‘Isa, o Jesus MuçulmanoA “palavra cristã não é uma palavra válida, porque não há nenhuma
religião do cristianismo, de acordo com o islã”.
Nos dias atuais, sempre mais temos ouvido e lido que o cristianismo e o
islã “compartilham” jesus, que ele pertence a ambas as religiões. E o mesmo
ocorre com abraão: há uma conversa sobre uma ‘civilização abraâmica Ocidental’,
da qual vez ou outra alguém fala de ‘civilização judaica-cristã’. Esta mudança
de pensamento reflete o crescimento da influência do islã.Estas notas oferecem alguma informação e reflexão sobre o ‘jesus
muçulmano’, para ajudar a se pôr esta tendência em seu devido contexto.As referências entre parênteses são to corão. Os sistemas numéricos para
os versões dele não são padronizados: então, esteja preparado para procurar nos
versos em volta caso não encontre diretamente o devido.Islã, a fé primordialO islã se considera a si mesmo não como uma fé subseqüente do judaísmo
ou cristianismo, mas como a religião primordial, a fé da qual o judaísmo e
cristianismo tiveram desenvolvimentos subseqüentes. No alcorão lemos que abraão
“não foi um judeu ou um cristão, mas foi um monoteísta, um muçulmano” (al
‘imran 3:66). Então são os muçulmanos, e não os cristãos ou judeus, que são os
verdadeiros representantes da fé de abraão para o mundo de hoje. (al baqarah
2:135)Os profetas bíblicos foram todos muçulmanosMuitos dos profetas do passado receberam a exclusiva religião do islã
(ax xura, 42:13). Quem foram estes profetas? De acordo com al an'am 6:85-87, se
incluem ibrahim (abraão), ‘ishaq (isaque), yaqub (jacó), nuh (noé), dawud
(davi), sulaiman (salomão), ayyub (jô), yusuf (josé), musa (moisés), harun
(aarão), zakariyya (zacarias), yahya (joão batista), ‘isa (jesus), ilyas,
ishmael, al-yash’a (elias), yunus (jonas) e lut (ló).O ‘isa (jesus) muçulmanoExistem duas fontes sobre ‘isa, o jesus dos muçulmanos. O alcorão traz
uma história de sua vida, enquanto as coleções do hadith — aglomerado de
palavras e feitos de maomé — estabelecem lugar o lugar de jesus no pensamento
muçulmano para o futuro.O alcorão‘isa foi um profeta do islãO verdadeiro nome de jesus, de acordo com o alcorão, era ‘isa. Sua
mensagem foi puro islã, completamente rendido a allá (al ‘imran 3:84).
Semelhantemente a todos os profetas muçulmanos antes dele, e como maomé logo
após, ‘isa foi um legislador, e os cristãos deveriam submeter-se à sua lei (al
‘imran 3:50; al-ma’idah 5:48). Os discípulos originais de ‘isa também foram
verdadeiros muçulmanos, porque eles disseram “cremos. Testemunha que somos
muçulmanos” (al-ma’idah 5:111).Os livrosIgual aos outros mensageiros do islã antes dele, ‘isa recebeu sua
revelação do islã na forma de um livro (al’na'am 6:90). O livro de ‘isa é
chamado de injil ou “evangelho” (al-ma’idah 5:46). A torá foi o livro de moisés
e o zabur (salmos) foi o livro de davi. Sendo assim, judeus e cristãos são
“pessoas do livro”. A única religião revelada nestes livros foi o islã
(al’imran 3:18).Juntamente como nos profetas que antecederam, a revelação de ‘isa
comprovou as revelações dos profetas anteriores (al ‘imran 3:49,84; al-ma’idah
5:46; as-saff 61:6). O próprio maomé verificou todas as revelações anteriores,
incluindo a revelação de ‘isa (an-nissa 4:47); então os muçulmanos devem crer
na revelação a qual foi recebida por ‘isa (al-baqarah 2:136). Todavia, após
‘isa, o injil perdeu sua forma original. Hoje apenas o alcorão é o guia
verdadeiro para os ensinos de ‘isa.A biografia de ‘isaDe acordo com o alcorão, ‘isa foi o messias. Ele foi auxiliado pelo “espírito
santo” (al-baqarah 2:87; al-ma’idah 5:110). Ele também é referido como a
“palavra de allá” (an-nisa’ 4:171)A mãe de ‘isa, mariam, foi filha de ‘imran, (âl 'imran 3:34,35) — cf o
amrão de êxodo 6:20 — e a irmã de aarão (e moisés). (mariam 19:28) ela foi
criada por zacarias (pai de joão batista). (al ‘imran 3:36) enquanto ainda era
virgem (al-an'am 6:12; mariam 19:19-21) mariam deu à luz ‘isa, sozinha em um
lugar desolado, embaixo de uma palmeira. (mariam 19:22) (não em belém).‘isa enquanto ainda era um bebê em seu berço. (al ‘imran 3:46;
al-ma’idah 5:110; mariam 19:30) ele realizou diversos outros milafres,
incluindo dar vida a passarinhos de barro, curando cegos e leprosos e
ressuscitando da morte. (al ‘imran 3:49; al-ma’idah 5:111) ele ainda profetizou
sobre a vinda de maomé. (as-saff 61:6)‘isa não morreu numa cruzOs cristãos e os judeus corromperam suas escrituras. (al ‘inram 3:74-77.
113) apesar de os cristãos crerem que ‘isa morreu numa cruz, e os judeus
dizerem que mataram-no, na realidade, ele não foi morto ou crucificado, e todos
aqueles que dizem que ele foi crucificado são mentirosos (an-nisa’ 4:157). ‘isa
não morreu, mas foi arrebatado para allá. (an-nisa’ 4:158) no dia da
ressurreição, o próprio ‘isa será testemunha contra os judeus e cristão por
acreditarem em sua morte. (an-nisa’ 4:159)Os cristãos deveriam aceitar o islã e todos os verdadeiros cristãos
aceitarãoOs cristãos (e judeus) não poderiam estar libertos de sua ignorância até
que maomé viesse trazendo o corão como uma evidência clara (al-bayyinah 98:1).
Maomé foi um presente de allá para os cristãos corrigirem seus equívocos. Eles
devem aceitar a maomé como o mensageiro de allá e o corão como sua revelação
final. (al-ma’idah 5:15; al-hadid 57:28; na-nisa’ 4:47)Alguns cristãos e judeus são fiéis e crêem verdadeiramente. (al ‘imran
3:113, 114) quaisquer uns dos tais crentes se submeterão a allá aceitando a
maomé como o profeta do islã, i.e., eles se tornarão muçulmanos. (al ‘imran
3:198)Posto que os judeus e pagãos terão a maior das inimizades contra os
muçulmanos, serão os cristãos que estarão ‘mais próximos do afeto dos fiéis’,
i.e., dos muçulmanos. (al-ma’idah 5:82) os verdadeiros cristãos não amarão os
inimigos de maomé. (al-mujadilah 58:22) em outras palavras, qualquer um que se
opõe a maomé não é um verdadeiro
cristão.Cristãos que aceitam o islã ou recusam-noAlguns judeus e cristãos são crentes verdadeiros, aceitando o islã: a
maioria são transgressores (al ‘imran 3:109)Muitos monges e rabinos têm ganância pela riqueza e impedem as pessoas
de irem até allá. (at-taubah 9:34,35)Cristãos e judeus e não crêem em maomé vão para o inferno. (al-bayyinah
98:6)Os muçulmanos não devem ter os cristãos ou judeus como seus amigos. (al-ma’idah
5:51) eles devem lutar contra os cristãos e judeus que recusarem o islã até que
eles se rendam, paguem os impostos dos países islâmicos e sejam humilhados.
(at-taubah 9:29) a isto podem ser adicionados centenas de versos do corão em
favor dos caminhos de allá, bem como o “livro da jihad” encontrado em todas as
coleções da hadith.Crenças cristãsOs cristãos são ordenados a não crer que ‘isa é o filho de deus:
‘glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho’. (an-nisa’
4:171; al-furqan 25:2) ‘isa foi simplesmente um ser humano criado e um servo de
allá; (an-nisa’ 4:172; al ‘inram 3:59)Cristãos são reclamados pelo corão por crerem numa família de deuses —
deus pai, mãe maria e ‘isa, o filho — mas ‘isa rejeitou tal ensino sobre
familiar. (al-ma’idah 5:116) a doutrina da trindade não devem receber crédito e
um destino de tormento aguarda por aqueles que crerem nisto. (al-ma’idah 5:73)‘isa (jesus) na hadice‘isa, o destruidor do cristianismoO profeta ‘isa terá um papel muito importante no fim dos tempos,
estabelecendo o islã e fazendo guerra até que ele destrua todas as religiões,
exceto o islã. Ele deve matar o maligno (dajjal), uma figura apocalíptica
anti-cristo.Em outra tradição de maomé, lemos que nenhum outro profeta virá à terra até
que ‘isa retorne como ‘um homem de estatura mediana, de pele avermelhada,
vestindo duas peças leves, parecendo como se gotas de água caíssem de sua
cabeça apesar de não estar molhada. Ele lutará pela causa do islã. Ele quebrará
a cruz, matará os porcos e abolirá o pagamento do imposto. Allá destruirá todas
as religiões, exceto o islã. Ele (‘isa) destruirá o maligno e viverá na terra
por quarenta anos e então morrerá’. (sunan abu dawud, 37:4310) o sahih muslim
tem uma variante desta tradição: ‘o filho de maria... Em breve descenderá de
você como um juiz reto. Ele abolirá... O pagamento de imposto, e a riqueza
verterá de modo tão grande que ninguém aceitará presentes de caridade.’ (sahih
muslim 287)O que estes ditos significam? A cruz é um símbolo cristão. Quebrar
cruzes significa abolir o cristianismo. Porcos são associados aos cristãos.
Matá-los é outro modo de falar sobre a destruição do cristianismo. Sob a lei
islâmica, o pagamento do imposto compra a proteção de suas vidas e as
propriedades dos conquistados ‘daqueles que receberam o livro’. (at-taubah
9:29) a abolição do pagamento do imposto significa que a jihad voltou contra
cristãos (e judeus) que vivem onde o islã rege, os quais podem se converter ao
islã, ou também serem mortos ou escravizados. A abundância de riquezas
refere-se aos saques realizados pelos muçulmanos em suas conquistas. Isto é o
que o ‘isa muçulmano fará quando retornar nos últimos dias.Juristas muçulmanos confirmam estas interpretações: considere, por
exemplo, o parecer de ahmad ibn naqib al-misri (d. 1368)“...o momento e o local para (o imposto) está antes da descida final de
jesus (que a paz esteja sobre ele). Após sua vinda final, nada, exceto o islã,
será aceito, porque a cobrança do imposto somente é efetivo até que jesus volte
(que a paz esteja sobre ele e sobre nosso profeta)...” (the reliance of the traveller. Trans. Nuh ha mim keller, p. 603).
Bn naqib vai até o momento em que jesus retorna, ele governará ‘como um
seguidor’ de maomé.Comentários críticos sobre o ‘isa muçulmano (jesus)‘isa não é uma figura históricaO ‘isa do corão não é uma personagem histórica. Sua identidade e papel
como um profeta do islã é baseado somente nas supostas revelações de maomé
cerca de meio milênio após o jesus histórico ter vivido e morrido.O nome de jesus nunca foi ‘isaA língua da mãe de jesus foi o aramaico. Em seu próprio tempo de vida,
ele foi chamado de yeshua em aramaico, ou de jesu em grego. Isto é como chamar
a mesma pessoa de joão quando falamos português e john quando falamos inglês:
jesu, pronunciado como “yesú”, é a forma grega do aramaico yeshua. (o final –s
em jesu-s é um final gramatical da língua grega). Yeshua é uma forma do
hebraico yehoshua’, que significa ‘o senhor é a salvação’. Entretanto,
yehoshua’ é normalmente dado em português como josué. Então, josué e jesus são
variantes do mesmo nome.É interessante que o nome de jesus, yehoshua’ contém em si o nome
hebraico para deus, a primeira sílaba yeh- sendo uma contração de yhwh, ‘o
senhor’.Yeshua de nazaré nunca foi chamado de ‘isa, o nome que o corão deu a
ele. Cristãos de língua árabe referem-se a jesus como yasou’ (de yeshua) e não
‘isa.Jesus não recebeu um ‘livro’De acordo com o corão, o ‘livro’ revelado a ‘isa foi o injil. A palavra
injil é uma forma corrompida da grega euanggelion ‘boas novas’ ou evangelho. O
que foi este euanggelion? Foi exatamente como jesus se referia à sua mensagem:
como boas-novas. A expressão euanggelion não se refere a um texto revelado em
específico, e não há absolutamente nenhuma evidência de que jesus recebeu um
‘livro’ de revelação de deus.Os ‘evangelhos’ da bíblia são biografiasO termo euanggelion depois veio a ser usado como um título para as
quatro biografias de jesus, escritas por mateus, marcos, lucas e joão, os
‘evangelhos’. Este foi um desenvolvimento secundário do sentido da palavra.
Aparentemente, foi aqui que maomé cometeu seu equívoco de o injil ser um
‘livro’.Muitos dos tão falados profetas do islã não receberam nenhum livroVirtualmente, todos dos tão falados ‘profetas’ do islã, os quais tiveram
seus nomes tomados das escrituras hebraicas, não receberam nenhum ‘livro’ ou
códigos de lei. Por exemplo, os salmos não são um livro revelando o islã, como
o corão afirma, mas é uma coleção de canções de louvor, dos quais nem todos são
de davi. Não há um só fragmento de evidência na histórica bíblica de davi que
afirme que ele recebeu um livro de leis para os israelitas. Eles já possuíam a
torá de moisés para seguirem. Então davi não foi um profeta do corão de forma
alguma. Do mesmo modo, a maioria dos profetas clamados pelo islã não foram nem
legisladores e nem governantes.As profecias bíblicas e as profecias islâmicas não são a mesma coisaO entendimento bíblico de profecia é muito diferente do de maomé. Uma
profecia bíblica não é considerada como uma passagem de um texto da eternidade
celestial pré-existente, como no corão, mas é uma mensagem de deus por um tempo
e local específico. Um profeta bíblico é alguém para o qual deus revela coisas
ocultas e que, então, atual como agente verbal de deus. Quando a mulher
samaritana chamou jesus de profeta (joão 4:19) foi porque ele havia falado
sobre coisas de sua vida que só poderiam ser sabidas sobrenaturalmente. O
cristianismo ensina que jesus foi um profeta, mas ele não trouxe qualquer
‘livro’: ele mesmo foi a ‘palavra de deus’ viva, um título de ‘isa no alcorão.De modo algum todas as profecias que tenham ocorrido vieram a ser parte
do texto bíblico. A bíblia consiste de uma ampla variedade de materiais
originalmente escritos por diversos propósitos diferentes, incluindo cartas,
canções, poesia romântica, narrativas históricas, textos legislativos,
provérbios de sabedoria, e, bem como, passagens proféticas. Estes materiais são
considerados como inspirados por deus, mas não ditados de um livro celestial à
parte do tempo.Como história profética, o corão contém muitos erros e enacronismosA afirmação de que jesus não foi executado por crucificação está
completamente sem suporte histórico. Uma coisa em que todas as fontes
primitivas concordavam era na crucificação de jesus.Mariam, a mãe de ‘ìsa, é chamada de a irmã de arão, e também de filha do
pai de arão, ‘imran (do hebraico, amrão). Claramente maomé confundiu maria (do
hebraico, miriã) com a miriã do livro do êxodo. As duas viveram mais de mil
anos de diferença!Na bíblia, hamã é o ministro de assuero na pérsia e média (livro de
ester 3:1-2). O corão ainda o põe cerca de mil anos antes como um ministro de
faraó, no egito.A afirmação de que os cristãos crêem em três deuses — pai, o filho jesus
e a mãe maria — está equivocada. O corão também está equivocado ao dizer que os
judeus dizem que ezra era um filho de deus. (at-taubah 9:30) a acusação de
politeísmo por parte dos cristãos e judeus é mal-informada e falsa.
(deuteronômio 6:4, tiago 2:19ª)A história de ‘zul-carnain’ (lit. ‘aquele de dois chifres’, al-kahf
18:83, cf. Daniel 8:3, 20-21) é derivada do romance de alexandre. Certamente
alexandre o grande não era muçulmano.O problema com o nome de ‘isa já foi discutido. Outros nomes bíblicos
são também incompreensíveis no corão e seus significados perdidos. Por exemplo
elias, que significa ‘deus é a salvação’, é dado no corão como al-yash’a,
transformando o prefixo el ‘deus’ em al- ‘o’. (a tradição islâmica fiz o mesmo
com alexandre o grande, chamando-o de al-iskandar, ‘o iskandor’). Abraão ‘pai
de muitos’ (cf gênesis 17:5) deve ser melhor representado como algo perto de
aburahim, ‘pai da misericórdia’ ao invés de ibrahim, que não significa absolutamente
nada na língua árabe.O corão apresenta um samaritano confeccionando o bezerro de ouro, o qual
foi adorado pelos israelitas no deserto (ta há 20:85) durante o êxodo. De fato,
foi arão (êxodo 34:1-6). Os samaritanos só vieram a existir alguns séculos
depois. Eles foram descendentes dos israelitas do norte após o êxodo.Muitas histórias do corão podem ser reconhecidas como sendo de lendas
populares dos judeus e cristãos, e outros de literaturas apócrifas. Por
exemplo, a história de abraão destruindo ídolos (as-saffat 37) é encontrado
numa lenda judaica, a midrash rabbah. A história de zacarias no corão, pai de
joão batista, está baseada sobre uma fábula cristã do segundo século. A
história de jesus nascendo sob uma palmeira é baseada noutra fábula mais
tardia, bem como a história de jesus fazendo passarinhos de barro viver. Tudo o
que o corão diz sobre a vida de jesus e que não é encontrado na bíblia, pode
ser localizado nas fábulas compostas mais de cem anos após a morte de jesus.O título de jesus de messias e palavra de deus, as quais são usadas pelo
corão, não encontram qualquer explicação no corão. Já na bíblia, de onde tais
títulos foram tomados, estes títulos são bem integrados a todo o sistema
teológico.O corão menciona o espírito santo em conexão com jesus, usando frases
que vêm dos evangelhos. Ibn ishaq (life de muhammad) relata maomé dizendo que
este ‘espírito’ era o anjo gabriel. (cf. Também an-nahl 16:102, al-baqarah
2:97). Contudo, a expressão bíblica ‘espírito de deus’ (ruach elohim) or ‘espírito
santo’ somente pode ser entendida à luz das escrituras hebraicas. Certamente
que não se referem a um anjo. A alegada predição de jesus sobre a vinda de
maomé (as-saff 61:6) parece ser baseada em uma leitura equivocada (ou
adulterada) de joão 14:26, uma passa que de fato faz referência ao espírito.As escrituras hebraicas foram a bíblia de jesus. Ele afirmou sua
autoridade e fidedignidade, e também pregou a partir dela. Nessas mesmas
escrituras, ele conheceu deus como adonai elohim, o senhor deus de israel. Ele
não chamou-o de allá, o que aparece ter sido o nome o título de uma divindade
pagã árabe que era adorada em mecca antes de maomé. O pai pagão de maomé, que
morreu antes de maomé nascer, teria ostentado o nome de ‘abd allah, ‘escravo de
allá’, e seu tio era chamado de obeid allah.Lemos que na-najm 53:19-23 procura refutar a crença pagã árabe de que
allá teve filhas chamadas al-uzza, al-ilat e manat. (veja também an-nahl 16:57
e al-an'am 6:100)As narrativas bíblicas são ricas em detalhes históricos, muitos deles
confirmados pela arqueologia. Elas cobrem mais de mil anos e revelam um longo
processo tecnológico e desenvolvimento cultural. Em contraste, a história sacra do corão está
deprovida de suportes arqueológicos. Suas estórias desconexas e incoerentes não
oferecem uma reflexão autêntica de culturas históricas. O nome de nenhum lugar
da antiga israel é mencionado, nem mesmo jerusalém. Muitos dos supostos eventos
históricos relatados no corão não têm uma verificação independente. Por
exemplo, poderíamos dizer que abraão e ismael construíram a caaba em mecca
(al-baqarah 2:127), mas isto está totalmente sem suporte. Os relatos bíblicos,
mais que mil anos mais antigos, não situam abraão em nenhum lugar próximo à
arábia.O corão não é uma fonte digna de crédito para a história bíblicaO corão, escrito no século vii d.c., não pode ser considerado como tendo
qualquer autoridade, absolutamente nenhuma, sobre a vida de jesus de nazaré.
Ele não oferece qualquer evidência às suas declarações sobre a histórica
bíblica. Seus numerosos erros históricos refletem um entendimento adulterado
sobre a bíblia.O islã se apropria da história do judaísmo e do cristianismo como se
fosse suaQuando maomé ligou o nome de allá às histórias religiosas do judaísmo e
cristianismo, foi um meio de reivindicá-las para o islã. À luz de eventos
futuros, a declaração de que o islã foi a religião original e que todos os
profetas precedentes foram muçulmanos, pode ser considerada como uma tentativa
de apropriar as histórias de outras religiões para o islã. O efeito é furtar o
cristianismo e judaísmo para suas próprias histórias.Considere que muitos locais bíblicos, tais como as tumbas dos patriarcas
hebreus e o templo do monte, são clamados pelo islã como sendo locais
muçulmanos, não judeus ou cristãos. Afinal, o corão diz-nos que abraão ‘foi um
muçulmano’. Sob o governo islâmico, todos judeus e cristãos foram banidos
destes locais.O lugar das escrituras judaica no cristianismo é completamente diferente
do lugar da bíblia no islãHá uma diferença fundamental entre as atitudes dos cristãos para com as
escrituras judaicas e as atitudes islâmicas para com a bíblia. Os cristãos
aceitam as escrituras hebraicas. Elas foram as escrituras de jesus e dos
apóstolos. Elas foram as escrituras da igreja primitiva. Toda a crença e
prática cristã repousam sobre elas. Os conceitos centrais do cristianismo tais
como o “messias” (do grego, ‘christos’), ‘espírito de deus’, ‘reino de deus’ e
‘salvação’ estão profundamente enraizados nas tradições bíblicas dos hebreus.Também notamos que os seminários cristãos devotam considerável zelo em
estudar as escrituras hebraicas. Isto é uma parte integral do treino para o
ministério cristão. As escrituras hebraicas são lidas (traduzidas) a cada
domingo em diversas igrejas por todo o mundo.Em contraste, o tratamento do islã para com a bíblia é completamente
descuidado. Apesar dele pretender ‘verificar’ todas revelações proféticas
antigas, o corão é cego para com o real conteúdo da bíblia. A declaração de que
cristãos e judeus deliberadamente corromperam suas escrituras e fizeram-na sem
evidências, somente serve para encobrir as inadequações históricas do corão. Os
eruditos muçulmanos raramente têm uma compreensão bem-informada da bíblia ou da
teologia bíblica, e então continuam ignorantes destas realidades.Algumas vozes muçulmanas contemporâneas sobre jesusYasser arafat, discursando em uma conferência de impressa nas nações
unidas em 1983 chamou jesus de “o primeiro palestino fedayeen que carregou sua
espada” (i.e., ele foi um guerreiro da liberdade para o islã).Sheikh ibrahim madhi, empregado da autoridade palestina, difundiu ao
vivo em abril de 2002 na televisão da autoridade palestina: “os judeus esperam
pelo falso messias judeu, enquanto nós esperamos, com a ajuda de allá... Jesus,
paz esteja sobre ele. As mãos puras de jesus assassinarão o falso messias
judeu. Onde? Na cidade do senhor, na palestina.”O autor shamim a. Siddiqi, pôs a posição clássica do islã concernente ao
cristianismo claramente numa carta recente destinada a daniel pipes, colunista
do new york post:“abraão, moisés, jesus e maomé foram todos profetas do islã. O islã é a
herança comum da comunidade judaica-cristã-muçulmana da américa, e estabelecer
o reino de deus é a responsabilidade conjunta de todas as três fé abraâmicas. O
islã foi a voz (fé, modo de vida) tanto dos judeus como dos cristãos, os quais
depois perderam isto por causa das inovações humanas. Agora os muçulmanos
querem lembrar os irmãos e irmãs judeus e cristãos da voz original [religião].
Estes são fatos históricos.”Esta negação histórica — aparentemente para afirmar que o cristianismo e
o judaísmo estão rejeitando e suplantando o islã — é uma arma violenta dos
apologetas muçulmanos. O que está sendo afirmado é que de fato nem cristãos e
nem judeus, mas jesus era de fato um profeta do islã. Moisés um muçulmano, etc.
A intenção era de conduzir a uma reversão dos cristãos e judeus ao islã, é a
isso que siddiqi se refere quando diz sobre “responsabilidade conjunta” de
jesus e cristãos para estabelecer “o reino de deus”. Com isto, ele quis dizer
que os cristãos dos estados unidos e judeus poderiam trabalhar para estabelecer
a lei shari’ah e as regras de conduta do islã nos estados unidos.ConclusãoO ‘isa (jesus) do corão é um produto de fábulas, imaginação e
ignorância. Quando os muçulmanos veneram este ‘isa, eles têm algo diferente em
mente do yeshua ou o jesus da bíblia e história. O ‘isa do corão está baseado
em nenhuma evidência histórica, mas em fábulas correntes do século vii d.c. Na
arábia.Para a maioria dos fiéis muçulmanos, ‘isa é o único jesus que eles
conhecem. Mas, se alguém aceita esse ‘jesus’ muçulmano, então consecutivamente
aceita o corão e o islã. Crê que ‘isa está influenciado pelas difamações que
judeus e cristãos realizaram ao corromper suas escrituras, uma acusação que
está completamente sem amparo histórico. Crê que ‘isa implica que muitos dos
fatos históricos dos cristãos e judeus são de fato da história islâmica.O jesus dos evangelhos é a base sobre o qual o cristianismo foi
desenvolvido. Ao muçulmanizá-lo e fazê-lo um profeta do islã que pregou o
corão, o islã destrói o cristianismo e toma posse da historia. Isto acontece
igualmente com o judaísmo.No fim dos tempos, tal como descreveu maomé, ‘isa se tornará um
guerreiro que virá com sua espada e lança. Ele destruirá a religião cristã e
fará do islã a única religião de todo o mundo. Finalmente, no último julgamento
condenará os cristãos ao inferno por crerem em sua crucificação e encarnação.Este ato final do ‘isa muçulmano reflete a estratégia apologética do
islã em relação ao cristianismo, que tem por objetivo barrar o yeshua histórico
e substituí-lo por um fac-símile de maomé. Então, nada permanece mais, exceto o
islã.“os muçulmanos da substituição atualmente declaram que toda a história
bíblica de israel e a cristã são a história islâmica, que todos os profetas,
reis de israel e judéia, e jesus foram muçulmanos. Que o povo do livro deveria
se atrever a desafiar esta afirmação, é tido como uma arrogância intolerável
para um teólogo islâmico. Judeus e cristãos são, deste modo, privados de suas
escrituras sagradas e do valor de seu valor para a salvação.”— bat ye’or em islam and
dhimmitude: where civilizations collide, p. 370
- trad. Livre.
Apêndice: a evidência histórica em favor de jesus (yeshua) de nazaré e
sua morte por crucificação.Fontes não cristãs sobre jesus· tácito (55-120 ad), um
renomado historiador da roma antiga, escreveu uma carta na metade do primeiro
século que dizia que ‘christus... Foi posto à morte por pôncio pilatus,
procurador da judéia no reinado de tiberius: porém, a superstição perniciosa,
reprimida por um tempo, se espalhou novamente, não somente ao longo da judéia,
onde a injúria começou, mas ao longo da cidade de roma também.’ (anais 15:44). suetonius escrevendo por
volta de 120 ad fala de distúrbios dos judeus na ‘instigação de chrestus’,
durante os tempos do imperador claudius. Isto pode se referir a jesus e parece
se relacionar ao evento de atos 18:2, que ocorreu em 49 ad.· thallus, um historiador
secular, escrevendo talvez por volta de 52 ad, faz referência à morte de jesus
numa discussão sobre as trevas que cobriram a terra após sua morte. O original
está perdido, mas os argumentos de thallus — explicando que o ocorrido foi um
eclipse solar — são referidos por julius africanus no início do terceiro século.· mara bar-serapião, um
sírio escrevendo após a destruição do templo em 70ad, menciona a execução de
jesus que ocorra anos antes, a quem ele chama de “rei”.· o talmud babilônico refere-se à
crucificação (chamando-a de dependuração) de jesus, o nazareno, na véspera da
páscoa. No talmud, jesus também é chamado de filho ilegítimo de maria.· o historiador josefo
descreve a crucificação de jesus sob pilatus em sua obra antiguidades, escrita
em cerca de 93/94 ad. Josefo também faz referência a tiago, irmão de jesus e
sua execução durante o tempo de ananus (anãs) o mais elevado sacerdote.Epístolas de paulo· as epístolas de paulo
foram escritas num intervalo de 20 a 30 anos após a morte de jesus. São
valiosos documentos históricos, não somente por conterem confissões de fé que
são indubitavelmente datadas das primeiras décadas da comunidade cristã.Paulo veio a ser crente em jesus dentro de poucos anos após a
crucificação de jesus. Ele escreve em sua primeira carta aos coríntios ‘porque
primeiramente vos entreguei o que também recebi: que cristo morreu por nossos
pecados, segundo as escrituras,e que foi sepultado, e que ressuscitou ao
terceiro dia, segundo as escrituras,e que foi visto por cefas e depois pelos
doze.’ isto faz muito claro a crença na morte de jesus como sendo o início do
cristianismo.Os quatro evangelhos· os quatro evangelhos
foram escritos num período de 20 a 60 anos após a morte de jesus, como uma
lembrança vívida dos eventos que eles descrevem.Os ensinos de jesus foram seguidos por grandes multidões. Houve
muitíssimas testemunhas dos eventos que ocorreram em sua vida. Sua morte foi
uma execução pública.Evidência manuscrita da bíblia e sua transmissãoA evidência manuscrita para as escrituras gregas é esmagadora, muito
maior que todas as outras obras antigas. Cerca de 20.000 manuscritos confirmam
isto. Embora haja erros de cópia, que são naturalmente esperados das mãos dos
copistas, eles são erros comparativamente menores e a integridade básica do processo
de cópia está ricamente amparado.Ainda, quando os cristãos ocidentais estudam as escrituras hebraicas
durante a renascença, eles notam que elas concordam muito com suas traduções
gregas e latinas que haviam sido copiadas de novo e de novo durante mais de mil
anos. Houve erros de cópia, e algumas mudanças menores, mas nenhuma invenção
significante para a estupenda escala que seria requerida se tramar uma estória
para a morte de jesus.Semelhantemente, quando os manuscritos do mar morto foram descobertos,
eles incluíam pergaminhos da bíblia hebraica de antes do tempo de jesus. Eles
também concordaram muito com o manuscrito massorético mais antigo de mais de
mil anos depois. Novamente, nada de invenções, mas sim evidências de cópias
notavelmente fidedignas.Conclusão: jesus de nazaré é uma figura históricaClaramente há eventos registrados em conexão com a vida de jesus que
muito não-cristãos não aceitarão, tais como os milagres, o nascimento virginal
e a ressurreição. Porém, o que está em além da disputa é que yeshua (‘jesus’)
de nazaré foi uma figura da história, que viveu, atraiu seguidores durante seu
tempo de vida dentre seus companheiros judeus e foi executado por crucificação
pelas autoridades romanas, e após isso seu seguidores se multiplicaram
rapidamente. Fontes tanto seculares quanto cristãs deste período confirmam
isto.A primeira fonte sobre a história da vida pública de jesus são os
evangelhos. Eles foram escritos relativamente pouco depois de sua morte — com
memória vívida — e nós temos todos os indícios de que estas fontes foram aceitadas
com fidedignas na comunidade cristã primitiva, durante um período em que as
testemunhas de primeiro e de segundo contato com a vida de jesus continuavam
vivas.Concluímos que qualquer declaração sobre ‘isa (jesus) no corão, feito
seis séculos após a morte de jesus, deve ser julgada contra as evidências
históricas destes primeiros séculos, e não o contrário.