filho Matusalém, todas estas coisas eu te falei, e te
escrevi. A você eu revelei tudo, e te dei os livros de tudo.
2Preserve, meu filho Matusalém, os livros escritos por teu pai; para que
possas revelá-los às futuras gerações.
3Eu tenho dado a ti sabedoria, aos teus filhos e à tua posteridade, para
que eles possam revelar aos seus filhos, por gerações para sempre, esta
sabedoria em suas palavras; e para que aqueles que compreendem não duramam, mas
ouçam com seus ouvidos; para que eles possam aprender sabedoria, e sejam
considerados dignos de comer esta saldável comida.
4Abençoados são todos os justos, abençoados são todos os que andam em
retidão, nos quais crime não é encontrado,como nos pecadore, quando
todos os seus dias são contados.
5Com respeito ao progresso do sól no céu, ele entra e sai de cada portão
por trinta dias, com os líderes de milhares de estrelas; com quatro que são
adicionadas, e aparecem nos quatro quartos do ano, os quais conduzem-nos, e
acompanhnam-nos em seus quatro períodos.
6Com respeito a eles, os homens erram grandemente, e não calculam-nos nos
cálculos de cada era; pois eles grandemente erram com respeito a eles;
men os homens conhecem acuradamente o que eles são no cálculo do ano. Mas
certamente eles são marcados a menos para sempre; um noprimeiro portão, um no
terceiro, um no quarto, e um no sexto:
7Para que o ano esteja completo em trezentos e sessenta e quatro dias.
8Verdadeiramente tem sido declarado, e acuradamente tem sido calculado o
que está marcado; pois as luminárias, os meses, os períodos fixados, os anos, e
os dias, Uriel explicou a mim, e comunicou a mim; a quem o Senhor de toda
criação, por consideração de mim, ordenou, (de acordo com o poder do céu, e o
porder que ele possui tanto de dia quanto de noite) pra explicar as
leis da luz ao homem, do sol, da lua, e das estrelas, e de todo o
poder do ceu, que está voltado em suas respectivas órbitas.
9Esta é a ordenança das estrelas, que se poem em seus lugares, em suas
estações, em seus períodos, em seus dias, e em seus meses.
10Estes são os nomes daqueles que as conduzem, que vigiam e entram em suas
estações de acordo com suas ordenanças e seus períodos, em seus meses,
nos tempos de sua influência, e em suas estações.
11Quatro condutores deles entram primeiro, os quais separam os quatro
quartos do ano. Depois destes, doze contutores de suas classes, que separam os
meses e o ano em trezentos e sessenta e quatro dias, com os líderes
de mil, os quais distringuem entre os dias, tanto quanto entre os quatro
adicionais; os quais, como condutores, dividem os quatro quartos do ano.
12Estes líderes de mil estão no meio dos condutores, e aos condutores são
adicionados atraz de sua estação, e seus condutores fazem a separação. Estes
são os nomes dos condutores, os quais separam os quatro quartos do ano, os
quais são escolhidos sobre
eles: Melkel,
Helammelak,
13Meliyal, and
Narel.
14E os nomes dos que conduzem-nos são Adnarel, Jyasusal, and Jyelumeal.
15Estes são os tres que seguem os condutores das classes de
estrelas; cada um seguindo os tres condutores de classes, os quais seguem
aqueles condutores das estações, que dividem os quatro quartos do ano.
16Na primeira parte do ano levanta-se e governa Melkyas, que é chamado
Tamani, e Zahay. (87)
(87) Tamani, e Zahay. Ou, "o sol do sul"
(Knibb, p. 190).
17Todos os dias de sua influência, durante os quais ele
governa, são noventa e um dias.
18E estes são os sinais dos dias que são vistos sobre a terra. Nos dias de
sua influência há transpiração, calor e dificuldade. Todas as árvores se tornam
frutíferas; as folhas de cada árvore aparecem; o milho é colhido; a rosa e
todas as espécies de flores florecem no campo; e as árvores do inverno são
secadas.
19Estes são os nomes dos condutores que estão sob eles: Barkel, Zelsabel;
e outro condutor adicional de mil é chamado Heloyalef, os diaas de cuja
infoluência tem sido completados. O outro confutor depois deles é Helemmelek,
cujo nome eles chamam o esplêndido Zahay. (88)
(88) Zahay. Ou, "sol" (Knibb, p. 191).
20Todos os dias de sua luz são noventa e um dias.
21Estes são os sinais dos dias sobre a terra, calor e seca; enquanto as
árvores dão seus frutos, aquecidas e preparadas, e dão seus frutos para seca.
22Os rebanhos seguem e criam (89) Todos os frutos da
terra são colhidos, com tudo nos campos, e as vinhas são pisadas. Isto acontece
durante o tempo de sua influência.
(89) Seguem e criam. Acasalam e dão filhos.
23Estes são seus nomes e ordens, e os nomes dos
condutores que estão sob eles, dos que são chefes de mil: Gedaeyal, Keel, Heel.
24E o nome do líder adicional de mil é Asphael.
25Os dias de sua influência foi completado.
Capítulo 82
1E agora e te mostrei, meu filho Matusalém, toda visão que eu vi
antes de você nascer. Eu relatarei outra visão, que eu vi antes que eu fosse
casado; elas assemelham-se uma à outra.
2A primeira foi quando eu estava aprendendo de um livro; e a outra eu
estava casado com tua mãe. Eu vi uma potente visão;
3E por conta destas coisas eu supliquei ao Senhor.
4 Eu estava deitado na casa de meu avô Malalel, quando eu
vi numa visão o céu se purificando, e sendo arrebatado. (90)
(90) Purificando, e sendo arrebatado. Ou, "estava
sendo arremessado e removido" (Knibb, p. 192).
5E caindo na terra, (91) eu vi igualmente a terra
sendo absorvida por um grande ab ismo; e montanhas suspendidas sobre montanhas.
(91) e caindo na terra. Ou, "e quando ele caiu
sobre a terra" (Knibb, p. 192).
6Montanhas foram afundadas subre colinas,árvores imponentes planaram
sobre seus troncos, e estavam no ato de serem projetadas, e de serem
arremessadas para o abismo.
7Estando alarmado por estas coisas, minha voz
hezitou. (92) Eu clamei e disse: A terra é destruída.
Então meu avô Malalel levantou e disse-me: Por que clamas, meu filho? E por que
lamentas?
(92) Minha voz hezitou. Literalmente "a palavra
caiu de minha boca" (Laurence, p. 118).
8Eu relatei a ele toda a visão que eu havia visto. Ele disse-me:
Confirmado está o que tu tem visto, meu filho;
9E potente a visão do teu sonho com respeito a todo pecado secreto da
terra. Sua substância será submersa no abismo, e grande destruição acontecerá.
10Agora, meu filho, levanta; e suplica ao Senhor da glória (pois tu és
fiel), para que um remanescente possa ser deixado sobre a terra, e que ele
possa não destrui-lo totalmente. Meu filho, toda esta calamidade sobre
a terra descerá do céu; sobre a terra haverá grande destruição.
11Então eu levantei, orei, e implorei; e escrevi minha oração para as
gerações do mundo, explicando tudo ao meu filho Matusalém.
12Quando eu desci abaixo, e olhando para o céu, vi o sol vindo do leste, a
lua descendo do oeste, e algumas estrelas espalhadas, e tudo o que
Deus tem conhecido desde o princípio, eu abençoei o Senhor do julgamento, e
magnifiquei-o: porque ele tem enviado o sol dos aposentos (93) do
leste; para que, ascendendo e levantando na face do ceu, possa crescer e seguir
o caminho que foi apontado para ele.
(93) Aposentos.. Literalmente, "janelas"
(Laurence, p. 119).
Capítulo 83
1Eu elevei minhas mãos em retidão, e abençoei o santo, e o Grande. Eu
falei com o sopro da minha boca, e com a língua da carne, que Deus havia
formado para todos so filhos dos homens mortais, para que eles possam falar;
dando-lhes fôlego, boca, e língua para conversar.
2Abençoado és tu, Ó Senhor, o Rei, grande e poderoso em sua grandeza,
Senhor de toda criatura do céu, Rei dos reis, Deus de todo o mundo, cujo
reinado, e cujo reino e magestade duram para sempre e sempre.
3 De geração a geranão teu domínio existirá. Todos os céus são
teu trono para sempre, e toda a terra o escabelo de teus pés para sempre e
sempre.
4Pois tu os fêz, e sobre todos reinas. Nenhum ato excede teu poder. Com
tua sabedoria és imutável, nen do teu trono, nem de tua presença ela nunca se
desvia. Tu sabes tudas as coisas, vês e ouve-as; nada se esconde de ti; pois tu
percebes tudas as coisas.
5Os anjos de teus céus transgrediram, e em carne mortal tua ira
permanece, até o dia do grande julgamento,
6Então, Ó Deus, Senhor e poderoso Rei, eu imploro-te, e suplico-te que
respondas minha oração, para que uma posteridade me possa ser deixada na terra,
e que toda a raça humana não pereça;
7Para que a terra não seja deixada destituída, e destruição tome lugar
para sempre.
8Ó meu Senhor, que pereça da terra a raça que tem te ofendido, mas que
uma justa e reta raça estabeleças por uma posteridade (94) para
sempre. Não escondas tua face, ó Senhor, da oração do teu servo.
(94) Por uma posteridade. Literalmente "para a
plata de uma semente" (Laurence, p. 121).
Capítulo 84
1Depois disto eu vi outro sonho, e expliquei-o todo a ti, meu filho.
Enoque levantou e disse a seu filho Matusalém: A ti, meu filho, eu falarei.
Ouví minha palavra, e inclina teu ouvido ao sonho vidionário de tue pai. Antes
que eu tivesse casado com Edna, tua mãe, eu vi uma visão em minha cama; (95)
(95) Esta segunda visão de enoque parece representar em linguagem
simbólica a história completa do mundo desde o tempo de Adão até o julgamento
final e o estabelecimento do Reinado Messiânico. (Charles, p. 227).
2E ví, uma vaca crescer da terra;
3E esta vaca era branca.
4Depois disso uam heifer fêmea cresceu; e com ela outro heifer: (96) Um
deles era negro, e outro era vermelho. (97)
(96) Outro heifer. O senso parece requerer que a
passagem deve ser lida: "dois outros heifers" (Laurence, p. 121).
(97) Caim and Abel.
5O heifer negro então golpeou o vermelho, e o perseguiu sobre a terra.
6Daquele tempo em diante eu não pude ver nada mais a respeito do heifer
vermelho; mas o negro aumentou de tamanho, e uma heifer fêmea veio com ele.
7Depois disto eu ví muitas vacas procederam, reunindo-se a ele, e
seguindo após ele.
8A primeira jovem fêmea também saiu da presença da primeira vaca; e
procurou o heifer vermelho, mas não o encontrou.
9E ela lamentou com grande lamentação, enquanto ela procurava por ele.
10Então eu olhei até que aquela primeira vaca veio até
ela, e desse tempo em diante, ela se tornou silente, e cessou de lamentar.
11Depois disso ela pariu outra vaca branca.
12E novamente pariu muitas vacas e heifers negros.
13Em meu sonho eu também percebi um touro branco, o qual de igual maneira
cresceu, e se tornou yn grabde tiyri branco.
14Depois dele muitas vacas brancas vieram, se juntando a ele.
15E eles começaram a parir muitas outras vacas brancas,
que se assemelharam a eles e seguiram umas às outras.
Capítulo 85
1Novamente eu olhei atentamente, enquando dormindo, e examinei o céu
acima.
2E ví uma estrela cair do cén.
3A qual estando levantada, comeu e fugiu de entre aquelas vacas.
4Depois disso eu ví outras grandes e vacas negras; e vi
todas elas mudarem suas baias e pastagens, whroe seus jovens começam a lamentear
um com o outro. Novamente eu vi em minha visão, e examinei o céu; então vi
muitas estrelas descendo, e projetando-se do céu para onde a primeira estrela
estava,
5No meio destes jovens; enquanto as vacas estavam com eles,
alimentando-se no meio deles.
6Eu olhei e observei-os; quando olhei, eles todos agiram segundo a
maneira dos cavalos, e começaram a se aproximar das vacas novas, e todas elas
ficaram prenhes, e geraram elefantes, cameles e asnos
7Nisto todas as vacas ficaram alarmadas e apavoradas; quando elas
começaram morder com seis dentes, tragando e golpeando com seus chifres.
8Elas começaram também a devorar as vacas; e vi todos os filhos da terra
tremerem, chocados com o terror deles, e de repente fugiram.
Chapter 86
1Novamente eu percebi-os, quando eles começaram a morder e devorar um ao
outro; e a terra clamou. Então eu levantei meus olhos uma segunda vez em
direção ao céu, e vi numa visão que, eis que vieram do céu como se fosse a
semelhança de homens brancos. Um veio from thence, e três com ele.
2Aqueles três, que vieram por último, pegaram-me pela minha mão; e
ergueram-me das gerações da terra, elevaram-me a uma alta estação.
3Então eles mostraram-me uma eleveda torre na terra, enquanto todo monte
tornou-se diminuído. E eles disseram: Permanece aqui, até que perceba o que
virá sobre esses elefantes, camelos, e asnos, sobre as estrelas, e sobre as
vacas.
Capítulo 87
1Então eu olhei para um dos quatro homens brancos, que
veio primeiro.
2Ele segurou a primeira estrela que caiu do céu.
3E amarrando-a, mãos e pés, lançou-a a um vale; um vale estreito,
profundo, estupendo, e escuro.
4Então um deles puxou sua espada, e deu-a aos elefantes, camelos, e
asnos, que começaram a morder um ao outro. E toda a terra tremeu por causa
deles.
5E enquanto eu via a visão, eis, um daqueles quatro anjos que vieram,
lançado do céu, reuniu e tocou todas as grandes estrelas, cuja forma
assemelha-se parcialmente à dos cavalos; e amarrando-os todos, mãos e pés,
lançou-as nas cavidades da terra.
Capítulo 88
1Então um daqueles quatro foi para as vacas brancas, e ensinou a elas um
mistério. Enquanto as vacas estravam tremendo, ele nasceu e tornou-se um
homem, (98) e fabricou para si um grande barco. Nele ele
habitou, e tres vacas (99) habitaram com ele naquele
barco, que cobriu-os.
(98) Noé.
(99) Sem, Cam, e Jafé.
(99) Sem, Cam, e Jafé.
2Novamente eu elevei meus olhos para o céu, e vi um umponente telhado.
Acima dele havia sete cataratas, que derramavam numa certa vila muita água.
3Novamente eu olhei, e vi que haviam fontes abertas na terra naquela
grande vila.
4A água começou a ferver, e elevar-se sobre a terra; de modo que a vila
não foi vista, enquanto todo o solo foi coberto com água.
5Muita água saiu dela, escuridão, e novems. Então eu examine a altura
desta água, e ela estava elevada acima da vila.
6Ela fluiu sobre a vila, e ficou mais alta do que a terra.
7Então todas as vacas que estavam juntas lá, enquanto eu olhava para
elas, foram submersas, tragadas, e destruídass na água.
8Mas o barco flutuou sobre ela. Todas as vacas, os elefantes, os camelos,
e os anos foram afogados na terra, e todo gado. Eu não pude vê-los. Nem eles
foram capazes de fugir, mas pereceram, e afundaram no abismo.
9Novamente eu vi numa misão até aquelas cataratas foram removidas daquele
elevado telhado, e as fontes da terra se tornaram equalizadas, enquanto outros
abismos foram abertos;
10Para os quais as águas começaram a descer, até a terra seca aparecer.
11O barco pemaneceu na terra; a escuridão tretrocedeu; e se tornou em luz.
12Então a vaca branca, que se tornou num homem, saiu do barco, e tres
vacas com ele.
13Uma das três vacas era branca, assemelhando-se àquela vaca, uma delas
era vermelha como sangue; e uma delas era negra. E a vaca branca deixou-as.
14Então feras selvagens e pássaros começaram a surgir.
15De todos esses tipos diferentes reuniram-se, leões, tigres, lobos, cães,
javalis selvagens, raposas, coelhos, e o hanzar.
16O siset, o avest, o papagaio, o phonkas, e corvos.
17Então a vaca branca (100) nasceu no meio deles.
(100) Abraão.
18E eles começaram a morder um ao outro, enquanto a vaca bramca, que havia
nascido no meio deles, trouxe um asno selvagem e uma vaca branca ao mesmo tempo
e depois daquele muitos asnos selvagens. Então a vaca
branca, (101) a qual nasceu, deu uma porca negra selvagem
e um cordeiro branco. (102)
(101) Isaque.
(102) Esau e Jacó.
19Aquela porca selvagem também deu muitos suinos.
20E aquele cordeiro deu doze cordeiros. (103)
(103) Os doze patriarcas.
21Quando aqueles doze cordeiros cresceram, eles entregaram um deles (104) aos
asnos. (105)
(104) José.
(105) Os Midianitas.
22Novamente aqueles asnos entregaram aquele cordeiro aos lobos, (106)
(106) Os egípcios.
23E ele cresceu no meio deles.
24Então o Senhor trouxe as outras doze ovelhas, para que pudessem habitar
e alimentar-se com ele no meio dos lobos.
25Eles multiplicaram-se, e hove abundância de pastos para eles.
26Mas os lobos começaram a ficar amedrontados e oprimiram-nos enquanto
eles destruiam seus jovens.
27E eles deixaram seu jovem em torrentes de água profunda.
28Então as ovelhas começara, a clamar por causa de seus filhos, e fugiram
para refugiar o seu Senhor. Um, (107), entretanto, que foi
salvo, escapou e foi para os asnos selvagens.
(107) Moisés.
29Eu vi a ovelha gemendo, chorando, e implorando ao seu Senhor.
30Com todo o seu poder, até que o Senhor das ovelhas desceu à sua voz da
sua elevada habitação; foi a eles; e examinou-as.
31Ele chamou aquela ovelha que foi secretamente furtado dos lobos, e
disse-lhe para fazer os lobos entenderem que eles não deviam tocar as ovelhas.
32Então aquela ovelha foi aos lobos com a palavra do Senhor, quando outro
o encontrou, (108) e continuou com ele.
(108) Aarão.
33Ambos entraram junto na habitação dos lobos; e converçando com eles
fizeram-nos entender, que daí em diante eles não deviam tocar nas ovelhas.
34Depois disso eu percebi os lobros prevalecendo grandemente sobre as
ovelhas com toda a sua força. O rebanho clamou; e seu Senhor veio até eles.
35Ele começou a ferir os lobos, que começaram uma grave lamentação; mas as
ovelhas ficaram silentes, nem daquele tempo elas clamaram.
36Então eu olhei para elas, até elas apartarem-se dos lobos. Os olhos dos
lobros estavam cegos, os quais sairam e seguiram-nas com todo o seu poder. Mas
o Senhor das ovelhas continuou com elas, e conduziu-ass.
37Todo o seu rebanho o seguiu.
38Seu semblante ficou terível e esplêndido, e glorioso era seu aspecto.
Então os lobos começaram a seguir as ovelhas, até que eles alcançaram-nas num
certo lago de água. (109)
(109) O Mar Vermelho.
39Então aquele lago ficou dividido; a água erguendo-se em ambos os lados
diante de sua face.
40E enquanto seu Senhor estava conduzindo-as, ele colocou-se entre elas e
os lobos.
41Os lobos, entretanto não perceberam as ovelhass, mas foram no meio do
lago, seguindo-as, e correndo atraz delas no lago de água.
42Mas quando eles viram o Senhor das ovelhas, eles voltaram para fugir de
diante de sua face.
43Então a água do lago retornou, e repentinamente, de acordo com sua
natureza. Ela se tornou cheia, e levantou-se, até que cobriu os lobos. E eu vi
que todos eles que haviam seguido as ovelhas pereceram e foram afogados.
44Mas as ovelhas passaram sobre esta água, continuando para o deserto, que
estava sem água e grama. E eles começaram a abrir seus olhos e a ver.
45Então eu vi o Senhoir das ovelhass examinando-as, e dando-lhes água e
grama.
46As ovelhas já mencionadas continuavam com
elas, e conduzindo-as.
47E quando ele tinha subido ao topo de uma alta rocha, o Senhor das
ovelhas enviou-o a elas.
48Depois disso eu vi seu Senhor colocado diante delas, com um aspecto
terrível e severo.
49E quando elas viram-no, elas ficaram amedrontadas com seu semblante.
50Todas elas ficaram alarmadas, e tremeram. Elas clamaram para aquela
ovelha; e para aeuela outra ovelha que estava com ele, e o qual estava no meio
delas, dizendo: Nós somos capazes de permanecer diante do
nosso Senhor, ou de olhar para ele.
51Então aquela ovelha que os conduziu saiu, e subiu ao topo da rocha;
52Enquanto as ovelhas que restantaram começaram a ficar
cegas, e a vagar pelo caminho que ele lhes havia mostrado; mas ele não o soube.
53Seu Senhor, entretanto, estava movido de grande indignação contra eles;
e quando aquela ovelha soube o qua havia acontecido,
54Ele desceu do topo da rocha, e veio a eles, descobriu que havia muitos,
55Que se tornaram cegos;
56E tinham desviado de seu caminho. Tão logo elas viram-no, temeram, e
tremeram na sua presença;
57E ficaram desejozos de retornar ao seu rebanho,
58Então aquela ovelha, tomando consigo outra ovelha, voi àqueles que
tinham se perdido.
59E depois disso começou a matá-los. Eles ficaram aflitos ao seu
semblante. Então ele fêz com que aqueles que tinham se desviado retornassem; os
quais voltaram para seu rebanho.
60Eu igualmente vi naquela visão, que esta ovelha se tornou num homem,
construiu uma casa (110) para o Senhor do rebanho, e fêz
todos eles ficarem na casa.
(110) Uma casa. Um tabernáculo (Milik, p. 205).
61Eu vi também que aquela ovelha que procedeu a encontrar esta ovelha, seu
condutor, morreu. Eu vi também que toda grande ovelha pereceu, enquanto
que as menores subiram eu seu lugar, entraram num pasto, e aproximaram-se de um
rio de água. (111)
(111) O rio Jordão.
62Então aquela ovelha, seu condutor, que se tornou num homem, foi separado
delas, e morreu.
63Todo o rebanho procurou por ele, e clamou por ele com amarga lamentação.
64Eu vi também que eles cessaram de clamar por aquela ovelha e passaram
sobre o rio de água.
65E que lá se levantou outra ovelha, todas de quem as conduziu, (112) em
vez daqueles que foram mortos, os quais tinhampreviamente conduzido-as.
(112) Os juízes de Israel.
66Então eu vi que aquela ovelha entrou a um agradável lugar, e um
deleitável e glorioso território.
67Eu vi também que eles ficaram satisfeitos; que sua casa estava no meio
daquele deleitável território; e que algumas vezes seus olhos estavam abertos,
e que algumas vezes eles ficavam cegos; até que outra ovelha (113) levantou-se
e conduziu-as. Ele trouxe-os todos de volta; e seus olhos foram abertos.
(113) Samuel.
68Então cães, lobos, e javalis selvagens devoraram-nos, até, até novamente outra
ovelha (114) levantar, o mestre do rebanho; um deles
mesmos, um carneiro, para conduzi-los. Este carneiro começou a butt em todo
lado aqueles cães, lobos, javalis selvagens, até que todos eles pereceram.
(114) Saul.
Seus olhos, e vi o carneiro no meio deles, os quais tinham deixaram de
lado sua glória.
70E ele começou a ferir o rebanho, pisando sobre eles, e comportando-se
sem dignidade.
71Então seu Senhor enviou a antiga ovelha novamente para
uma still diferente ovelha, (115) e levantou-o para ser um
carneiro, e para conduzi-las no lugar daquela ovelha que tinha deixado de lado
sua glória.
(115) David.
72Indo então a ele, e conversando com ele só, ele levantou o carneiro, e
fêz dele um príncipe e líder do rebanho. Todo o tempo aqueles cães (116) aborreceram
a ovelha,
(116) Os Filisteus.
73O primeiro carneiro pagou respeito a este último carneiro.
74Então o último carneiro levantou e fugiu de diante de sua face. E eu vi
que aqueles cães fizeram o primeiro carneiro cair.
75Mas o último carneiro levantou, e conduziu o caneiro menor.
76Aquele carneiro também gerou muitas ovelhas, e morreu.
77Então houve uma ovelha menor, (117) um carneiro, no
lugbar dele, que tornou-se um príncipe e líder, conduzindo o rebanho.
(117) Solomão.
78E a ovelha aumentou de tamanho, e multiplicou.
79E todos os cães, lobos, e javalis selvagens temeram, e fugiram dele.
80Aquele carneiro também golpeou e matou todas as bestas feras, de modo
que eles não pudessem novamente prevalecer no meio das ovelhas, nem em nenhum
tempo arrebate-as.
81E aquela casa foi feita grande e larga; uma imponente torre sendo
construida sobre ela pelas ovelhas, para o Senhor das ovelhas.
82A casa era baixa, mas a torre era elevada e muito alta.
83Então o Senhor das ovelhas colocou-se sobre a torre, e causou uma mesa
cheia aproximar-se diante dele.
84Novamente eu vi que aquela ovelha perdeu-se, e foi para vários caminhos,
esquecendo-se daquela sua casa;
85E que seu Senhor chamou alguns entre eles, os quais ele enviou-as (118) a
eles.
(118) Os profetas.
86Mas a estes as ovelhas começaram a matar. E quando um deles foi salvo da
matança (119) ele saltou, e clamou contra aqueles que
estavam desejozos de matá-los.
(119) Elias.
87Mas o Senhor das ovelhas livrou-o das suas mãos, e o fêz subir a ele, e
permanecer com ele.
88Ele enviou muitos outros a elas, para testificar, e com lamentações para
clamar contra eles.
89Novamente eu vi, quando alguns deles esqueceram a casa do seu Senhor, e
sua torre, vagando em todos os lugares, e crescendo cegos,
90Eu vi que o Senhor das ovelhas fêz uma grande matança entre eles em suas
pastagens, até que eles clamaram a ele em consequencia da matança. Então ele
apartou-as do lugar de sua habitação, e os deixou no poder dos
leões, tigres, lobos, e das zeebt, (120) e ao poder das
raposas, e de todo animal.
(120) Zeebt. Iena. (Knibb, p. 209).
91E os animais selvagens começaram a despedaçá-los.
92Eu vi, também, que eles esqueceram a casa de seus pais, e sua torre,
dando-os todos ao poder dos leões para despedaçá-los e devorá-los; até ao poder
de todo animal.
93Então eu comecei a clamar com todo meu poder, implorando ao Senhor das
ovelhas, e mostrando-lhe como as ovelhas eram devoradas por todos
os animmais de rapina.
94Mas ele olhou em silêncio, regozijando-se de que elas fossem devoradas,
swallowed up, e carried off; e deixando-as ao poder de todo aminal por comida.
Ele chamou também setenta pastores, e designou-os ao cuidado das ovelhas,
para que eles possam cuidar delas;
95Dizendo a eles e aos seus associados: Todos vós, de agora em diante
todos vós cuideis das ovelhas, e a todos eu ordeno; fazei; e eu os entrego para
as enumerarem.
96Eu vos direi qual delas serão mortas; a estas destruís. E ele entregou
as ovelhas a eles.
97Então ele chamou a outro, e disse: Entende, e cuida de tudo o que os
pastores farão a estas ovelhas; pois muitas delas perecerão depois que eu
ordenei.
98De todo excesso e matança, que os pastores cometerão, haverá uma
conta; como, quantas pereceram pelo meu comando, e quantos eles destruiram por
sua própria cabeça.
99De toda destruição trazida por cada um dos pastores
haverá uma contagem; e de acordo com o número eu farei com que um recital seja
feito diante de mim, quantas eles destruiram por suas próprias cabeças, e
quantas eles entregaram à destruição, para que eu possa ter esse testemunho
contra eles; para que eu possa saber todos os seus procedimentos; e que,
entregandoas ovelhas a eles, eu possa ver o que eles farão; se eles
agirão como eu lhes ordenei, ou não.
100Disto, portanto, eles serão ignorantes; nem farás qualquer explanação a eles,
nem os reprovarás; mas haverá uma contagem de toda destruição feita por
eles em suas respecitivas estações. Então eles começarão a matar, e a destruir
mais do que lhes foir ordenado.
101E eles deixaram as ovelhas sob o poder dos leões, assim que muitos deles
foram devorados e engolidos pelos leões e tigres; e javalis selvagens cairam
sobre eles para depred-alos. Aquela torre eles queimaram, e derrubaram aquela
casa.
102Então eu me afligi extremamente por causa da torre, e porque a casa das
ovelhas foi derrubada.
103Nem fui, depois disso, capaz de perceber se eles entraram novamente naquela
casa.
104Os pastores igualmente, e seus associados, entregaram-nos a todos os
animais selvagens, para que os devorassem. Cada um deles em sua estação, de
acordo com seu número, foi entregue; cada um deles, um com o outro, foram
descritos num livro, como muitos deles, um com o outro, foram destruidos, num
livro.
105Mais, porém, do que foi ordenado, cada pastor matou e destruiu.
106Então eu comecei a chorar, e fiquei grandemente indignado, por causa dos
pastores.
107De igual maneira, também vi na visão aquele que escreveu, como ele
escreveu um, destruido pelos pastores, todo dia. Ele subiu, permaneceu, e
exibiu cada um de seus livros para o Senhor das ovelhas, contendo tudo o que
eles haviam feito, e tudo o que cada um deles tinha feito;
108E todos os que eles haviam entregue à destruição.
109Ele tomou o livro em suas mãos, rei-o, selou-o, e depositou-o.
110Depois disso, eu vi pastores overlooking por doze horas.
111E eis que três das ovelhas (121) separadas,
chegaram, entraram; e começaram construindo tudo o que estava caído daquela
casa.
(121) Zorobabel, Josué e Neemias.
112Mas os javalis selvagens (122) estorvaram-nos,
apesar de que eles não prevaleceram.
(122) Os Samaritanos.
113Novamente eles começaram a construir como antes, e levantaram aquela
torre que foi chamada “a torre elevada”.
114E novamente eles começaram a colocar diante da torre uma mesa, com todo
tipo de pães impuros e sujos sobre ela.
115Além disso também todas as ovelhas eram cegas, e não podiam ver, como
também eram os pastores.
116Assim elas foram entregues aos pastores para uma grande destruição, que
as pisaram sob seus pés, e devoraram-nas.
117Contudo o seu Senhor estava sielente, até que toda ovelha no campo foi
destruída. Os pastores e as ovelhas foram todos mesclados, juntos, mas eles não
salvaram-nos do poder dos animais.
118Então aquele que escreveu o livro subiu, exibiu-o e leu-o na residência
do Senhor das ovelhas. Ele pediu-lhe por eles, e orou, apontando cada ato dos
pastores, e testificando diante dele contra todos eles. Então, tomando o livro,
ele guardou-o consigo, e apartou-se.
Chapter 89
1E eu observei durante o tempo, que assim trinta e sete (123) pastores
estiveram inspecionando, todos dos quais terminaram em seus respectivos
períodos como o primeiro the first. Outros então receberam-nos em suas mãos,
para que pudessem cuidar delas em seus respectivos períodos, cada pastor em seu
próprio período.
(123) Trinta e sete. Um aparente erro para trinta
e cinco (veja verso 7). Os reis de Judá e Israel (Laurence, p. 139).
2Depois disso eu vi na visão, que todos os pássaros do céu chegaram;
águias, o viveiro, o papagaio e corvos. A água instruiu a todas.
3Elas começaram a devorar as ovelhas, a picar seus olhos, e a comer seus
corpos.
4A ovelha então clamou; pois seus corpos foram devorados pelos pássaros.
5Eu também clamei, e gemi em meu sono contra os pastores que cuidavam do
rebanho.
6E elhei, enquanto as ovelhas eram comidas pelos cães, pelas ágias e
pelos corvos. Eles não deixaram seus corpos, nem sua pele, nem seus músculos, e
smente seus ossos restaram; até seus ossos cairam sobre o chão. E a ovelha
ficou diminuída.
7Eu também observei durante o tempo, que vinte e três pastores (124) estavam
cuidando, os quais completaram seus respectivos períodos, cinqüenta e oito
períodos.
(124) Os reis da Babilônia, etc., durante e depois do cativeiro. O
número de trinta e cincoe vinte e três somam cinqënta e oito; e não
trinta e sete, como erroneamente é colocado no primeiro verso (Laurence, p.
139).
8Então pequenos cordeiros nasceram daquela ovelha branca; que começaram a
abrir seus olhos e a ver, chorando pela ovelha.
9A ovelha, porém, não clamou a eles, men ouviu o que eles lhe diziam, mas
ficou muda, cega e obstinada em maior intensidade.
10Eu vi na visão que corvos voaram sobre aqueles cordeiros;
11Que eles agarraram-nos; e que seguraram um deles, e rasgaram a ovelha em
pedaços, e os devoraram.
12Eu vi também, que chifres cresceram nos cordeiros; e que os corvos
lighted down sobre seus chifres.
13Eu vi, também, que um grande chifre brotou num animal entre as ovelhas,
e que seus olhos estavam abertos.
14Ele olhou para elas. Seus olhos estavam bem abertos; e ele clamava para
elas.
15Então o dabela (125) viu-o; todos eles correram
para ele.
(125) Dabela. O ibex, provavelmente simbolizando
Alexandre o Grande (Laurence, p. 140).
16E enquanto isso, todas as águias, os corvos e os papagaios estavam ainda
levando a ovelha, voando sobre ela, e devorando-a. A ovelha ficou em silêncio,
mas a dabela lamentou e chorou.
17Então os corvos contenderam, e lutaram com ela.
18Eles desejaram entre eles quebrar seu chifre; mas eles não prevaleceram
contra ele.
19Eu olhei para eles, até os pastores, as águias, o avest, e os papagaios
vieram.
20Os quais clamaram aos corvos para quebrar o chifre do dabela; para
contender com ele; e para matá-lo. Mas ele lutou com eles, e clamou, para que
ajuda pudesse vir a ele.
21Então eu percebi que o homem veio, o que escreveu os nomes dos pastores,
o qual subiu diante do Senhor das ovelhas.
22Ele trouxe assistentes, e fêz com que cada um o visse decendo para
ajudar o dabela.
23Eu percebi também que o Senhor das ovelhas veio a elas com ira, enquanto
todos aqueles que viram-no fugiram; todos cairam em seu tabernáculo diante de
sua face; enquanto todas as águias, os corvos, e papagaios se reuniram e
trouxeram com eles todas as ovelhas do campo.
24Todos vieram juntos, e impediram de quebrar o chifre do dabela.
25Então eu vi aquele homem que escreveu o livro à palavra do Senhor, abriu
o livro da destruição, daquela destruição com os últimos doze pastores (126) wrought;
e pointed out diante do Senhor das ovelhas, para que eles destruissem mais do
que aqueles que os precederam.
(126) Os príncipes nativos de Judá depois de sua libertação do cativeiro
sírio.
26Eu vi também que o Senhor das ovelhas veio a elas, e tomando em sua mão
o cetro de sua ira preso na terra, que se dividiu ao meio; enquanto todos os
animais e pássaros do céu caíram sobre as ovelhas, e afundaram na terra, que
fechou-se sobre eles.
27Eu vi, também, que uma grande espada foi dada às ovelhas, que saíram
contra todos os animais do campo para matá-los.
28Mas todos os animais e pássaros do céu fugiram de diante da sua face.
29E eu vi um trono erguido numa terra deleitável;
30Sobre ele assentava-se o Senhor das ovelhas, o qual recebeu todos os
livros selados;
31Os quais foram abertos diante dele.
32Então o Senhor chamou os primeiros sete brancos, e ordenou-os trazerem
diante dele a primeira de todas as estrelas, a qual precedeu as estrelas que se
assemelhavam parcialmente à forma de cavalos; a primeira estrela, que caiu
primeiro; e eles trouxeram-na diante dele.
33E ele falou ao homem que escreveu em sua presença, o qual era um dos
sete brancos, dizendo: Toma aqueles setenta pastores, aos quais eu entreguei as
ovelhas, e os quais recebendo-as mataram mais delas do que eu ordenei. Eis que,
eu vi-os todos amarrados, e m pé diante dele. Primeiro veio no julgamento das
estrelas, que sendo julgadas, e consideradas culpadas, foram para o lugar da
punição. Elas confiaram-nas a um lugar, profundo, e cheio de chamas de pilares
de fogo. Então os setenta pastores foram julgados, e considerados culpados,
foram confiados às chamas do abismo.
34Neste tempo igualmente eu vi, que o abismo estava assim aberto no meio
da terra, que estava cheia de fogo.
3E a ela foram trazidas as ovelhas cegas; as quais sendo julgadas, e consideradas
culpadas, foram todas confiadas àquele abismo de fogo na terra, e queimaram.
36O abismo ficava à direita daquela casa.
37E eu vi as ovelhas queimando, e seus ossos sendo consumidos.
38Eu fiquei olhando-o imergir aquela antiga casa, enquanto eles trouxeram
seus pilares, cada planta nela, e o marfim infolding it. Eles trouxeram-no para
fora, e depositaram-no no lugar ao lado direito da terra.
39Eu também vi, que o Senhor das ovelhas produziu uma nova casa, grande e
mais elevada do que a anterior, a qual ele ligou com o antigo lugar circular.
Todos os seus pilares eram novos, e seu mármore novo, também mais abundante do
que o antigo mármore, que ele havia trazido.
40E enquanto todas as ovelhas que foram deixadas no meio dela, todos os
animais da terra, e todas as aves do céu, prostraram-se e adoraram-no,
implorando a ele, e obedecendo-o em tudo.
41Então aqueles três, que estavam vestidos de brando, e os quais,
segurando-me pela minha mão, tinham antes me feito subir, enquando a mão
daquele que falava comigo me segurava; e colocava-me no meio das ovelhas, antes
que o julgamento acontecesse.
42A ovelha era toda branca, com lã longa e pura. Então todas as que tinham
perecido, e tinham sido destruídos, todo animal do campo, e toda ave do céu,
reuniram-se naquela cas: enquanto o Senhor das ovelhas regozijou-se com grande
alegria, porque todas estavam bem, e tinham voltado novamente para sua
habitação.
43E eu vi que elas abaixaram a espada que havia sido dada às ovelhas, e
retornou à sua casa, selando-a na presença do Senhor.
44Todas as ovelhas haviam sido fechadas naquela casa, tinha sido capaz de
contê-las; e os olhos de todas foram abertos, contemplanto o Bondozo; não hove
enter elas quem não o viu.
45Eu igualmene percebi que a casa era grande, larga e extremamente cheia.
Eu vi também, que a vaca braanca havia nascido, cujos chifres eram grandes; e
que todos os animais do campo, e todas as aves do céu, estavam alarmadas com
ele, e imploraram a ele todas as vezes.
46Então eu vi que a natureza deles foi mudada, e que eles se tornaram
vacas brancas;
47E que o primeiro, o qual estava no meio deles, falou, quando aquela
palavra tornou-se (127) um grande aminal, sobre cuja
cabeça havia grandes chifres negros;
(127) Falou, quando aquela palavra. Ou "era um
touro selvagem, e aquele touro selvagem era…" (Knibb, p. 216).
48Enquanto o Senhor das ovelhas regozijou-se por causa delas, e de todas
as vacas.
49Eu caí no meio deles: Eu acordei; e vi o todo. Esta é a visão que eu vi,
descendo e despertando. Então eu abençoei o Senhor da justiça, e dei glória a
Ele.
50Depois disso eu chorei abundantemente, não cessaram minhas lágrimas, de
modo que eu tornei-me incapaz de suportá-lo. Enquanto eu estava olhando, eles
fluíram por causa do que eu vi; pois tudo estava vindo e indo; cada
circunstância individual com respeito à conduta da humanidade que estava sendo
vista por mim.
51Naquela noite eu relembrei meus sonhos anteriores; e então chorei e me
afligi, por causa do que eu tinha visto na visão.
Capítulo 90
1E agora, meu filho Matusalém, chama para mim todos os teus irmãos, e
reúne para mim todos os filhos de tua mãe; pois uma voz me chama, e o espírito
está colocado sobre mim para que eu possa mostrar-te tudo o que te acontecerá
para sempre.
2Então Matusalém foi, chamou-lhes todos de os seus irmãos, e reuniu seus
filhos.
3E conversando com todos seus filhos na verdade,
4Enoque disse: Ouve, meu filho, toda palavra de teu pai, e escuta com honrradez
a voz da minha boca; pois eu gostaria de obter tua atenção, enquanto me dirijo
a ti. Meu amado, estejas ligaro à integridade, e anda nela.
5Não te aproximes da integridade com um coração duplo; nem te associes a
homens com mente dupla: mas anda, meu filho, em retidão, a qual te conduzurá em
bons caminhos; e seja a verdade a tua companhia.
6Pois eu sei , que opressão existirá e prevalecerá na terra; que no fim
grande punição na terra acontecerá; e que haverá uma consumação de toda
iniquidade, que será cortada com suas raízes, e toda estrutura que levantou-se passará.
Iniquidade, entretanto, será renovada novamente, e consumida na terra. Todo ato
de crime, e todo ato de opressão e impiedade serão abraçados uma segunda vêz.
7Quando então a iniquidade, pecado, blafêmia, tirania, e toda má obra,
aumentar, e quando transgreção, impiedade, impureza também aumentar, então
sobre eles toda grande punição será infligida desde o céu.
8O santo Senhor irá em ira, e sobre eles toda grande punição do céu será
infligida.
9O santo Senhor sairá em ira, e com punição, para que possa executar
julgamento sobre a terra.
10Naqueles dias opressão será cortada em suas raízes, e iniquidade com
fraude será erradicada, perecendo de sob o céu.
11Todo lugar de força (128) será rodeado com seus
habitantes; com fogo ele será queimado. Eles serão trazidos de toda parte da
terra, e serão lançados num julgamento de fogo. Eles perecerão em ira, e por um
julgamento dominando-os para sempre.
(128) Todo lugar de força. Ou, "todos os ídolos
das nações" (Knibb, p. 218).
12Retidão se levantará do descanço; e sabedoria se levantará, e conferida
sobre eles.
13Então as raízes da iniquidade serão cortadas; pecadores perecerão pela
espada; e blasfemadores serão aniquilados em todos os lugares.
14Aqueles que meditam opressão, e aqueles que blasfemam, pela espada
perecerão.
15E agora, meu filho, eu descreverei e mostrarei a ti o caminho da retidão
e o caminho da opressão.
16Eu novamente os apontarei para ti, para que possas saber o que está por
vir.
17Ouvi agora, meu filho, e anda no caminho da retidão, mas evita aquele da
opressão; pois todo o que anda no caminho da iniquidade perecerá para sempre.
Capítulo 91
1Aquilo que foi escrito por Enoque. Ele escreveu toda esta instrução de
sabedoria para todo homem de dignidade, e todo juiz da terra; para todos os
meus filhos que habitarão sobre a terra, e para subsequentes gerações,
conduzindo-se elevada e pacificamente.
2Não deixes que teu espírito seja afligido por causa dos tempos; pois o
santo, o Grande, prescreveu um período para tudo.
3Deixe que os homens justos se levantem do sonho, deixe-os levantar, e
prossiga no caminho da retidão, em todos os seus caminhos; e deixa-os avançar
em bondade e eterna clemência. Misericórdia será mostrada aos homens justos;
sobre eles serão conferidos intetridade e poder para sempre. Em bondade e
retidão eles existiráo, andarão em eterna luz; mas pecado perecerá em eterna
escuridão, nem será vista daquele tempo em diante eternamente.
Capítulo 92
1Depois disto, Enoque começou a falar sobre um livro.
2E Enoque disse: Concernente aos filhos da retidão, concernente aos
eleitos do mundo, e concernente à semente da retidão e integridade.
3Concernente a estas coisas eu falei, e estas coisas e
explicarei a ti, meu filho: e que sou Enoque. Em
consequência daquilo que me foi mostrado, de minha visão eterna e da voz dos santos
anjos (129) eu tenho adquirido conhecimento; e da mesa do
céu eu adquiri entendimento.
(129) Santos anjos. Num texto de Qumran, lê-se
"Guardiões e Santos", denotando claramente Guardiões celestiais que
não cairam com os iníquos (Milik, p. 264). Veja também Dan. 4:13, "um
guardião e um santo desceu do céu"; 4:17, "guardiões, e…
santos."
4Enoque então começou a falar de um livro, e disse: Eu nasci o sétimo na
primeira semana, enquanto julgamento e retidão esperavam com pasciência.
5Mas depois de mim, na segunda semana, grande iniquidade se levantou, e
fraude espalhou-se.
6Naquela semana o fim do primeiro acontecerá, na qual a humanidade será
salva. (130)
(130) Humanidade será salva. Or, "o homen será
salvo" (Knibb, p. 224).
7Mas quando o primeiro é completado, iniquidade
crescerá; e durante a segunda semana ele executará o
decreto (131) sobre os pecadores.
(131) O Dilúvio depois do primeiro (no meio do segundo) Milênio (2500
B.C.).
8Depois disso, na terceira semana, durante sua conclusão, o homem (132) da
planta dos justos julgamentos será selecionada; e depois dele a Planta (133) da
retidão virá para sempre.
(132) O Rei Davi no fim do terceiro Milenio (1000 B.C.), (133) O Messias
no fim do quarto Milenio (4 B.C. to 30 A.D.).
9Subsequentemente, na quarta semana, durante sua conclusão, a visão dos
santos e dos justos será vista, a ordem de geração após geração tomará
lugar, uma habitação será feita para eles. Então na quinta semana,
durante sua conclusão, a casa da glória e da dominação (134) será
erigida para sempre.
(134) O estabelecimento (30 A.D.) e construção da Igreja através do
quinto (e do sexto) Millenio.
10Depois disso, na sexta semana, todos aqueles que existirem nele serão
escurecidos, os corações de todos eles estarão esquecidos da sabedoria, e nele
um Homem (135) se levantará e virá.
(135) O Messias no fim do sexto Milênio.
11E durante sua conclusão Ele queirará a casa do domínio com fogo, e toda
a raça da raiz eleita será dispersa. (136)
(136) A destruição de Jerusalém e o desembolso daqueles que habitam
naquela terra no fim do sexto (e no começo do sétimo) Milênio.
12Depois disso, na sétima semana, uma geração perversa se levantará;
abundantes serão seus feitos, e todos os seus feitos perversos. Durante sua
conclusão, os justos serão selecionados dentre a eterna semente da justiça
eterna; e a eles será dado o sevenfold da doutrina de sua criação.
13Depois haverá outra semana, a oitava, (137) da
retidão, para a qual será dada uma espada para executar julgamento e justiça
sobre todos os opressores.
(137) O começo do oitavo Milênio.
14Os pecadores serão entregues nas mãos dos justos, os quais durante sua
conclusão adquirirão habitações para sua retidão; e a casa do grande Rei será
estabelecida para celebrações para sempre. Depois disso, na nona semana, o
julmento da retidão será revelado para todo o mundo.
15Toda obra de maldade desaparecerá de toda terra; o mundo será marcado
para a destruição; e todos os homens estarão atentos ao caminho da integridade.
16E depois disso, no sédimo dia da décima semana, haverá um eterno
julgamento, que será executado sobre os Sentinelas; e um eterno céu espaçoso
brotará no meio dos anjos.
17O antigo céu se apartará e passará; um novo céu aparecerá; e os poderes
celestiais brilharão com esplendor para sempre. Depois, igualmente haverá
muitas semanas, que existirão em extrema bondade e retidão.
18O pecado nem será nomeado lá para sempre e sempre.
19Quem haverá lá, de todos os filhos dos homens, capaz de ouvir a voz do
Santo sem emoção?
20Quem haverá, capaz de pensar seus próprios pensamentos? Quem será capaz
de contemplar toda a obra do céu? Quem, de compreender os feitos do céu?
21Ele poderá ver sua animação, mas não seu espírito. Ele pode ser capaz de
conversar la respeito dele, mas não de suber a ele. Ele
poderá ver todas as fronteiras destas coisas, e meditar sobare elas; mas ele
não pode fazer nada iguais a elas.
22Qual, de todos os homens, é capaz de entender a largura e o comprimento
da terra?
23Por quem tem sido visto as dimenções de todas estas coisas? Todo homem
que é capaz de compreender a extenção do céu; qual é a sua elevação, e pelo que
ele é apoiado?
24Quais são os números das estrelas; e onde todas as luminárias ficam no
descanso?
Capítulo 93
1E agora me deixe exortar-te, meu filho, a amar a retidão e a andar nela;
pois os caminhos da retidão são dignos de aceitação; mas os caminhos da
iniquidade repentinamente falharão, e serão diminuídos.
2Aos homens de note em sua geração os caminhos da opressão e morte são
revelados; mas eles se mantêm longe dele.
3Agora, também, deixe-me exortar aqueles que são justos,
para que não andem nos caminhos do mal e da opressão, nem nos caminhos da
morte. Não se apreximem deles, para que não pereças, mas; mas deseja,
4E escolhei para vós mesmos a retidão, e boa vida.
5Andai nos caminhos da paz, para que vavais, e sejais encontrados dignos.
Retenhais minhas palavras em vossos pensamentos secretos, e não obliterate-os
de vossos corações; pois eu sei que os pecadores aconselham os homens a cometer
crime astuciosamente. Eles não se concontram em todo lugar, nem todo conselho
prossui um pouco deles.
6Ai daqueles que constroem iniquidade e opressão, e lançam o fundamento
da fraude; pois repentinamente eles são subvertidos, e nunca obtêm paz.
7Ai daqueles que constroem suas casas de crime; pois de suas próprias
fundações suas casas serão demolidas, e pela espada eles mesmos cairão.
Aqueles, também, que adquirem ouro e prata, justamente e rependinamente
perecerão. Ai de ti, que és rico, pois em tua requeza confiaste; mas seris
removidos de tuas requezas, porque não te lembraste do Altíssimo nos dias de
tua prosperidade.
8Tu tens cometido blasfêmia e iniquidade, e estás destinado ao dia da
efusão de sangue, ao dia da escuridão, e ao dia do grande julgamento.
9Isto eu declaro a aponto a ti, que aquele que te criou te destruirá.
10Quando tu caires, ele não te mostrará misericórdia; mas teu Criator se
regozijará em tua destruição.
11Deixem aqueles, então, que serão retos entre vós naqueles dias, detestem
os pecadores, e os mundanos.
Capítulo 94
1Oh que meus olhos estejam nublados de água, que eu, para que eu possa
chorar sobre ti, e derramar minhas lágrimas como um rio, e descançar da
tristeza do meu coração!
2Quem te permitiu irar e transgredir? Julgamentote surpreenderá, ó
pecadores.
3Os justos não temerão os iníquos; porque Deus os trará novamente com seu
poder, para que possa vingar-se deles de acordo com seu prazer.
4Ai de vós que estarão tão presos por execrações, para que não possais
ser soltos delas; o remedio estando longe de ser removido de ti por causa dos
teus pecados. Ai de vós que recompensam vossos vizinhos com o mal; pois sereis
recompensados de acordo com vossas obras.
5Ai de vós, falsas testemunhas, vós que provocais e agravais a
iniquidade; pois perecereis repentinamente.
6Ai de vós, pecadores, pois rejeitais os jutsos; pois recebeis ou
rejeitareis por prazer aqueles que cometem iniquidade; e seu jugo prevalecerá
sobre vós.
Capítulo 95
1Aguardai em esperança, vós justos; pois os pecadores perecerão diante de
vós, e exercereis domínio osbre eles, de acordo com vosso prazer.
2No dia dos sofrimentos dos pecadores vossa descendência será alçada, e
elevada como águias. Vossos ninhos serão mais exaltados do que os da avest; tu
subirás, e entrarás nas cavidades da terra, e fendas das rochas para sempre,
como os conies, da vista dos mundanos;
3Os quais gemerão sobre vós, e chorarão como as sirenes.
4Tu não temerás aqueles que te aborrecem; pois a restauração será tua; a
esplêndida luz brilhará ao redor de ti, e a vóz da tranquilidade será ouvida do
céu. Ai de vós, pecadores; pois vossa riqueza vos faz assemelhar aos santos,
mas vossos corações vos reprovam, sabendo que sois pecadores.
Vossas palavras testificarão contra vós, como lembrança do crime.
5Ai de vós que se alimentam sobre a glória do milho, e bebem da força da
mais profunda fonte, e no orgulho do seu poder pisam nos
humildes.
6Ai de vós que tomam água por deleite; pois repentinamente sereis
recompensados, consumidos, e murchareis, porque esquecestes da fundação da
vida.
7Ai de vós que agem iniquamente, fraudulosamente, e em blasfêmia; lá
haverá uma lembrança contra vós por mal.
8Ai de vós, poderosos, que com poder ferem a justiça, pois o dia de vossa
destruição virá; emquanto maquele mesmo tempo muitos e bons
dias será a porção dos justos, mesmo mo tempo do vosso
julgamento.
Capítulo 96
1Os justos estão confiantes que os pecadores serão desgraçados, e perecem
no dia da iniquidade.
2/vós estareis cônscios dele; pois o Altíssimo vos lembrará de vossa
destruição, e os anjos regozijarão sobre ela. O que farão os pecadores? E para
onde fugireis no dia do julgamento, quando ouvireis as palavras da oração dos
justos?
3Vós não sereis iguais àqueles que a esse respeito testemunham contra
vós; vós sois associados a pecadores.
4Naqueles dias as orações dos justos virá diante do Senhor. Quando o dia
do vosso julgamento chegará; e toda circunstância de vossa iniquidade será
relatada diante do Grande e do Santo.
5Vossas faces se cobrirão de vergonha; enquanto todo feito, fortalecido
pelo crime, será rejeitado.
6Ai de vós, pecadores, que no meio do mar, e na terra seca, são aqueles
contra quem um mau testemunho existe. Ai de vós que desperdiçam prata e ouro,
não obtidos em retidão, e dizem: Somos ricos, possuimos abundância, e temos
adquirido tudo o que desejamos.
7Então faremos tudo o que estivermos dispostos a fazer, pois amontoaremos
prata; nossos celeiros estarão repletos, e os chefes de nossas famílias seráo
como água transbordante.
8Como água a falsidade passará; pois tua riqueza não será permanente, mas
repentinamente ascenderá de ti, porque toda ela tua a obtiveste iniquamente, e
serás entregue à extrema maldição.
9E agora eu te juro, crafty, as well as simple ones; para que tu,
freqüentemente contemplando a terra, vós que sois homens vos vestis mais
elegantemente que as mulheres casadas, e ambos, juntos, muito mais do que as
solteiras, (138) em todos os lugares adornando-vos em
majestade, em magnificiência, em autoridade, e em prata: mas ouro, púrpura,
honra, e saúde, riqueza, como a água, fluirá.
(138) Mais elegantemente que as mulheres casadas… as solteiras. Ou,
"mais do que uma mulher e mais colorido (as vestimentas) que uma
moça…" (Knibb, p. 230).
10Erudição, portanto, e sabedoria, não serão vossas. Assim eles perecerão,
junto com suas riquezas, com toda a sua glória, e com suas honras;
11Enquanto com desgraça, com matança, e em extrema penúria, seus espíritos
serão confiados à fornalha de fogo.
12Eu jurei a vós, pecadores, que nem montanha, nem colina foram ou serão
serviçais (139) da mulher.
(139) Serviçal. Literalmente, "um servo".
Talvez os abastecendo com tesouros para ornamentos (Laurence, p. 159).
13Nem dessa maneira o crime foi enviado a vós sobre a terra, mas os homens
de sua própria cabeça o inventaram; e aqueles que a ele deram eficiência, serão
grandemente execrados.
14Gravidêz não será previamente infligida à mulher; mas
por causa das obras de suas mãos, elas morrerão sem filhos.
15Eu jurei a vós, pecadores, pelo Santo e pelo Grande, que todas as vossas
más obras serão divulgados nos céus; e que nenhum de vossos atos opressivos
serão escondidos e secretos.
16Não penseis em vossas mentes, nem digais em vossos corações, que todo
crime não é manifestado e visto. No céu ele é diariamente escrito diante do
Altíssimo. De agora em diante ele será manifestado; pois todo ato de opressão
que vós cometerdes será será diariamente registrado, até o momento da vossa
condenação.
17Ai de vós, ingênuos, pois perecereis na vossa simplicidade. Ao sábio não
ouvireis, e aquilo que é bom, não obtereis.
18Agora, portanto, saibais que estais destinados ao dia da destruição; nem
a esperança daqueles pecadores, viverá; mas com o passar do tempo morrereis;
pois não sereis marcados para a redenção;
19Mas são destinados para o dia do grande julgamento, para o dia de
aflição, e a extrema ognominia de vossas almas.
20Ai de vós, obstinados de coração, que cometeis crimes, e vos alimentais
de sangue. De onde é que vos alimenteis de coisas boas, bebeis
e estais satisfeitos? Não é porque nosso Senhor, o Altíssimo, tem suprido
abundantemente toda boa coisa sobre a terra? A vós lá não haverá paz.
21Ai de vós que amam os atos de iniquidade. Por que esperais por aquilo
que é bom? Sabei que sereis entregues nas mãos dos justos; os quais cortarão
vossos pescoços, vos matarão, e não vos mostrarão compaixão.
22Ai de vós que vos regozijais no sofrimento dos íntegros; pois uma
sepultura não será cavada para vós.
23Ai de vós que frustrais a palavra dos justos; pois para vós não haverá
esperança de vida.
24Ai de vós que escreveis palavra de falsidade, e palavra de iniquidade;
pois vossas falsidades eles lembrarão, para que eles possam ouvir e não
esquecer folly.
25A eles não haverá paz; mas eles por certo morrerão repentinamente.
Capítulo 97
1Ai daqueles que agem impiamente, que louvam e honrram a palavra de
falsidade. Vós tendes sucumbido na perdição; e nunca tendes levado uma vida
virtuosa.
2Ai de vós que mudado as palavras de integridade. Eles transgridem contra
o eterno decreto; (140)
(140) Eles transgridem… o eterno decreto. Ou,
"eles distorcem a lei eterna" (Knibb, p. 232).
3E fazem com que as cabeças daqueles que não são pecadores sejam pisadas
sobre a terra.
4Naqueles dias vós, justos, terão sido julgados dignos de ter vossas
orações elevadas em lembrança; e as depositarão em testimunho diante dos anjos,
para que eles possam registrar os pecados dos pecadores na presença do
Altíssimo.
5Naqueles dias as nações estarão subvertidas; mas as famílias das nações
se levantarão novamente no dia da perdição.
6Naqueles dias aquelas que estiverem grávidas sairão, levarão seus
filhos, e os abandonarão. Seus filhos fugirão delas, e enquanto amamentam-nos
eles as esquecerão; eles nunca retornarão a elas, e elas nunca instruirão seus
bem amados.
7Novamente eu juro a vós, pecadores, que crimes têm sido preparados
para o dia de sangue, que nunca cessam.
8Eles adorarão às pedras, e ao ouro gravado, à prata, e às imagens de
madeira. Eles adorarão espíritos impuros, demônios, e todo ídolo, nos templos;
mas nenhuma ajuda será obtida por eles. Seus corações se tornarão ímpios por
causa de sua loucura, e seus olhos estarão cegos com superstição mental. (141) Em
seus sonhos visionários eles serão ímpios e supersticiosos, mentindo em todas
as suas ações, e adorando uma pedra. Eles perecerão completamente.
(141) Superstição mental. Literalmente, "com o
temor de seus corações" (Laurence, p. 162).
9Mas naqueles dias eles serão abençoados, a quem a palavra de sabedoria é
entregue; o qual aponta e procura o caminho do Altíssimo; o qual anda no
caminho da retidção, e não age impiamente com os ímpios.
10Eles serão salvos.
11Ai de vós que expandem o crime de vossos vizinhos; pois no inferno
sereis mortos.
12Ai de vós que lançam a fundação do pecado e enganam, e sois amorgos na
terra; pois nela sereis consumidos.
13Ai de vós que constroem casas pelo labor dos outros, cada parte da qual
é construida com tijolos e com a pedra do crime; Eu digo-vos que não obtereis
paz.
14Ai de vós que desprezais a prorrogação da eterna herança de vossos pais,
enquanto vossas alvas seguem atráz dos ídolos; pois para vós não haverá
tranquilidade.
15Ai daqueles que cometem iniquidade, e dá ajuda à blasfêmia; que matam
seus vizinhos até o dia do grande julgamento; pois vossa glória cairá;
malevolência Ele colocorá em vossos corações, e o espírito de ira vos incitará;
para que cada um de vós peraça pela espada
16Então os justos e os santos relembrarão vossos crimes.
Capítulo 98
1Naqueles dias os pais serão derrubados com seus filhos na presença uns
dos outros; e os irmãos com seus irmãos cairão mortos: até que um rio fluirá de
seu sangue.
2 Pois um homem não conterá sua mão de seu filho, nem dos filhos dos
seus filhos; sua misericórdia estará em matá-los.
3O pecador não conterá sua mão de seu irmão honrado. Desde o nascer do
dia até o por do sol a matança continuará. O cavalo caminhará com dificuldade
até à altura do seu peito, e a carruagem afundará até seu eixo no sangue dos
pecadores.
Capítulo 99
1Naqueles dias os anjos descerão aos lugares de esconderijo, e reunirão
em um lugar todos os que tem ajudado no crime.
2Naquele dia o Altíssimo se levantará para executar o grande julgamento
sobre todos os pecadores, e para confiar a guarda de todos os justos e santos
aos santos anjos, para que eles protejam-nos como à menina do olho, até que
todo mal e todo crime seja aniquilado.
3Se os justos dormirem em segurança, ou não, homens sábios então
verdadeiramente perceberão.
4E os filhos da terra entenderão toda palavra daquele livro, sabendo que
suas riquezas não posem salvá-los da ruína de seus crimes.
5Ai de vós, pecadores, quando sereis afligidos por causa dos justos
naquele dia da grande tribulação; sereis queimados no fogo; e recompensados de
acordo com vossas obras.
6Ai de vós, perverços de coração, que estais cuidando para obter um
acurado conhecimento do mal, e para descobrir terrores. Ninguém vos ajudará.
7Ai de vós, pecadores; pois com as palavras de vossas bocas, e com a obra
de vossas mãos, tendes agido impiamente; na chama de um fogo ardente sereis
queimados.
8E agora sabei, que os anjos no céu inquirirão pela vossa conduta; do
céu, da lua, e das estrelas, e eles inquirirão a respeito dos
vossos pecados; pois sobre a terra vós exerceitareis jurisdição sobre os
justos.
9Cada nuvem prestará testemunho contra vós, a neve, o orvalho, e a chuva;
pois todos eles vos serão negados, para que não desçam sobre vós, nem se
tornem subservientes aos vossos crimes.
10Agora então trazei presentes de saldação à chuva; para que, não sendo
retida, ela possa descer sobre vós; e ao orvalho, se ele tiver recebido de vós
ouro e prata. Mas quando a geada, a neve, o frio, todo vento nevado, e cada
sofrimento que pertence a eles, cair sobre vós, naqueles dias sereis totalmente
incapazes de permanecer diante deles.
Capítulo 100
1Considerai atentamente o céu, todos vós progênie do céu, e todas as
obras do Altíssimo; temei-o, e não vos conduzais pecaminosamente diante dele.
2Se Ele fechar as janelas do céu, retendo a chuva e o orvalho, para que
não desçam sobre a terra por causa de vós, o que fareis?
3E se Ele enviar ira sobre vós, e sobre todas as vossas obras, não sereis
vós que podeis suplicar-lhe; vós que pronunciastes contra sua retidão,
linguagem orgulhosa e potente. Para vós não haverá paz.
4Vós não vedes os comandantes dos navios, como seus barcos são
arremessados contra as ondas, tornados em pedaços pelos ventos, e expostos aos
maiores perigos?
5Que eles, portanto tremam, porque toda sua propriedade está embarcada
com eles no oceano; e que eles reprimam o mal em seus corações, porque ele pode
engolí-los, e eles podem perecer nele?
6Não é todo o mar, todas as suas águas e todo a sua comoção, obra dele, o
Altíssimo; dele que selou todas as suas extenções, e cingiu-o em todo lado com
areia?
7À sua reprovação, não é ele secado, e alarmado; enquanto todos os seus
peixes com tudo o que está contido nele morre? E vós, pecadore, que estão sobre
a terra, não O temerão? Não é Ele o criador do céu e da terra, e de todas as
coisas que neles estão?
8E quem deu erudição e sabedoria a tudo o que se move e progride sobre a
terra, e e sob o mar?
9Não ficam os comandantes do navio aterrorizados no oceano? E não ficarão
aterrorizados os pecadores diante do Altíssimo?
(Capítulo 101 não)
Capítulo 102
1Naqueles dias, quando Ele lançar a calamidade do fogo sobre vós, para
onde fugireis, e onde estareis a salvo?
2E quando Ele enviar sua palavra contra vós, não sereis polpados, e
aterrorizados?
3Todas as luminárias estão agitadas com grande temor; e toda a terra é
poupada, enquanto elas tremem, e sofrem ansiedade.
4Todos os anjos cumprem os mandamentos que receberam dele, e estão
desejozos de se esconder da presença da Sua grande glória; enquanto as crianças
da terra estão alarmadas e angustiadas.
5Mas vós, pecadores, sereis amaldiçoados para sempre; para vós não haverá
paz.
6Não temai, alma dos justos; mas esperai com paciência pelo dia vossa
morte em retidão. Não vos aflijais porque vossas almas descem em grande
sofrimento, com gemido, lamentação, tristeza, para o receptáculo dos mortos. No
tempo da vossa vida vossos corpos não receberam a recompensa na proporção da
vossa bondade, mas no período da vossa existência os pecadores existiram; no
período da execração e da punição.
7E quando tu morreres, os pecadores dirão com respeito a ti: Como nós
morremos, os justos morrem. Que proveito têm em suas obras? Eis que, igual a
nós, eles expiram em tristeza e em escuridão. Que vantagem eles têm sobre nós?
De hoje em diante nós somos iguais. O que haverá dentro do seu alcance, e
diante de seus olhos para sempre? Pois eis que eles estão mortos; e nunca verão
a luz novamente. Eu vos digo, pecadores: Vós tendes estado satisfeitos com
carne e bebida, com pilhagem humana e rapina, com pecado, com aquisição de
riqueza e com a visão de bons dias. Não tendes observado os justos, como o seu
fim é em paz? Pois nenhuma opressão é encontrada neles, mesmo no dia da sua
morte. Eles perecem, como se não existissem, enquanto suas almas descem em
tristeza ao receptáculo dos mortos.
Capítulo 103
1Mas agora Eu juro vós, justos, pela grandeza de seu esplendor e de sua
glória; por seu ilustre reino e por sua majestade, a vós Eu juro, que eu
compreendo este misterio; que Eu leio a tábua do céu, tenho visto o registro
dos santos, e tenho descoberto o que está escrito e impresso concernemte a vós.
2Eu tenho visto que toda bondade, alegria e glória têm sido preparada para vós, e
tem sido escrito pelos espíritos daqueles que morrem eminentemente justos e
bons. A vós será dado em retorno pelas vossas aflições; e vossa porção de
alegria excederá em muito a porção dos vivos.
3Os espíritos dos que morreram em retidão existirão e se regozijarão.
Vossos espíritos exultarão; e vossa lembrança estará diante da face do Poderoso
de geração em geração. Eles então não temerão a desgraça.
4Ai de vós, pecadores, quando morrerdes em vossos pecados; e aqueles, que
são iguais a vós, dirão com respeito a vós: Abençoados são estes pecadores.
Eles viveram todo o seu período; e agora morrem em alegria e em abundância.
Angústia e matança eles não conheceram enquanto viviam; em honrra eles morrem;
nunca em sua vida o julgamento os surpreendeu.
5Mas, não tem sido mostrado a eles que, quando suas
almas descerem ao receptáculo dos mortos, suas más obras se tornarão seu grande
tormento? Em escuridão, em armadilha, e em chama, que quqimará até o grande
julgamento, seus espíritos entrarão; e o grande julgamento tomará efeito para
sempre e sempre.
6Ai de vós; pois para vós não haverá paz. Nem podereis dizer aos justos e
aos bons que vivem: Nos dias da nossa aflição nós fomos afligidos; todo tipo
de tristeza nós vimos, e muitas coisas más nós temos sofrido.
7Nossos espíritos têm sido consumidos e diminuídos.
8Nós temos perecido; nem tem havido uma possibilidade de ajuda para nós
em palavra ou em obra; nós: não temos encontrado, mas temos sido atormentados e
destruídos.
9Nós não temos esperado viver dia após dia.
10Nós esperamos certamente, ter sido a cabeça;
11Mas temos nos tornado a cauda. Nós temos sido afligidos, quando temos
nos esforçados; mas temos sido devorados pelos pecadores e mundanos; seu jugo
tem sido pesado sobre nós.
12Eles tem exercido domínio sobre nós, a quem eles detestam, e nos
aferroam; e aqueles que nos odeiam tem humilhado nosso pescoço; e eles não têm
mostrado compaixão para conosco.
13Nós temos desejado escapar deles, para que possamos fugir e descançar;
mas não temos encontrado lugar para onde possamos fugir, e estar seguros deles.
Nós stemos procurado um asiso com os príncipes en nossa angústia, e temos
clamado àqueles que estão nos devorando; mas nosso clamor não tem sido
considerado, nem estão eles dispostos a vouvir nossa vóz;
14Mas antes, eles ajudam aqueles que saqueiam e nos devoram; aqueles que
nos diminuem, e escondem sua opressão; os quais removem seu jugo de sobre nós,
mas devoram, nos enfraquecem e nos matam; os quais escondem a matança, e não
lembram que tem levantado suas mãos contra nós.
Capítulo 104
1Eu juro a vós, justos, que no céu os anjos registram vossa bondade
diante da glória do Poderoso.
2Esperai com pasciente esperança; pois antigamente fostes desgraçados com
o mal e com aflição; mas agora brilhareis como as luminárias do céu. Vós sereis
vistos, e os portões do céu estarão abertos para vós. Vossos clamores têm
clamado por julgamento; e ele tem aparecido a vós; pois um registro de vossos
sofrimentos será requerido dos príncipes, e de todos os que tem ajudado vossos
saqueadores.
3Esperai com paciente esperança; não renuncieis de vossa confiança; pois
grande alegria será a vossa; como aquela dos anjos no céu. Conduze-vos como
podeis, still não estareis escondidos no dia do grande julgamento. Não sereis
como os pecadores; e a eterna condenação estará longe de vós, enquanto o mundo
existir.
4Então não temais, justos, quando virdes os pecadores florescendo e
prósperos em seus caminhos.
5Não vos associeis a eles; mas mantende-vos distante de sua opressão;
estejai associados às hostes do céu. Vós, pecadores, dizeis: Todas as nossas
transgreções não serão tomadas em conta, e recordadas. Mas todas as vossas
transgreções serão recordadas diariamente.
6E está asseguardo por mim, que luz e escuridão, dia e noite, verão todas
as vossas transgreções. Não sejais ímpios em nossos pensamentos; não mintais;
não rendei a palavra de honestidade; não mintais contra a palavra do Santo e
Poderoso; não glorificai vossos ídolos; pois todas as vossas mentiras e toda
vossa impiedade não é para retidão, mas para crime.
7Agora eu aponto um mistério: Muitos pecadores se voltarão e
transgredirão contra a palavra de honestidade.
8Eles falarão coisas más; eles pronunciarão falcidade; executarão grandes
empreendimentos; (142) e comporão livros em suas próprias
palavras. Mas quando eles escreverem todas as minhas palavras corretamente em
suas próprias linguagens,
(142) Executarão grandes empreendimentos. Literalmente,
"criarão uma grande criação" (Laurence, p. 173).
9Eles não os mudarão ou os diminuirão; mas os escreverão todos
corretamente; tudo o que desde o princípio eu tenho pronunciado concernente a
eles. (143)
(143) A despeito do mandamente de Enoque, seu livro foi muito certamente
mudado e diminuído pelos últimos editores, embora estes fragmentos dele tenham
sobrevivido.
10Outro mistério também eu aponto. Aos justos e aos sábios haverá livros
de alegria de integridade e de grande sabedoria. A eles livros serão dados, nos
quais eles acreditarão;
11E nos quais eles se regozijarão. E todos os justos serão recomprensados,
os quais deles adquirirão conhecimento de todo caminho elevado.
Capítulo 104A
1Naqueles dias, diz o Senhor, eles chamarão aos filhos da terra, e os
farão ouvir a sua sabedoria,lhes mostrarão que eles são seus líderes;
2E que remuneração tomará lugar sobre toda a terra; pois
Eu e meu Filho para sempre manteremos comunhão com eles nos caminhos da
retidão, enquanto eles estiverem em vida. A paz será deles. Regozijai, filhos
da integridade, em verdade.
Capítulo 105
1Depois de um tempo, meu filho Matusalém tomou uma esposa para seu filho
Lameque.
2Ela ficou grávida dele, e deu um filho, a carne do qual era tão branca
quanto a neve, e vermelho como uma rosa; o cabelo de sua cabeça era branco como
o algodão,e longo; e cujos olhos eram belos. Quando ele os abriu, ele
iluminou toda a casa, como o sól; toda a casa abundou de luz.
3E quando ele foi tirado da mão da parteira, Lameque seu pai ficou araid
dele; e correndo flying away veio ao seu próprio pai Matusalém e disse: Eu
gerei um filho, diferente dos outros filhos. Ele não é humano; mas,
assemelhando-se à geração dos anjos do céu, é de uma natureza diferente dos
nossos, sendo completamente diferente de nós.
4Seus olhos são brilhantes como os raios do sól; seu
semblante é glorioso, e ele parece como se não pertencesse a mim, mas aos
anjos.
5Eu estou temeroso de que algo miraculoso deva acontecer na terra nestes
dias.
6E agora meu pai, deixa-me pedir e requerer de ti ir ao nosso progenitor
Enoque, e aprender dele a verdade; pois sua residência é com os anjos.
7Quando Matusalém ouviu as palavras de seu filho, e veio a mim nas
extremidades da terra; pois ele estava informado de que eu estava lá: e ele
chorou.
8Eu ouví sua vóz, e vui a ele dizendo: Vêde, eu estou aqui,
meu filho; já que tu vieste a mim.
9Ele respondeu e disse: Por causa de um grande evento eu venho a ti; e
por causa de uma visão difícil de ser compreendidaeu me aproximei
de ti.
10E agora, meu pai, ouví-me; pois ao meu filho Lameque um filho nasceu, o
qual não se parece com ele; e cuja natureza não é igual à natureza do homem.
Sua cor é mais branca que a neve; ele é mais vermelho que a rosa; o cabelo de
sua cabeça é mais branco que a lã; seus olhos são iguais aos raios do sól; e
quando ele abriu-os ele iluminou toda a casa.
11Quando ele foi tomado ma mão da parteira,
12Seu pai Lameque temeu, e fugiu para mim, não acreditando que a
criança pertencesse a ele, mas que ele assemelha-se aos anjos do céu.
E eis que eu vim a ti para que possas me apontar a verdade.
13Então eu, Enoque, respondi e disse: O Senhor efetuará uma nova coisa
sobre a terra. Isto eu tenho explicado, e visto numa visão. Eu tenho mostrado a
ti que nas gerações de Jared meu pai, aqueles que estavam no céu desconsideraram
a palavra do Senhor. Eis que eles cometeram crimes; deixaram de lado sua
classe, e misturaram-se com mulheres. Com elas também eles transgrediram;
casaram-se com elas e geraram filhos. (144)
(144) Depois deste vercículo, um papiro grego acrescenta: "os quais
não são iguais aos seres espirituais, mas criaturas de carne" (Milik, p.
210).
14Uma grande destruição, portanto virá sobre toda a terra; um dilúvio, uma
grande destruição, tomará lugar em um ano.
15Esta criança que nasceu ao teu filho sobreviverá na
terra, e seus tres filhos serão salvos com ele. Enquanto toda a humanidade que
está na terra morrerá, ele estará a salvo.
16E sua posteridade procriará na terra os gigantes, não espirituais, mas
carnais. Sobre a terra uma grande punição será infligida, e ela será lavada de
toda corrupção. Agora, portanto, informa ao teu filho Lameque que aquele que é
nascido é seu filho na verdade; e seu nome será chamado Noé, pois ele será um
sobrevivente. Ele e seus filhos serão salvos da corrupção que tomará lugar no
mundo; de todo o pecado e de toda a iniquidade que consumirá a terra em seus
dias. Depois disso haverá uma impiedade maior do que aquela que antes havia se
consumado na terra; pois eu estou familiarizado com santos mistérios, que o
próprio Senhor descobriu e explicou a mim; e os quais eu li nas tábuas do céu.
17Nelas eu vi escrito, que geração após geração transgredirá, até que, até
que uma raça de justo se levantará; até que transgração e crime desapareçam da
face da terra; até que toda bodade venha sobre ela.
18E agora, meu filho, vai dizer ao teu filho Lameque;
19Que a criança que é nascida é na verdade seu filho; e que não há
decepção.
20Quando Matusalém ouviu as palavras de seu pai Enoque, o quel lhe havia
mostrado toda coisa secreta, ele retornou com entendimento, e chamou o nome da
criança Noé; porque ele consolou a terra por causa de toda sua destruição.
21Outro livro, que Enoque escreveu para seu filho Matusalém, e para
aqueles que deviam vir depois dele, e preservar sua pureza de conduta nos
últimos dias. Tu, que tens trabalhado, esperará naqueles dias, até que os que
praticam o mal sejam consumidos, e o poder do culpado seja aniquilado. Espera,
até que passe o pecado; pois seus nomes serão apagados dos livros santos; sua
semente seja destruida, e seus espíritos mortos. Eles clamarão e lamentarão na
vastidão invisível, e no fogo sem fundo eles queimarão. (145) Alí
eu percebi, como se fosse uma nuvem através da quel não se podia ver; pois das
profundezas dela eum fui incapaz de olhar para cima. Eu vi também uma chama de
fogo ardente brilhante, e como se fossem montanhas brilhantes passando ao
redor, e agitadas de lado a lado.
(145) No fogo sem fundo eles queimarão. Literalmente
"no fogo eles queimarão, onde alí não é terra" (Laurence, p. 178).
22Então eu inquiri de um santo anjo que estava comigo e disse: o que é
esse esplêndido objeto? Pois não é ceu, mas só uma chama de fogo
que queima; e nela há o clamor de exclamação, de ai, e
de grande sofrimento.
23Ele disse: Alí, àquele lugar que tu viste, serão confiados os espíritos
dos pecadores e blasfemadores; daqueles que paraticam o mal, e perverterão tudo
o que Deus disse pela boca dos profetas; tudo o que eles deviam fazer. Pois com
respeito a estas coisas ali haverá registros e serão impressos no céu, pára que
os anjos possam lê-las e saber o que acontecerá aos pecadores e aos espíritos
dos humikdes; àqueles que sofreram em seus corpos, mas têm sido recompensados
por Deus; os quais têm sido injuriosamente tratados pelos homens iníquos; os quais
têm amado a Deus, que não tem acumulado nem ouro nem prata, nem qualquer coisa
no mundo, mas deram seus corpos ao tormento;
24A estes que no período de seu nascimento não tem estado cobiçosos de
riquezas terrenas; mas tem se resguardado como um alento que passa.
25Tal tem sido sua conduta; em muito o Senhor os tem provado; e seus
espíritos têm sido encontrados puros, para que eles possam abençoar Seu nome.
Todas as suas bênçãos eu tenho relatado num livro; e Ele os tem recompensado;
pois eles têm sido encontrados a amar o céu com uma eterna aspiração. Deus
tem dito: Enquanto eles têm sido pisados por homens iníquos, eles têm
ouvido deles insultos e blasfêmias; e tem sido ignominiosamente tratados,
enquento eles me abençoam. E agora eu chamarei os espíritos do bem da geração
da luz, e mudarei aqueles que nasceram em escuridão; os quais não tem tido seus
corpos recompensados em glória, como sua fé possa ter merecido.
26Eu os trarei para a esplêndida luz daqueles que amam meu santo nome: e
Eu colocarei cada um deles em um trono de glória, da glória peculiarmente sua,
e eles descançarão durande períodos inumeráveis. Retos são os julgamentos de
Deus;
27Pois ao fiél ele dará fé nas habitações dos justos. Eles verão aqueles
que tem nascido na escuridão, para a escuridão serão lançados; enquanto que os
justos descançarão. Os pecadores clamarão, vendo-os, enquanto eles existem em
esplendor e prosseguem em direção dos dias e períodos a eles prescritos.